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Discussion Starter · #1 · (Edited)
Thread da Economia ,Ciência e Tecnologia

bem ppl aqui podem postar tudo a ver com este tema, começamos com o famoso "choque tecnologico" lolololol


Medidas do plano tecnológico aprovadas hoje

Empresários criticam a sua não aplicação no sector público e os seus custos sociais

O Conselho de Ministros aprova hoje as primeiras medidas concretas do Plano Tecnológico. Entre elas, o Governo socialista recupera incentivos às empresas que tinham sido abolidos pelo executivo de Durão Barroso.
Economistas e empresários portugueses têm algumas dúvidas em relação ao plano e já o criticaram.


Hoje ficam aprovados vários diplomas para recuperar o atraso do país. Nas palavras de José Sócrates, o plano tecnológico serve para "mobilizar as empresas, a Administração Pública, as escolas, o sistema científico, tecnológico e os jovens".

O plano, que já foi apelidado de choque, nasce com a aprovação em Conselho de Ministros de várias medidas: a primeira cria a unidade de coordenação do próprio plano, que será liderada por José Tavares, economista e professor académico de 39 anos.

A esta medida seguem-se outras como o programa “Inove contacto”, que proporciona estágios internacionais em empresas de ponta para cerca de 500 jovens quadros; benefícios fiscais para empresas que apostem nas novas tecnologias, algo que já esteve em vigor entre 1997 e 2003 e que agora é retomado pelo actual Governo; e por último, avaliação das instituições que se dediquem à investigação científica e desenvolvimento tecnológico.

A unidade de coordenação do plano tecnológico vai ter ainda um Conselho Consultivo internacional, composto por académicos de prestígio, alguns prémios Nobel da Economia e investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

A missão do Conselho é assessorar a unidade e o Governo português, criticar e vigiar as medidas a implementar.

Empresários com dúvidas e críticas

O plano tecnológico é bem-vindo por importantes empresários e economistas portugueses. Todavia, o primeiro-ministro é criticado por não olhar para o sector público e por não dizer que custos sociais irá ter o novo plano.

Economistas e empresários concordam que o crescimento económico depende cada vez mais da inovação e da tecnologia, mas criticam o Governo por não iniciar o choque tecnológico pela própria Administração Pública, onde a produtividade é baixa.

“Se há um sítio onde pode dar resultados muito rápidos é na Administração Pública, porque o choque tecnológico só é choque se funcionar como uma alavanca para melhorar a produtividade”, salienta Belmiro de Azevedo, presidente do grupo Sonae.

A mesma opinião é partilhada por António Carrapatoso, presidente da Vodafone Portugal, para quem “toda a área da Administração Pública, por uma questão de exemplo, mas também por uma questão de eficiência e de muito melhor serviço ao cidadão, é uma área privilegiada de inovação e mudança, inclusive através de metodologias novas e com uma base tecnológica”.

A aposta na inovação vai deixar para trás empresas incapazes de se modernizarem. Por isso há quem critique José Sócrates por não falar dos custos sociais do novo plano.

Mira Amaral, ex-ministro da Indústria e Energia, realça que “o choque tecnológico não vai destruir empregos. O mercado vai destruir fatal e inevitavelmente esses empregos. O choque tecnológico pode é acelerar essa destruição criadora para fazer lucros”.
 

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braaaap all day!
Lss911
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Bem para começar sinto que este governo é claramente mais competente que o fugaz de santana lopes. Por outo lado começam a aparecer os primeiros sinais de um governo que quer realmente fazer qualquer coisa pelo país! e sta notícia é sinal disso!
Concordo em absoluto com as medidas, é preciso fomentar as tecnologias se Portugal quer acompanhar o que se passa no mundo, aliás Portugal já deu provas de que é capaz de ocupara a linha da frente das tecnologias!

Os benefícios para empresas que apostem nas novas tecnologias é uma medida excelente!
 

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Discussion Starter · #4 ·
Internet de Banda larga em Portugal cresce 70,6% em 2004

No final de 2004 existiam mais de 800 mil clientes de Internet de banda larga – através de cabo e ADSL - em Portugal, a que corresponde um crescimento de 70,6% face ao registado no final de 2003, segundo números divulgados pela Autoridade Nacional das Comunicações.

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Nuno Carregueiro
[email protected]


No final de 2004 existiam mais de 800 mil clientes de Internet de banda larga – através de cabo e ADSL - em Portugal, a que corresponde um crescimento de 70,6% face ao registado no final de 2003, segundo números divulgados pela Autoridade Nacional das Comunicações.

A banda larga através de ADSL e banda larga através de modem de cabo, contava no seu conjunto com cerca de 858 mil clientes. Este valor representa um acréscimo de cerca de 111 mil novos acessos registado neste trimestre, o que traduz um crescimento trimestral de cerca de 14,8%, acima do verificado no terceiro trimestre anterior (13%).

Em termos homólogos, estas modalidades registaram um crescimento de cerca de 70,6%, face aos 503 mil acessos verificados no fim de 2003.

No total, considerando também o acesso «dial-up», existiam no final de 2004 cerca de 6,77 milhões de clientes do serviço de acesso à Internet em Portugal. O número de clientes no acesso «dial-up», que cresceu 7%, representa 87,3% do total, mas, como incluem os acessos gratuitos, existem registos duplicados.

Acesso por ADSL aproxima-se do cabo

No final de 2004 foram contabilizados cerca de 435 clientes de acesso à Internet através de modem por cabo, enquanto que o acesso através de tecnologia ADSL registava um total de cerca de 421 mil clientes.

Estes valores correspondem a um crescimento trimestral de 21,3% e homólogo de 128%, no caso do ADSL e de 9,3% e 38% no cabo.

No quarto trimestre, a taxa de penetração da Internet de banda larga era de 8,2%, com 4% no ADSL e 4,2% no cabo.

A Anacom refere que a penetração da Internet de banda larga em Portugal, com dados relativos ao terceiro trimestre (7,1%), foi ligeiramente inferior à registada na Europa (7,4%).
 

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Discussion Starter · #5 ·
Governo anuncia criação de empresas num só dia

partir de Julho será possível constituir empresas «na hora»


O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que a partir de Julho já será possível a constituição de empresas "na hora", com a simplificação do processo burocrático.

O anúncio foi feito na cerimónia de posse da coordenadora da Unidade de Coordenação da Modernização Administrativa.

José Sócrates aproveitou a oportunidade para divulgar o calendário de três "medidas emblemáticas" que fazem parte do programa de governo e que marcam o início da modernização administrativa, na sua opinião.

A primeira medida refere-se à simplificação da constituição de empresas e de estar em vigor a partir de Julho.

A segunda, prevista para Outubro, é a implementação do documento único automóvel - os automobilistas deixam de ter de andar com dois documentos (registo de propriedade e o livrete) e passam a usar apenas esse documento único automóvel.

A terceira medida, é o cartão do cidadão, que deve ser criado em 2006 e reunir as informações de identificação civil, de contribuinte, do utente de saúde e do eleitor.

fonte
 

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boa, a ver se a burocracia vai po beleleu de vez, so se perde dinheiro com ela :( mas num dia parece mto rapido, e se for um negocio inviavel?
 

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Discussion Starter · #8 ·
Portugal vai investir 25 mil milhões de euros em infra-estruturas até 2009

Portugal vai investir nos próximos quatro anos 25 mil milhões de euros em infra-estruturas e nos Projectos de Potencial Interesse Nacional (Pin), anunciou hoje o ministro da Economia, Manuel Pinho, na conferência "Portugal em Exame".

O ministro reafirmou que até ao final de Junho serão apresentados os grandes investimentos em infra-estruturas (energia, transportes, saúde e ambiente) no valor de 20 mil milhões de euros.

O restante investimento será aplicado nos Pin, que numa primeira fase permitiu identificar já investimentos no montante de cinco mil milhões de euros, que vão permitir criar 15 mil empregos directos, afirmou Manuel Pinho.

Trata-se de "um forte impulso sobre a actividade económica" que vai permitir tornar Portugal "mais moderno em pouco mais de quatro anos", sublinhou.

Manuel Pinho reafirmou a aposta do Governo no plano tecnológico como a única forma de Portugal "crescer mais e melhor para não ficar para trás". "A chave do crescimento está na inovação", afirmou.

O ministro afirmou que o país não pode contar com factores externos para crescer - uma vez que o crescimento na Zona Euro está a desacelerar e o petróleo continua a subir - e deve aproveitar e apostar no próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA), fundamentalmente vocacionado para a competitividade.

Pinho reafirmou igualmente a prioridade do Governo dada às pequenas e médias empresas, enquanto tecido empresarial responsável pela grande fatia do emprego em Portugal.
 

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25 bilioes!!?? Como sera que vao fazer isso sem furar os 3% do limite do defice??
 

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Discussion Starter · #13 ·
Portugal continua a perder posições no ranking IMD

A competitividade de Portugal manteve a tendência descendente na edição 2005 do anuário do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Gestão (IMD) hoje divulgada, baixando seis lugares, para a 45.ª posição, entre 60 participantes.

A edição do IMD cobre economias de 51 países e as regiões da Baviera, Catalunha, Ilha de França, Lombardia, Maharashtra (Índia), Rhône-Alpes, Escócia, Estado de São Paulo e Zhejiang, na China.

Esta baixa de Portugal no ranking de 2005 é consistente com uma tendência descendente que trouxe o país do 32.ºlugar em 2001, para o 33.º em 2002, 39.º em 2003 e 2004 e, agora, o 45.º lugar.

A tendência terá, porém, de ser relativizada com o facto de o número de participantes considerado (49 em 2001, 2002 e 2003) ter, entretanto, aumentado para 60.

No grupo das economias com menos de 20 milhões de habitantes, Portugal ocupa a 28.ª posição, correspondente ao antepenúltimo lugar, à frente de Grécia e Eslovénia.

Quando o critério para separar o grupo é o produto interno bruto (PIB) por habitante superior a 10 mil dólares, Portugal fica no 34.º lugar, superando aqueles dois países mais a Itália, que surge na última posição desta ordenação.

Há ainda uma repartição do grupo por situação geográfica em que Portugal aparece no lugar número 28, entre 36, no conjunto que agrega Europa, Médio Oriente e África, antes de África do Sul, Turquia, Grécia, Eslovénia, Itália, Federação Russa, Roménia e Polónia, que encerra a lista.

Estas classificações resultam da agregação do desempenho em quatro áreas, a saber, desempenho económico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infra-estruturas.

Na primeira, liderada pelos EUA e encerrada pela Indonésia, Portugal surge na 44.ª posição, uma descida de dois lugares em relação ao ranking anterior.

Nos critérios considerados a economia portuguesa aparece melhor na percentagem da população empregada, nas entradas de investimento directo estrangeiro - em ambos na 14.ª posição - e nas receitas de turismo, em que está no 15.º lugar.

Ao contrário, as principais debilidades são a fraca resistência da economia às evoluções conjunturais (59.º lugar), o crescimento do PIB por habitante e a ameaça da deslocalização da produção, critérios em que o País aparece em 58.º lugar.

No respeitante à eficiência governamental, encimada por Hong Kong e encerrada pela Venezuela, Portugal ocupa a 41.ª posição, uma descida de 9 posições.

Os principais pontos positivos são a ausência de problemas sociais por discriminação racial ou sexual (10.º lugar), o nível da taxa do imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas e as leis da imigração que não impede o emprego de trabalhadores estrangeiros, com Portugal no 17.º lugar em ambos.

Ao contrário, as principais fraquezas situam-se na inconsistência da orientação governamental (56.º), evasão fiscal e não aplicação das decisões governamentais, critérios em que Portugal aparece em 53.º lugar.

A pior classificação da economia portuguesa nas quatro áreas é na da eficiência empresarial (51.º lugar), que volta a ser liderada por Hong Kong e encerrada, desta vez, por Argentina.

Pior que Portugal nesta área, em que perdeu três posições, só Eslovénia, Itália, México, Federação Russa, Roménia, Venezuela, Polónia e Indonésia, além da Argentina.

É na área das infra-estruturas que a economia portuguesa apresenta os únicos ganhos de posição, ao surgir em 35.º lugar, uma subida de um lugar neste ranking em que os EUA lideram e a Indonésia ocupam o último posto.

Os contributos mais determinantes para esta evolução vieram do critério relativo ao rácio entre professores e alunos no ensino secundário, em que Portugal ocupa o primeiro lugar, do investimento em telecomunicações, aferido em percentagem do PIB (4.º lugar), e do rácio entre professores e alunos no ensino primário, com o País a surgir no 5.º lugar.
 

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Falaram hoje no jornal da TVE do doutor Lima do hospital Egas Moniz; alguns americanos estão a viajar a Lisboa para serem tratados:


Surgery gives new hope to paralyzed teen
BY PATRICIA ANSTETT ~ FREE PRESS MEDICAL WRITER

Every time Cortney Hoffman feels a sensation running from her hips down through her legs to her toes, it is a signal to her that there's a new spark in her injured spinal cord.

And the tingling continues.

"I feel a lot of tingling, all the time," said Cortney, 18, of Temperance, who returned to Michigan on Wednesday from Lisbon, Portugal, where she had experimental stem-cell surgery Jan. 8 to repair her spinal cord.

While recovering in Lisbon last week, for the first time since a July 2002 auto accident left all but her head and uppermost torso paralyzed, Cortney could feel her mother, Tammi Roe, squeeze her foot and knee.

"I'm still very sore in my neck," Cortney said. "The pain is worse than I expected, but I'd do it again in a heartbeat."

Determining whether the surgery was a success requires two years of exhaustive physical therapy so that patients regain more upper body strength and some movement in their legs and arms. Among the first 37 patients who have undergone the procedure since 2001, a few are beginning to walk, haltingly, with walkers. Several have regained bladder control. There have been no deaths; everyone who has undergone surgery and physical therapy has seen some improvement.

The procedure gives hope to paralyzed people.

Cortney's story has captured international attention. The Rehabilitation Institute of Michigan in Detroit, which is collaborating with the Portuguese surgical team, has received more than 100 new inquiries and hundreds of visits daily to its Web site since Cortney's story appeared in the Jan. 4 Free Press. (For more information, go to www.centerforscirecovery.org or call 866-724-2368.)

The surgery offers a glimpse at the future of medicine. It uses a person's own adult stem cells, extracted with tissue from the upper reaches of the patient's nasal cavity. The cells are then implanted in the spinal-cord injury site.

Stem cells are among the body's most versatile components. They can take on jobs of other cells when placed elsewhere in the body, holding out promise for the eventual treatment of still-baffling diseases, from multiple sclerosis and Parkinson's disease to perhaps diabetes. In Cortney's case, the hope is they will create nerve and blood cells.

Spinal cord autograft surgery costs $47,600, often is not covered by insurance and is available only in Lisbon, though the Rehabilitation Institute hopes to gain federal approval by next year to do the surgery in the United States. Only patients 35 and younger and those who have been injured six years or less are eligible.

For now, the questions are pretty basic: How safe is the operation? How effective? Does it last? Do patients experience any complications?

Besides the pain she reports in her neck, Cortney has lost her sense of smell, a common though temporary problem. "I smelled an orange" a few days ago, Cortney said.

She expects to return to rehabilitation in about a month. She looks forward to driving by herself and walking. After spending 15 days in a foreign country, she looked forward to chilling out.

"My doctor told me to be patient," she said. "Everything has gone as well as can be expected."
 

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eu houvi uma noticia tambem ca Vapour, é um estudo comparticipado pelos EUA e alguns Americanos vem ca para ser tratados ao abrigo desse acordo!!
 

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Uma dúzia de anos disto..
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Bom, a nivel de medicina, felizmente, vão aparecendo assim 1ns casos de sucesso...especialmente para os doentes dos outros países com chorudos seguros de saude! Mas pronto, pelo menos que alguém se vá safando neste país à beira-mar plantado...;)
 

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A multinacional foi embora mas os empregos ficaram

Operação de MBO da Yanssen Cilag criou grupo português Lusomedicamenta

nhugo bordeira DN-Rodrigo Cabrita

administradores. António Barros e Rui Rodrigues são dois dos ex-funcionários que compraram a empresa

A história da Lusomedicamenta podia ter sido igual a muitas outras, tantas vezes noticiadas no sector farmacêutico e não só a de uma multinacional que descobre locais mais baratos para produzir medicamentos e que por isso decide deslocalizar a sua fábrica, encerrando a unidade e lançando no desemprego todo o seu quadro de pessoal.

Mas esta é uma história que, para já, tem um desenlace diferente. A multinacional foi embora, mas a fábrica - e os postos de trabalho - continua em Queluz de Baixo. Nas mãos de portugueses e com novo rosto também português.

Tudo se explica com a operação de MBO (Management Buy Out) que seis quadros da Janssen-Cilag (pertencente ao grupo farmacêutico Jonhson&Jonhson) realizaram, no final de 2004.

"A razão que levou a Janssen- -Cilag a querer abandonar a fábrica portuguesa foi o facto de esta unidade estar preparada para produzir pequenos lotes de diversos produtos farmacêuticos, o que deixou de ser o seu core business", explica António Barros, um dos administradores que participou no MBO e que é agora o responsável pela unidade.

"Por outro lado, a Jonhson&Jonhson também chegou à conclusão que era mais barato assegurar a produção em regime de outsourcing do que assumir todos os custos de fabrico", acrescenta o gestor da Lusomedicamenta. O valor da transacção ficou no segredo dos deuses. Mas Rui Rodrigues, ex-director da fábrica e um dos administradores envolvidos na operação, diz que o investimento "será recuperado em cinco anos". As vendas do primeiro trimestre, já com a nova gestão, estão "15% acima do previsto", que permitem apontar para "um volume de negócios de 18 milhões de euros no fim do ano".

A Yanssen-Cilag veio para Portugal em 1996 com o objectivo de produzir 'minisséries' ou pequenos lotes de cápsulas, comprimidos, xaropes e outros remédios. Todos estes produtos eram fabricados por encomenda e de acordo com as fórmulas químicas desenvolvidas pela empresa. Tinham por finalidade responder a pequenas solicitações específicas de alguns mercados.

No entanto, "as multinacionais estão a abandonar este tipo de unidades. Uma vez que precisam de produzir em quantidades astronómicas, não lhes interessa suportar os custos destas fábricas, até porque não vão produzir medicamentos para empresas concorrentes", explica António Barros.

"Ao deixarmos de produzir só para a Yanssen-Cilag e para o grupo Jonhson&Jonhson, ficámos com luz verde para fabricarmos medicamentos multimarca para diversas companhias", acrescenta o administrador Rui Rodrigues.

Actualmente, a empresa tem contratos de produção para mais 150 marcas num total de 850 referências, prevendo fabricar perto de 30 milhões de caixas de comprimidos em 2005.

Tal não significa, porém, que a Lusomedicamenta seja completamente autónoma da antiga casa- -mãe. Muito pelo contrário. Cerca de 55% das encomendas actuais ainda vêm do grupo Jonhson&Jonhson, com quem a Lusomedicamenta tem um contrato para fabrico de medicamentos à medida durante os próximos cinco anos.

A fábrica da Lusomedicamenta tem uma forte componente de exportação, já que 45% dos produtos destinam-se aos mercados internacionais, num total de 47 países. Espanha, França, Inglaterra e Alemanha são os destinos de eleição, mas a companhia também produz para o Médio Oriente, Canadá, Brasil e muitos outros.

"A ideia é reforçar cada vez mais a presença nos mercados externos e, preferencialmente, fora do grupo Jonhson&Jonhson, que nesta fase é um parceiro importantíssimo", sublinha Rui Rodrigues.

A unidade de Queluz de Baixo foi inaugurada em 1996, com um custo de instalação de 12 milhões de dólares. Desde então, tem sido actualizada todos os anos com investimentos na ordem dos 2 milhões de euros, o que acontecerá também em 2005.

"A fábrica está certificada, em termos de qualidade e de controlo, para responder aos requisitos legais e regulamentares de todos os 47 países", afirma, por seu lado, António Barros.
 

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Bom exemplo de empreendadorismo e de pessoas que nao ficaram a espera que fossem os outros (governo) a resolver os seus problemas.
 
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