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Hoje fiz um prato lusitano que muito aprecio. Um Arroz de Marisco. E nada melhor que um bom Alvarinho gelado para acompanhar.

Este Aveleda (2016) é um vinho sobejamento conhecido aqui por terras minhotas. É dos tais vinho que apesar da produção em larga escala, consegue preservar um padrão de qualidade assinalável.

É um vinho marcadamente frutado, de bouquet concentrado floral e perfumado. No palato citrinos em evidência, emoldurados por uma acidez bem domada e gastronômica. Nuances de maçãs verdes e final de boca firme e elegante, de boa persistência e durabilidade.

 

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Elegance and filth
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Discussion Starter #484
A propósito, o Pão de Açúcar tá vendendo todos os seus vinhos italianos e espanhóis (exceto espumantes) com 30% de desconto no Clube Mais.

Só até 21 de março.
 

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Elegance and filth
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Discussion Starter #485
Olha só, como hoje é dia do consumidor o Pão de Açúcar dobrou o desconto sobre a compra de vinhos italianos.

Paguei R$ 18,00 por um chianti da Zonin. :cheers:
 

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Eu comprei esse chianti da Zonin também, mas já sabendo que é bem ruim... (pro meu paladar e conhecimento humildes)...

Mas tinha coisas interessantes, como os Trapiche reserva (roble) por 35 reais...
 

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Olha, eu já tomei outros 2 vinhos desses "de entrada" da Zonin, e achei os 2 péssimos.

Foram um "Chianti" no qual eu joguei fora 50 reais... e um "Valpolicella", mesmo preço. O Chianti era menos ruim. Esse por 18 reais, pelo menos o prejuízo é menor.

Me dá a impressão que achar um vinho italiano abaixo de 100 reais bom é questão de (muita) sorte, ou conhecimento (que eu não tenho)...
 

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Eu achei um bom custo benefício esse Chianti da Zonin, pelo menos no preço de promoção, por 35 reais vale a pena.

Claro, é um Chianti mais simples, não vai ser igual um Nipozzano, um dos meus Chiantis preferidos, que infelizmente inflacionou muito depois que entrou numa lista de melhores vinhos de uma revista americana, não lembro qual. Antes custava na faixa de 100 reais, agora estão vendendo por 200!
 

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Elegance and filth
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Discussion Starter #490
E eu adoro chianti. Aliás, adoro sangiovese em geral.

Mesmo os piores chiantis que já tomei valiam a pena.
 

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As long as I Know...
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Abri agora aqui em casa um Chardonnay Cricova Moldavo Semi-Doce que não faz muito o meu estilo.

Porém é um vinho harmonioso, com um bouquet fresco e perfumado, com laivos de camadas de flores silvestres, cítricos e baunilha. No palato apresentou-se bem suave liso e escorrido, com sugestões de amêndoa e mel.

 

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Elegance and filth
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Discussion Starter #497
Uruguai uma Jóia Viticultora do Novo Mundo



Menos visitado do que seu vizinho do outro lado do “Rio Del Plata”, Argentina, o Uruguai tem seu charme, um blend de arquitetura colonial com o que há de mais moderno, milhas e milhas de belas praias com atmosfera “laid-back”, paisagem ondulante a perder de vista e vinhos, é claro.

Nas próximas semanas irei compartilhar um pouco desse país, descoberto pelos portugueses, colonizado pelos espanhóis e que já até foi anexado ao Brasil em 1821, ganhando o nome de Província Cisplatina.

Bom, mas vamos começar pelos vinhos...

Com verões quentes e brisas oceânicas que livremente atravessam colinas e planícies baixas, condições climáticas semelhantes às da região de Bordeaux, o Uruguai floresce no paladar internacional da produção de vinhos. Alguns vinhedos têm mais de cem anos e já estão na quarta e quinta geração; outros mais novos são propriedades de estrangeiros que se apaixonaram pelo Uruguai, como o caso da vinícola Artesana (uma vinícola boutique de uma viticultora norte-americana e administrada por mulheres).

Até meados do séc. XX, o país produzia apenas vinhos de mesa, menos sofisticados e para o cultivo e consumo local. A partir dos anos 70, videiras de clones importados começaram a chegar ao país e as vinícolas começaram a se concentrar na qualidade. Muitas vinícolas investiram no vinho tinto assinado de Tannat e começaram a carimbar o passaporte no mercado internacional e a conquistar medalhas de ouro e prata em competições internacionais. Adstringente devido ao alto índice de taninos, as uvas originalmente do sudoeste da França foram plantadas pela primeira vez em 1870 por imigrantes bascos. Adaptando-se perfeitamente ao clima e ao solo, o Tannat tornou-se a variedade tradicional do Uruguai, produzindo vinhos tintos ricos e encorpados com aromas de frutas negras e especiarias. Os produzidos no país têm grande estrutura e capacidade de envelhecimento, já os franceses geralmente precisam ser colhidos antes do tempo.

Hoje, a produção de vinho representa 14% da produção agrícola. Diferente da Argentina e do Chile, o país com vinícolas de baixa produção mantém a tradição de vinificação dos imigrantes espanhóis e italianos. Existem aproximadamente 250 vinícolas produzindo cerca de 10 milhões de caixas por ano. Em comparação, a maior bodega chilena produz mais vinho que todo o Uruguai. Muitas bodegas uruguaias operam como empresas familiares, algumas transferidas de geração para geração, e a colheita feita à mão reflete tanto o terroir como o estilo e a personalidade de cada enólogo.

Há outras variedades de vinhos produzidos no Uruguai, incluindo Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Tempranillo, Sauvignon Blanc, Albariño e Viognier.

A indústria do vinho uruguaio oferece uma abundância de opções de enoturismo. Suas regiões pitorescas estão a curta distância e podem ser facilmente exploradas a partir de Montevidéu.


Regiões vitivinícolas do Uruguai






Canelones

A maior e mais importante região viticultora do país é Canelones (a vinícola mais próxima, cerca de 15 km e a mais afastada mais ou menos 50 km da capital), onde se produz mais de 60% da produção. Produtores reconhecidos: De Lucca, Pizzorno, Marichal, Carrau, Pisano, Familia Deicas, Viña Progreso, Artesana e a famosa entre os brasileiros, a Botega Bouza.

Montevidéu

Algumas das vinícolas mais antigas ainda estão localizadas na cidade, todavia com a urbanização da capital, a maioria das vinhas se mudou para demais regiões.

Maldonado

Enquanto Canelones é o passado e o presente do vinho uruguaio, Maldonado se torna o futuro. Nenhuma outra região tem a mesma extensão de desenvolvimento e investimento. As variedades da região variam de brancos frescos como Albariño, Viognier, Sauvignon Blanc e Riesling, vermelhos leves como Pinot Noir e Sangiovese, e vermelhos robustos como Cabernet Franc, Merlot e Tannat, é claro. Produtores reconhecidos: Alto la Ballena, Garzon, Eden e Bouza (Pan de Azucar).

Atlantida

Atlantida está situada entre a cidade de Montevidéu e Maldonado na costa. Esta é uma pequena região vinícola que compartilha as mesmas características climáticas das vinhas de Maldonado com a brisa costeira e temperaturas mais frescas do que Canelones. Produtor reconhecido: Viñedo de los Vientos.

Rocha

Rocha é a região costeira mais oriental, continuando de Maldonado até a costa brasileira. Ela compartilha as mesmas características de Maldonado, mas é pouco explorada em termos de vinhas até o momento.

São José

Entre Colonia e Montevidéu, San José compartilha características da capital e Canelones. Seu Tannat é bem reconhecido, assim como seu Sauvignon Blanc.

Colonia del Sacramento

Colonia também é um hotspot para desenvolvimento de vinhas no momento, porém os novos investimentos são muito menores e direcionados para o consumo próprio. O Sauvignon Blanc ganha destaque entre outras variedades. Produtores reconhecidos: Narbona, Campotinto, El Legado.

Durazno

Mesmo no meio do país, abaixo do Lago Rincon del Bonete, Durazno é uma região com um clima mais quente e que permite um amadurecimento adequado das variedades de colheita tardia, como Cabernet Sauvignon. Produtor reconhecido: El Capricho

Rivera

No extremo nordeste do Uruguai, Rivera faz limite com a região vinícola da Campanha Gaúcha no Brasil. A região é adequada para Tannat e Cabernet Sauvignon. Produtor reconhecido: Carrau (Cerro Chapue).

Paysandu, El Salto, Artigas

Essas três regiões alinham a frente norte-ocidental do Uruguai ao longo do Rio del Plata. Região para os tintos com alto índice de maturação e graduação alcoólica elevada. Produtores reconhecidos: Bodega Bertolini & Broglio e a Bodega del Salto Chico.



https://blog.clubepaladar.com.br/uruguai-joia-viticultora-do-novo-mundo/
 

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mineirinho..
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Excelente custo-benefício. 28,90 no Pão de Açúcar, safra de 2016.


Todos pra quem indiquei gostaram muito. Já estou com outro em casa pra receber um casal de amigos no próximo fim de semana.
 

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Hoje fiz um prato lusitano que muito aprecio. Um Arroz de Marisco. E nada melhor que um bom Alvarinho gelado para acompanhar.

Este Aveleda (2016) é um vinho sobejamento conhecido aqui por terras minhotas. É dos tais vinho que apesar da produção em larga escala, consegue preservar um padrão de qualidade assinalável.

É um vinho marcadamente frutado, de bouquet concentrado floral e perfumado. No palato citrinos em evidência, emoldurados por uma acidez bem domada e gastronômica. Nuances de maçãs verdes e final de boca firme e elegante, de boa persistência e durabilidade.



Estou tomando o mesmo vinho agora mesmo, só que da safra de 2015. Muito bom enquanto acompanho jogo do Mengão. Espero ficar bêbado logo. Só assim pra aguentar esse futebol.
 
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