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Não é propriamente uma notícia, mas achei interessante dar a conhecer estas instalações.

Central Solar Fotovoltaica da Amareleja (Alentejo, Portugal)

A central fotovoltaica, a maior do mundo, com uma capacidade instalada de 46 megawatts (MW), vai produzir 93 milhões de kilowatts/hora (kWh) por ano, valor que equivale ao consumo de mais de 30 mil famílias, evitando a emissão de 89.383 toneladas anuais de dióxido de carbono (CO2).

A central, que levou 13 meses a construir, ocupa uma área de 250 hectares e é composta por 2.520 seguidores solares, com 262.080 módulos fotovoltaicos.



http://www.portalalentejano.com/imagem_dia/wp-content/energia_solar_amareleja.jpg


http://www.apea.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/images/image225.gif

Central Solar Fotovoltaica de Serpa (Alentejo, Portugal)

Uma área total de 64 hectares é coberta por 52 mil painéis fotovoltaicos de silício monocristalino de alto rendimento (14 a 18%), com a potência total de pico de 11 megawatts. Os painéis encontram-se 2 metros acima no solo, permitindo assim, que o terreno continue a servir para o pastoreio. Este projeto tem a capacidade para fornecer energia elétrica a 8000 lares (21 GWh) e evitará a emissão de cerca de 19 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. A sua construção foi iniciada em maio de 2006 e a inauguração a 28 de março de 2007.

 

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Portugal é o 9º produtor nas eólicas e quer subir na lista
22-08-2010

2600 MW obtidos a partir energia eólica dão a Portugal um lugar entre os dez maiores produtores deste tipo de energia. Os planos apontam para aumentar a capacidade para o dobro, mas os ambientalistas alertam: não podemos sacrificar áreas protegidas em troca de energias renováveis

Em 2009, 14,1% da energia consumida em Portugal era proveniente do vento. Será uma pequena variação, mas espera-se que no final do ano este valor chegue a um número certo: 15%. Com cerca de 1200 aerogeradores e a vontade de aumentar este número para o dobro, Portugal assume o nono lugar mundial no ranking de potência instalada de energia eólica, com cerca de 2600 megawatts (MW). Tudo isto junto permite ao País poupar 200 milhões de euros em importações de gás natural.

Uma aposta para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e gastos com a importação de petróleo, como explicou ao DN a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro: "O sector das eólicas é uma aposta que veio para ficar, porque além dos benefícios ambientais também contribui para a economia nacional que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal."

Neste momento existem em Portugal 95 parques eólicos, com um total de 1270 aerogeradores. Tudo isto para se produzirem cerca de 2600 MW de energia. E o futuro aponta para o dobro: quase cinco mil megawatts, tudo graças ao investimento em novos equipamentos. Junto do Ministério do Ambiente, o DN apurou que serão construídos no futuro mais 1200 aerogeradores.

A iniciativa também acontece porque, por lei da União Europeia (UE), Portugal tem de atingir os 31% de quota de energias renováveis até 2020 (número acordado para permitir os 20% à UE até essa data), mas os ambientalistas alertam que tem tudo de ser feito com cuidado para não prejudicar a natureza. "A captação de energias renováveis tem de ser diversificada para diminuir o impacto dos equipamentos no meio ambiente", explica Ana Rita Antunes, da Quercus.

Em cinco anos, a ocupação de locais por aerogeradores subiu consideravelmente, factor que pode ser um problema para os projectos futuros. "Prevê-se que os bons locais [para colocar aerogeradores] já estejam todos ocupados. A partir de agora haverá um maior impacto sobre locais de va- lor natural elevado", complementa.

No entanto, para o Ministério do Ambiente, as eólicas são mesmo uma aposta de futuro e, nos últimos cinco anos, foram aprovados 92% dos parques eólicos que foram objecto de avaliação de impacto ambiental. Tudo isto para "reforçar a posição de Portugal como referência" no sector das energias renováveis, disse a ministra do Ambiente.

Apesar de os ambientalistas assumirem o problema com os locais de construção dos parques, apoiam o investimento neste tipo de energia porque não deixa de ser "renovável" e uma forma de "diminuir as emissões de dióxido de carbono" para a atmosfera.

"Os estudos que têm saído indicam que Portugal não vai conseguir atingir a quota prevista pela União Europeia", afirma Ana Rita Antunes, que, apesar de tudo, acha que esta pode ser uma boa notícia para o País. "A Quercus espera que esta quota nunca seja atingida para não se prejudicar as áreas protegidas em Portugal", assume.


DN
http://www.energiasrenovaveis.com/DetalheNoticias.asp?ID_conteudo=418&ID_area=3&ID_sub_area=5
 

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José Sócrates e António Costa inauguraram o primeiro posto de carregamento da rede MOBI.E

O primeiro posto para carregamento de viaturas eléctricas da rede MOBI.E está, desde o dia 29 de Junho, disponível no Parque das Nações, tornando Portugal pioneiro na utilização do automóvel eléctrico.





A Rede de Mobilidade Eléctrica (MOBI.E) será, até ao fim deste ano de 2010, uma rede integrada de 320 postos para carregamento de veículos eléctrico. A rede será expandida no ano seguinte, findo o qual deverá já contar com 1350 postos de carregamento lento e 50 postos de carregamento rápido. No acto inaugural, o primeiro ministro, José Sócrates, e o presidente da Câmara, António Costa, procederam ao carregamento do primeiro veículo.

Para o presidente da Câmara lisboeta, este é um passo certo na direcção certa, posto que "70% da população mundial vive nas cidades e são elas as responsáveis pela maioria das emissões poluentes, responsáveis pelo efeito de estufa, pelo que será nas cidades que podemos ganhar o desafio da sua redução". O autarca, "a redução do consumo e a produção de energias renováveis constituem a única solução" para o problema. A este respeito, António Costa lembrou iniciativas desenvolvidas na cidade para a produção de energia solar, uma alternativa lógica numa cidade que é das que na Europa "mais horas tem de sol". Assim, também "o sucesso do automóvel eléctrico é inevitável para se alcançar uma mobilidade mais racional", congratulando-se o autarca pela introdução desta rede de carregamento das viaturas eléctricas. António Costa comparou com a questão da primazia "do ovo ou da galinha", tantas vezes inibidora da iniciativa. Neste caso, porém, "decidiu-se fazer as duas coisas ao mesmo tempo: a indústria automóvel fabrica o automóvel eléctrico e as autoridades com a iniciativa privada providenciam o abastecimento", concluíu o autarca.

Por seu lado, o ministro da Economia, Vieira da Silva, considerou que "este investimento é uma peça fundamental na estratégia nacional de inovação tecnológica", permitindo simultaneamente "sustentabilidade ambiental e a constituição de um cluster empresarial". De facto, a rede MOBI.E apresenta tecnologia pioneira para o carregamento energético das viaturas, integramente nacional, com o envolvimento de diversas empresas portuguesas. João Dias, da MOBI. E, destacou, a este propósito, o facto de se poder passar a "levar as energias renováveis ao sector dos transportes", com redução das facturas de consumo de petróleo e racionalização dos gastos de energia (os carregamentos nocturnos, quando os picos de consumo são menores e a electricidade mais barata, permitem optimizar a disponibilidade das redes de distribuição), ao mesmo tempo que o tecido empresarial português contribui para responder à "aposta irreversível da indústria automóvel" neste tipo de veículos, com a criação de uma "rede inteligente" (os carregamentos processam-se com um cartão único), "integrada" (existe uma unidade de comando central de todos os postos, na Maia) e "racional" (ficha de carregamento standardizada, acesso online aos consumos, suporte GPS para localização dos postos, facturação pelos operadores cujos pacotes sejam escolhidos pelos consumidores, etc.).

O primeiro ministro, José Sócrates, felicitou a iniciativa de criação desta "rede inovadora, integrada e moderna", sublinhando que "estamos na linha da frente em todo o mundo e somos a inspiração para muitos países europeus" que observam o exemplo português para decidirem sobre as suas próprias opções tecnológicas neste domínio: "mais tarde ou mais cedo, a Europa vai apostar no veículo eléctrico, por motivos energéticos e ambientais", garantiu. O primeiro ministro exortou à utilização das energias renováveis também como forma de reduzir dependências energéticas e do endividamento externo, anunciando que, entre aneiro e Maio do corrente ano, "Portugal produziu 70% da sua energia eléctrica e, pela primeira vez, exportou mais do que o que importou devido à produção de energias renováveis". Para José Sócrates, "esta estratégia vai criar muitas oportunidades competitivas para as empresas portuguesas e vantagens para a econoia nacional" e, nessa estratégia, a introdução do veículo eléctrico´"é uma aposta chave na equação energética".

Fonte: http://www.cm-lisboa.pt/?idc=88&idi=53069

Podem também ver o video aqui:

http://vimeo.com/12972781

Mais fotos de postos de carregamento da rede MOBI.E











Fotos: Luís Raposo Alves SSC
 

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A nova Virada de São Paulo é sustentável

Inspirada em maratona cultural, evento em março do ano que vem terá tema ambiental

A Virada Cultural serviu de inspiração para mais um evento de fim de semana em São Paulo: a Virada Sustentável, que acontece em março de 2011, mas ainda não tem dia exato definido. A ideia é que seja uma maratona de arte e diversão, mas sirva para tratar de temas como lixo, poluição e mobilidade urbana.

Sete parques da cidade e uma dezena de museus, espaços culturais e ruas receberão 170 atrações, como shows de música, teatro, cinema, exposições e intervenções artísticas. A virada pretende difundir informações sobre sustentabilidade em apresentações de artistas que já demonstram essa preocupação.

"Será um evento sobre meio ambiente, mas nada de debates. Só haverá atrações que chamem o interesse das pessoas", diz o jornalista André Palhano, que lidera o projeto. A expectativa é de que o evento atraia cerca de 2 milhões de pessoas.

Já estão confirmados nomes como Lenine, Hermeto Pascoal, MV Bill, Falamansa e balé Cisne Negro. Nos principais palcos, nos Parques do Ibirapuera, Carmo e da Independência, as atrações serão apresentadas pelos Doutores da Alegria. Ao contrário do que ocorre na Virada Cultural, as atividades não vão atravessar a madrugada. "Queremos propor uma virada de consciência", disse Palhano.

Por toda cidade, haverá esculturas, painéis de grafite e instalações. O artista Guto Lacaz, por exemplo, vai colocar uma dezena de piscinas no Rio Pinheiros e criar "ilhas de água limpa" no curso d"água poluído.

Para garantir a qualidade e relevância das atrações, a organização montou um Conselho Curador. O artista Eduardo Srur compõe o grupo - que conta com nomes como Flávio Comin, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e Márcia Hirota, da Fundação SOS Mata Atlântica. "O conselho é um celeiro de ideias para fortalecer o conceito e não chegarmos na rua com algo sem rumo", diz.

Srur - que é conhecido por vestir estátuas da cidade com coletes salva-vidas - também participa como artista. Uma de suas obras será um labirinto de lixo de 250 metros quadrados. "Essa obra é simbólica de como as pessoas lidam com o resíduos."

Engajamento. A ideia da virada surgiu há um ano e meio e era para ser apenas alguns shows em um centro cultural. Mas o projeto cresceu quando ganhou apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e da agência de publicidade Lew, Lara\TBWA. A empresa abraçou a virada de modo voluntário.

Uma equipe de 15 profissionais está envolvida no desenho da estratégia de comunicação, assim como na busca por empresas parceiras. "A gente não vai fazer algo que seja apenas de fachada sustentável. As atrações vão falar por si só", explica o vice-presidente de atendimento da agência, Márcio Oliveira.

A preocupação é que a virada não seja apenas uma propaganda ambiental, mas que funcione na prática. A organização pretende neutralizar a emissão de carbono e ter cuidado com o lixo e o uso de materiais recicláveis. O objetivo é que a Virada se torne um evento anual.

ALGUNS DESTAQUES

Projeto Caçambas
Uma intervenção feita pelo coletivo Irmãos Green que ilustra uma caçamba e, no lugar do entulho, abriga vários tipos de flores. Estará em alguns pontos da cidade.

Uakti
Grupo que faz música com instrumentos de tubos de PVC, garrafas plásticas, metais e pedras. Apresenta especialmente o álbum Águas da Amazônia.

Mawaca
Há 15 anos, une os quatro cantos do mundo em suas músicas, com letras em vários idiomas.

Painel Speto
O grafiteiro Speto fará um painel metros misturando técnica de grafite e plantas em um jardim vertical.

Entretodos
O renomado festival de curtas de Direitos Humanos realiza uma edição especial na Virada Sustentável, com curadoria de de Jorge Grinspum.

BiciPark Tour SP
Dez esculturas servem como estacionamento de bicicletas e formam um tour para ser percorrido de bike.

Homem Refluxo
Cinco personagens armazenarão os resíduos do dia a dia em uma capa de plástico transparente. Eles começarão a maratona uma semana antes da virada. A ideia nasceu em 2003 e já foi mostrada na Europa.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101112/not_imp638733,0.php
 

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Acre e Califórnia querem falar a mesma língua quando o assunto é crédito de carbono

Governadores Binho Marques e Arnold Schwarzenegger assinaram memorando de entendimento para possibilitar venda de crédito de carbono para a Califórnia

Aplaudidos de pé por uma plateia formada por lideranças ambientais, cientistas, acadêmicos e jornalistas de pelo menos 20 países. Assim foi o momento da assinatura do memorando que vai definir as regras para a comercialização de crédito de carbono entre Acre, Califórnia (EUA) e Chiapas (México).



No memorando, as partes definiram cooperações como a criação de um grupo de trabalho sub-nacional que se reunirá mensalmente entre dezembro de 2010 a outubro de 2011 para trabalhar no desenvolvimento de recomendações sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD). O produto final do grupo será a recomendação para o acordo de conexão entre a Califórnia e os estados parceiros.

"Proteger as florestas do mundo é importante para combater as mudanças climáticas globais. Hoje a Califórnia se junta com dois dos mais extraordinários líderes na luta para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Com esse memorando de entendimento com Acre e Chiapas nós tomamos ação para proteger as florestas tropicais", foi o que disse o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, sobre o documento que acabara de assinar. Ele também fez questão de deixar claro que o ato abre caminho para outros estados entrarem no mercado de carbono com a Califórnia, com início previsto para 2012.

Para o governador do Acre, o dia também foi considerado histórico porque, com a participação de comunidades agroextrativistas e indígenas, o governo criou a lei de pagamento por serviços ambientais e agora foi dado outro passo importante para proteger a floresta e dar condições melhores para quem vive e cuida dela. "O que existe no Acre não é resultado do meu governo, aliás, de nenhum governo. Os demais estados da Amazônia avançam ou recuam dependendo de seus governantes. O que acontece no Acre é diferente, é resultado do que aconteceu na década de setenta quando líderes seringueiros tomaram a decisão de não aceitar o desmatamento e lutar para manter a floresta em pé. Nosso projeto não é só ambiental, ele é sócio-ambiental porque defende a vida de quem está dentro da floresta", lembrou o governador depois de assinar o memorando ressaltando que tanto o Acre como Chiapas estão em situações diferentes em ações práticas relacionadas ao meio ambiente.

O presidente da Assembleia Legislativa, Edvaldo Magalhães, participou da solenidade como uma das testemunhas do ato e, orgulhoso, lembrou que o Acre está mais uma vez enxergando à frente do seu tempo. "O Acre está novamente conectado com bandeiras mais avançadas discutidas pelo mundo, mas não deixa de estar plugado em sua realidade, reconhecendo o papel essencial do povo que vive da floresta e com a floresta", disse.

Príncipe Charles elogia ações realizadas pelo Acre

O príncipe Charles, que tem se dedicado a projetos ligados ao meio ambiente, não pôde estar presente na reunião, mas fez questão de enviar um vídeo onde além de elogiar o trabalho realizado pela Califórnia, citou o Acre como um dos lugares do mundo que trabalha e toma atitudes concretas na defesa do meio ambiente. "Precisamos de mais confiança e colaboração. Ações positivas em nível sub-nacional podem influenciar governos nacionais", concluiu o príncipe britânico.

James Cameron, diretor do filme Avatar, também em vídeo, falou sobre energia limpa e disse que todos estão conectados. O que um país faz afeta todos os outros. "Viajei o mundo todo divulgando Avatar e em todos os lugares conheci pessoas que se preocupam com o meio ambiente", disse.

A preocupação tem motivos que devem ser levados a sério. A representante da Secretaria Especial para Assuntos Internacionais dos EUA, Reta Lewis apresentou trechos de um relatório sobre mudanças climáticas e informou que as temperaturas estão subindo e caindo em todo o planeta. "Nossa prosperidade, saúde e riqueza estão em risco", lembrou. O evento aconteceu nos últimos dias 15 e 16, em um importante centro universitário em Davis, cidade próxima a Sacramento, capital da Califórnia.

Formação do R20

A 3ª Cúpula sobre Mudanças Climáticas foi encerrada com a formação do R20- Regionalização das Mudanças Climáticas, um acordo entre lideranças políticas de 20 estados em favor do meio ambiente. Nele, as lideranças se comprometem a criar alternativas viáveis para aperfeiçoar a vida das pessoas num mercado que possa contar com energia renovável, eficiente e limpa, o que pode ser traduzido como a captação do sonho verde.

Numa cerimônia que começou com apresentação de orquestra formada por palestinos e israelenses, muito se falou em conexão, harmonia entre os seres humanos e a natureza. Durante todos os discursos foram recorrentes falas que ressaltaram a importância de juntar esforços, porque de forma isolada não será possível vencer os riscos globais. Consciência e colaboração foram apontadas como aspectos fundamentais, assim como vencer as diferenças entre raças e culturas. "Estamos prontos!" afirmou, convicto, o governador do Acre, Binho Marques.

http://www.agencia.ac.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14259&Itemid=26
 

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No [email protected]#$%
eu monitor ambiental, acho que no FUTURO poderemos ter um país mais voltado ao lance ambiental de verdade.No futuro...!! pois agora as coisas estão bem "atravessadas" ainda..

Boas matérias as postadas!

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Discussion Starter · #12 ·
BNDES libera R$ 1 milhão para preservação do mico-leão-dourado



O mico-leão-dourado, espécie ameaçada de extinção, vai ganhar mais espaço no seu habitat natural com o reflorestamento de 62 hectares de Mata Atlântica na Reserva Biológica de Poço das Antas, no município de Silva Jardim, na região norte fluminense. O trabalho é feito pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), que recebeu R$ 1 milhão de recursos não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O reflorestamento começou esta semana com a preparação do terreno para posterior plantio de árvores nativas e sua manutenção, disse nesta quarta-feira o secretário executivo da AMLD, Luís Paulo Ferraz. A expectativa é concluir o trabalho em dois anos.

Ferraz observou a importância da recuperação dessa mata de baixada dentro da Reserva Biológica de Poço das Antas, para preservação do primata. "É uma recuperação florestal dentro de uma reserva biológica. Isso é da mais alta importância porque aqui a gente tem um trabalho relevante com relação à conservação do mico-leão-dourado".

Para salvar a espécie, entretanto, os pesquisadores trabalham em uma área bem mais ampla, que engloba oito municípios do Estado do Rio de Janeiro. "A gente trabalha pensando em uma população mínima viável para manter o mico-leão-dourado a salvo da extinção a longo prazo em pelo menos 2 mil animais". Ele alertou, porém, que não basta ter um número de indivíduos em um ambiente tão fragmentado como é a Mata Atlântica na região.

"A gente precisa ter uma área mínima de 25 mil hectares de florestas protegidas e conectadas". Hoje, a estimativa é que estejam protegidos e conectados 10 mil hectares de Mata Atlântica. "Temos muito trabalho para fazer, embora a população de micos esteja próxima de 1,7 mil animais", disse Luís Paulo Ferraz. O especialista frisou ainda que o problema maior hoje é a falta de florestas. "Por isso é tão importante esse trabalho de restauração florestal. Para nós, hoje, essa é uma estratégia extremamente importante", ressaltou.

O secretário executivo da AMLD admitiu que a continuidade da parceria iniciada agora com o BNDES, por meio da Iniciativa BNDES Mata Atlântica, poderá trazer muitos benefícios para o projeto de preservação do micro-leão-dourado. "Se a gente puder construir uma parceria de longo prazo, seria muito bom para nós". A associação conta hoje com 20 funcionários para um trabalho que é feito em parceria com instituições de ensino superior nacionais, caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e instituições estrangeiras. O ideal, estimou Ferraz, seria contar com 200 funcionários. Mesmo assim, estimou que "200 pessoas não dariam conta de toda a demanda que existe".

A AMLD comemora este mês 20 anos de fundação com a realização, na reserva biológica, de um encontro técnico-científico entre os dias 23 e 25, do qual participarão pesquisadores, parceiros, produtores rurais. Estão previstas atividades abertas ao público. Ferraz ressaltou que o município de Silva Jardim detém o maior número de reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs), ou parques privados, graças ao trabalho incentivado pela associação com os proprietários rurais. Ele celebrou o fato de o número de micos já estar próximo de 2 mil, contra os 200 animais existentes quando a associação iniciou o seu trabalho de preservação da espécie.

Durante o evento, será lançada campanha para escolha do mico-leão-dourado como mascote dos Jogos Olímpicos de 2016. "Eu acho que o mico-leão-dourado, como uma espécie símbolo da conservação da Mata Atlântica, que tem uma história de recuperação brasileira de sucesso, um bicho que é carismático e bonito e é do Rio de Janeiro, onde acontecerão as Olimpíadas, ele tem um potencial grande para ser mascote. E a gente quer participar desse processo e lançar a candidatura", disse.

De acordo com dados fornecidos pela assessoria de imprensa do banco, a Iniciativa BNDES Mata Atlântica conta com 15 projetos aprovados em sete estados, cujo valor total alcança R$ 39,9 milhões, visando ao reflorestamento de área superior a 3.300 hectares do bioma.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6300808-EI8145,00-BNDES+libera+R+milhao+para+preservacao+do+micoleaodourado.html]
 

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Serra do Gandarela: Parque Natural ou mineração de ferro?

Aqui em Minas, mais precisamente nos entornos de Belo Horizonte, uma questão está sendo levantada entre os planos de mineradoras de ferro, entre as quais a Vale, e conservacionistas e a sociedade em geral, refernet aos planos de implantação de minas de ferro na Região.
Por enquanto a questão está paralisada, graças à Deus, pelos relativamente baixos preços, no momento, do minério de ferro no mercado internacional. Mas é apenas mometâneamente, pois os interesses econômicos falam mais alto, normalmente no Brasil.




A devastação de uma mineração de ferro é imensa pois são imensas as minas, utilizam/destroem mananciais dágua, vegetação, bio diversidade. tudo por dinheiro para mandar minério de ferro para a China (e compramos aço e manufaturados da mesma)...
Mas cada vez mais a sociedade está se manifestando!


O Instituto Chico Mendes pleitea a transformação da regiao em Parque Nacional do Gandarela, o que teóricamente impediria mineradoras, loteamentos, urbanizações, etç

Fotos da região da Serra do Gandarela:












Mas nunca, nunca isso:


Uma típica mineradora de ferro
 
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