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O Prof Godin
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Discussion Starter · #1 ·
Thread das Torres – skyscrapermedievalcity

Este thread devria ser o início do thread dos Solres e Casas Nobres Portuguesas. Efectivamente a habitação nobre nasce na torre e evolui…

Começamos por Três morábitos, em Alvor: 1) Morábito de São João / Capela de São João; 2) Morábito de São Pedro; 3) Morábito anexo à sacristia da Igreja Matriz


Séc. 11 - 12 - reinado almorávida durante o qual se terão, provavelmente, edificado os morábitos; Séc. 16 - provável data reconstrução ou construção dos mesmos; 1790 - Com a visita do bispo D. Francisco Gomes de Avelar é dado a conhecer que na capela de São Pedro (morábito de São Pedro), como na de São João (morábito de São João), não se celebrava missa; 1889 - restauro do Morábito de São Pedro; 1907 - Ataíde de Oliveira refere que no Morábito de São Pedro (designando-o por ermida) se recolhiam muitos ciganos e que no de São João funcionava uma escola feminina; 1979 - reconstrução dos Morábitos de São João e do anexo à Igreja Matriz; demolição das dependências anexas ao Morábito de São Pedro.






















 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #2 ·
Torre Velha - Albufeira









Cronologia
1548, Junho - ataque muçulmano à costa de Albudeira, que resultou na captura e escravidão de seis camponeses da zona; Séc. 16, 2ª metade, reinado de D. João III - construção da torre (atr.); Séc. 20, 2ª metade - restauro parcial com integração no aldeamento turístico do mesmo nome.

Tipologia
Arquitectura militar, quinhentista. Torre isolada, de secção quadrangular, bastante arruinada. É provável que tenha feito parte de um conjunto militar mais vasto, característico da fortificação da linha de costa concebida durante e após o reinado de D. João III, à base de fortes e baterias.

Características Particulares
Testemunho da fortificação da costa do Algarve central efectuada na 2ª metade do séc. 16 da qual restam numerosos casos de torres isoladas. Apresenta características algo arcaicas, como a irregularidade do aparelho e mesmo a planta, a recordar ainda formulários medievais cujos testemunhos mais importantes se situam actualmente no Sotavento ( actual concelho de Olhão ). Testemunha a convivência entre estruturas pré-existentes e o aproveitamento turístico no Algarve nos anos 80 do séc. 20.
 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #4 · (Edited)
Braga, Vila Verde, Cervães













Repare-se na evolução lateral do edifício a partir da torre inicial









:) :) :) :cheers:


Cronologia
1296 - A quinta foi adquirida pelo Abade de Cervães e contador de D. Dinis, cónego Estevão Durão Esteves; 1374 - o Cabido, então administrador da quinta, emprazou-a a Diogo Gonçalves Cerqueira; 1444 / 1476 - renovação do prazo; 1509 - conclusão da nova casa; 1531 - o prazo foi reformado a favor de Constança Soares, viúva de Pedro da Cunha, da Casa de Taboa, a quem geralmente é atribuída a reedificação da torre, por nela figurarem as armas dos Cunhas; 1913 - foi adquirida pelo pai do actual proprietário a D. Ana Rita Gouveia Valadares.


Bibliografia
ABREU, Leonídio de (coord.), História, Arte e Paisagens do Distrito de Braga, O Concelho de Vila Verde, Braga, 1963; ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976; AZEVEDO, Carlos de, Solares Portugueses, Lisboa, 1969; AZEVEDO, Correia de, Monografia do Concelho de Vila Verde, 1958; MACHADO, José, Palácios Castelos e Solares de Portugal. A Torre de Gomariz, Ilustração Portuguesa, Lisboa, 2ª série, 1, 1906; SILVA, Domingos M. da, As Terras de Vila Verde do Minho no Dicionário Geográfico do Reino de Portugal até 1758, Vila Verde, 1958; SOUSA, J. J. Rigaud, Casas - Torre ainda Existentes Arredores de Braga, O Distrito de Braga, 2ª série, III, 1978; PINHO, Leal, Portugal Antigo e Moderno, vol. 12, Lisboa, 1873 - 1890; VIEIRA, J. Augusto, Minho Pitoresco, vol. 2, Lisboa, 1886; Processo de Classificação, Câmara Municipal de Vila Verde 1986
 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #5 ·
Portvscalem; said:
a de pedro sem, do porto ficava muito bem aqui....
já agora, muito criativo o titulo do thread....
Creio que já foi posta nos Solares…se não, porei aqui…:)
 

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a revolta da francesinha
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já foi posta nos solares, sim....não será necessário repetir, era só para dizer que se calhar este thread até seria mais apropriado....
 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #9 ·
…Bom, as fotos são antigas…pode ser que entretanto…
 

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Feliz 2020 ;)!
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…Bom, as fotos são antigas…pode ser que entretanto…
Infelizmente duvido disso...
Mais uma vez os meus parabéns ao Professor pelo "material de apoio" :eek:kay:!
 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #13 ·
Algo verdadeiramente antigo - Castelo Velho do Degebe

Évora, Reguengos de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz

1ª Idade do Ferro



Descrição
Vasto espaço urbano defendido e envolvido por muralha de pedra seca e por escarpa natural, na confluência do R. Degebe, que o limita a O., com a Rª da Caridade, que o limita a E., protegido ainda, a N., por duplo fosso que o transforma em uma ilha. A planta, ligeiramente alongada no sentido N-S, é irregular, acompanhando os caprichos de uma curva de nível de cota estável.


Tipologia
Povoado protohistórico da 1ª Idade do Ferro, de implantação roqueira, ainda inatribuível a balizas cronológicas e tipologias concretas por não estar devidamente escavado nem estudado. Não existem recolhas de superfície relevantes.
 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #14 ·
Casa dos Peixotos / Casa de Pousada - Azurém

Braga, Guimarães, Azurém
























Cronologia
Séc. 13, meados - Provável edificação; 1302 - instituição de Morgadio, com capela no Mosteiro de Pombeiro, por Gonçalo Gonçalves Peixoto, abade de Telões, de Vila Cova e Cónego da Sé de Braga; 1540 - Francisco Peixoto de Carvalho, cavaleiro fidalgo, administrador do morgadio, requereu à Colegiada para convocar os frades de Pombeiro a fim de regularizarem as cláusulas relativas ao vínculo instituído em 1302; séc. 17 - provável construção do corpo N., acrescentado à torre, com ligação por uma porta em ogiva; 1706 - numa descrição da freguesia de Azurém alude-se à torre dos Peixotos "aqui está huma torre, solar dos Peixotos"; séc. 18 - construção de uma casa "ao gosto da época", em frente à torre, para habitação dos fidalgos; séc. 19, finais - o último morgado, Dr. João Gonçalo Francisco de Borja Pereira de Sousa Peixoto Carvalho vendeu a Casa de Pousada com todas as propriedades de Azurém a Domingos José Ribeiro Guimarães; 1903 - reconstrução do imóvel; é aumentada a torre com a colocação de mais um piso, são abertas três janelas, a E., S. e O. e colocados merlões e gárgulas; é rasgada uma porta em ogiva, na parede N., de acesso a um terraço e edificado um corpo complementar ameado, destinado a cozinha e casa de banho; 1959 - início de nova fase de obras de restauro; 1975 - doada por seu pai à Sra. D. Maria Margarida de Freitas de Moura Machado Bandeira, actual proprietária; 1997 - florestação da propriedade com carvalhos e castanheiros.

Bibliografia
COSTA, Pe. A. Carvalho da, Corografia Portuguesa e Descrição Topográfica do Famoso Reino de Portugal..., tomo I, Lisboa, 1706, p. 95; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, vol. VII, 1876, p. 601; MACHADO, José de Moura, A Casa dos Peixotos de S. Pedro de Azurém - Guimarães, in Revista de Guimarães, vol. LXXXIII, Guimarães, 1974; MORAES, Maria Adelaide Pereira de, Velhas Casas (V) - Azurém (Guimarães), Separata do Boletim de Trabalhos Históricos, Guimarães, 1977.

Fonte: www.monumentos.pt

:) :) :) :cheers:
 

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Discussion Starter · #15 ·
Torre da Mota - Póvoa de Lanhoso

Braga, Póvoa de Lanhoso, Campos

















Cronologia
Séc. 16 - provável construção; 1649 - falecimento de Salvador Lopes Prego, senhor da Torre da Mota, administrador do vínculo que instituiu seu tio, o Padre Brás de Leiva Prego; 1706 - a torre encontra-se arruinada; 1722 - Manuel Coelho de Vasconcelos e Mota manda reconstruir, a "Torre dos Mottas" que há muitos anos estava em ruínas; 1758 - é senhor da Torre da Mota João António de Vasconcelos Mota; 1945 - D. Maria Antónia Coelho da Mota Prego e seu marido, o Conselheiro Dr. Raúl Alves da Cunha, mandaram restaurar a Torre da Mota, sob a direcção do Dr. Alberto Feio de Azevedo, director da Biblioteca Pública de Braga.

Tipologia
Arquitectura civil residencial, barroca. Torre de planta quadrangular, com fachadas em cantaria de granito, enquadradas por cunhais apilastrados, rematada por merlões, com gárgulas nos cunhais. A encimar uma das portas, pedra de armas enquadrada por composição de volutas. Na fachada lateral ainda existem vestígios do adossamento a outro corpo.

Bibliografia
COSTA, A. Carvalho da, Corografia Portuguesa e Descrição Topográfica do Famoso Reino de Portugal..., tomo I, Lisboa, 1706, p. 162; NÓBREGA, Artur Vaz Osório, Pedras de Armas e Armas Tumulares do distrito de Braga. Concelho de Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso, vol. 4, Braga, 1974, p. 159 - 165; NORTON, Maria Henriqueta C. R. Teixeira da Mota, O Inquérito de 1758 do Pe. Luis Cardoso, Póvoa de Lanhoso, 1987, p. 27; CRAESBEECK, Francisco Xavier da Serra, Memórias Ressuscitadas da Provincia de Entre Douro e Minho no anno de 1726, vol. II, Ponte de Lima, 1992, pp. 87 - 90.


:) :) :) :cheers:
 

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Discussion Starter · #16 ·
Torre de Cimo de Vila / Torre da Porta Nova / Torre da Cadeia / Torre de Barcelos / P

Torre de Cimo de Vila / Torre da Porta Nova / Torre da Cadeia / Torre de Barcelos / Postigo da Muralha 15 Barcelos

























segue texto…
 

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Discussion Starter · #18 ·
Torre de Dornes - Ferreira do Zezere

Santarém, Ferreira do Zezere, Dornes

Cronologia
Há quem atribua a sua construção a Sertório, 74 d.c.. Outros que seja obra dos Mouros ou sistema de defesa dos Templários (BAIÃO, 1912 / 1913). 1536 - encontra-se já a servir como torre sineira à igreja adjacente.

Tipologia
Arquitectura religiosa, romana e gótica. No embasamento parecem subsistir ainda vestígios da construção romana. É provável o seu reaproveitamento como atalaia defensiva dos Templários uma vez que estes, (BAIÃO, 1912/1913) criavam o seu sistema defensivo através de torres isoladas erguidas nos desfiladeiros e margens de rios como aqui acontece.
















:) :) :) :cheers:

Bibliografia
BAIÃO, António, A Vila e o Concelho de Ferreira do Zezere, 0 Archeologo Português, Vols. 17-18, 1912 - 1913; CÂNCIO, Francisco, Ribatejo Histórico e Monumental, 1938; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém, Vol. 3, Lisboa, 1949; ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980.

Fonte: www.monumentos.pt
 

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Discussion Starter · #19 ·
Torre de Penegate / Torre de D. Egas Pais

Braga, Vila Verde, Carreiras

Cronologia
1322 - Início da construção, por Mem Rodrigues de Vasconcelos, alcaide-mor do castelo de Guimarães, após a obtenção de licença régia de D. Dinis, a 5 de Outubro do mesmo ano; 1668 - falecimento de Miguel Valadares, proprietário da torre; 1907 - adquirida pelo pai do actual proprietário; 1939 - ligação a uma casa construída lateralmente.

Tipologia
Arquitectura militar, medieval. Exemplo típico da casa - torre medieval. Tornou-se no mais nobre e evidente sinal do senhorio sobre uma terra.












:) :) :) :cheers:

Bibliografia
COSTA, Carvalho da, Corografia Portuguesa, Braga, 1868; PINHO, Leal Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873 - 1890, vol. 12; ABREU, Leonídio (coord.), História, Arte e Paisagem do Distrito de Braga. 1 - Concelho de Vila Verde, Braga, 1963; MACHADO, José, Palácios, Castelos e Solares, Ilustração Portuguesa, Lisboa 1906; ABREU, Leonídio, Silva Minhota, Braga 1956; AZEVEDO, Correia de, Monografia do Concelho de Vila Verde, 1958; AZEVEDO, Carlos de, Solares Portugueses, Lisboa, 1969; ALMEIDA, José António Ferreira de (coord.), Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976; SOUSA, J. J. Rigaud, Casas Torre ainda existentes nos arredores de Braga, O Distrito de Braga, Braga, vol. 3, 1978.

Fonte: monumentos.pt
 

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Discussion Starter · #20 ·
Torre Medieval / Torre Mourisca - Arouca

Torre Medieval / Torre Mourisca / Torre de Lourosa de Campos, Arouca, Burgo século XIV.















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