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Do portal Uai de 16/06/08

Aeroporto da Pampulha usa falcões para garantir segurança aérea

Luciane Evans - Estado de Minas
Emmanuel Pinheiro/EM/D.A Press

Falcões no Aeroporto da Pampulha: disciplina árdua e missão de salvar vidas


Todos os dias, o pequeno Pavarotti enfrenta uma importante missão: garantir a segurança aos vôos no Aeroporto da Pampulha. Para esse combate, ele não conta com a ajuda da tecnologia. A principal arma são as garras e o bico. Pavarotti é um falcão de coleira e, junto com outros da mesma espécie e gaviões, é adestrado por uma equipe de falcoeiros para prevenir colisões de espécies da fauna silvestre com aviões. O aeroporto, desde março, após convênio com a empresa Biocev e autorização do Ibama, implantou a falcoaria – arte de treinar falcões para caçar – na prevenção de acidentes envolvendo aeronaves e pássaros. É o primeiro no país a adotar a técnica.

O projeto, que faz parte do Plano de Manejo de Avifauna do aeroporto, que integra a Política Ambiental da Infraero, constatou, em 2007, por levantamento, as principais espécies que compõem o sítio aeroportuário e as dinâmicas das aves que circulam na região. “Foi constatado um alto número de quero-queros, pica-paus, corujas, pombos, carcarás, biguás e garças, uma vez que o aeroporto está perto da Lagoa da Pampulha”, conta o coordenador de Segurança do terminal, Sadi Peixoto. Segundo ele, a Biocev, selecionada por licitação em 2007, apresentou a falcoaria como solução para prevenção às colisões. “Em fevereiro deste ano, com a autorização do Ibama, começamos a usar a técnica e já temos bons resultados. Ano passado, tivemos 20 casos e até agora, só temos 11. O dado é positivo, uma vez que há um aumento anual do tráfego de aeronaves”, avalia.
Emmanuel Pinheiro/EM/D.A Press


O gavião de penacho ainda não tem nome. Ajude a escolher

Pavarotti, nome dado ao falcão pelos falcoeiros em homenagem ao cantor lírico italiano, começou a ser treinado no ano passado. “Ele não canta, mas é um dos melhores caçadores”, diverte-se Gustavo Diniz, consultor ambiental da Biocev. Segundo ele, há no aeroporto quatro falcões, um gavião de penacho e um gavião bicolor. Cada um foi nomeado pelos treinadores com apelidos. “Tem a Brahma, a Shakira e outros”, enumera Diniz. Todos vieram de centros de triagem do Ibama e de criadouros. O gavião de penacho (foto ao lado) ainda não tem nome e uma votação foi aberta ao público.

Escolha um nome para o gavião de penacho


O treinamento dessas aves é contínuo, começando nas primeiras horas do dia até o entardecer. “A primeira medida de adestramento é amansar o animal, o que pode levar até um mês. Depois, ele aprende a comer no punho do falcoeiro. Em seguida, de uma certa distância, é ensinado a obedecer o chamado. Depois, apresentamos a ele as iscas, que são asas de pombo empanadas.”
Já adestrados, os pássaros vão para a captura, que acontece no entorno do aeroporto. Os falcões têm como alvo as aves de pequeno porte. Os gaviões, as aquáticas do Ribeirão Pampulha. “Quando eles capturam, com a presa entre os bicos e as garras, só conseguimos que soltem oferecendo em troca um pedaço de carne de boi ou de frango. Não há danos físicos. Os animais capturados são marcados com anilhas de alumínio para futuro monitoramento e encaminhados para fazendas registradas do Ibama”, enfatiza Diniz.

O maior receio do aeroporto era de que os próprios caçadores se tornassem um perigo para as aeronaves. Mas, segundo o coordenador Sadi Peixoto, quando os falcões e gaviões escutam o barulho do motor, voltam para o lugar de origem. “A falcoaria é uma técnica que tem trazido bons resultados para o aeroporto. Possivelmente a Infraero vai expandir para todo o Brasil.”

Perigo no ar

Não é novidade que as colisões de pássaros com aeronaves causem prejuízos ao avião. Na maioria das vezes, com o motor danificado, o processo de decolagem ou de pouso torna-se um perigo. De acordo com dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, em 2005 grandes empresas aéreas mundiais sofreram prejuízos superiores a U$$ 5 milhões com esse tipo de acidente. Em 2007, só no Brasil, foram notificadas mais de 500 colisões com aves.


Ainda há coisas que apelar para a Mãe Natureza sai mais barato e eficiente que qualquer novíssima tecnologia.
 
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