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Discussion Starter #1
Temática espírita, vida após a morte, energias, reencarnação, provas, expiações e missões [Thread Oficial]

A conversa começou no thread do Joelma e se tornou bem interessante, e respeito de mistérios , espíritos , energias e afins. Alguns colegas espíritas podem me ajudar ...

Primeiras dúvidas :

A energia é negativa no Carnaval? por que?

Na maior parte sim. Carnaval (festa da carne) é em grande parte regado pela promiscuidade, drogas , bebida e isso é a válvula ideal para espíritos em sofrimento que ainda não se libertaram da matéria estarem presente perante os encarnados. Muitas vezes chamados obssessores , eles são almas que ainda não chegaram ao patamar de resignação.

O que é vibração baixa?

Vibração baixa é uma carga negativa que impera em alguns ambientes e lugares. Boates por exemplo tem vibração baixa. Lugares escuros , com narcóticos , álcool são porta de entrada para o sofrimento proveniente de almas martirizadas. Conseguem influenciar encarnados de forma direta ou indireta. Algumas pessoas são bem sensíveis e conseguem perceber o clima pesado do lugar.

bem conforme o desenrolar da conversa vou falando mais...
 

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Discussion Starter #2
Mortes Coletivas pela visão espírita

Desastres e resgates coletivos: sinal dos tempos ou de futuro promissor?

Quando olhamos para o mundo à nossa volta, parece-nos que se multiplicam as catástrofes, os desastres, os cataclismos. Em um momento como este, em que todas as atenções estão voltadas para o acidente com o Airbus da TAM, que vinha de Porto Alegre-RS (vôo JJ 3054 ) e se chocou contra o prédio da própria empresa aérea, em frente ao aeroporto, quando tentava aterrissar, provocando a morte de mais de 160 pessoas, entre passageiros, tripulantes e funcionários da companhia aérea que trabalhavam no prédio atingido, a atenção fica mais desperta, e os questionamentos são vários, e envolvem até a Justiça (ou para alguns, a injustiça) Divina.
O Espiritismo, enquanto doutrina libertadora, progressista e evolutiva, e por isso mesmo considerada consoladora, objetiva auxiliar-nos a entender o porquê dos acontecimentos de nosso dia-a-dia, inclusive dos mais trágicos. Assim, via entendimento da Lei Natural e da Justiça Divina, obtêm-se a conseqüente aplicação desses princípios no cotidiano, favorecendo sua vivência, promovendo a coerência entre o crer e o agir.
Frente a situações como essa vivenciada no dia 17 de julho de 2007, alguns questionamentos são usuais, como, por exemplo: Por que acontece esse tipo de coisas? Qual a finalidade desses acidentes que causam a morte conjunta de várias pessoas? Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações? Por que algumas pessoas escapam?
Naturalmente, as respostas exigem reflexão aprofundada com base em princípios fundamentais do Espiritismo, como a multiplicidade das encarnações e a anterioridade do Espírito. Esses pontos somam-se ao fato de que nós, enquanto Espíritos em processo evolutivo, temos um passado de descumprimento da lei divina que precisa ter seu rumo corrigido não apenas para equacionar nossos problemas de consciência, mas também para nos harmonizar com nossos semelhantes, afetados pelas nossas ações de desvirtuamento da Lei.
Ao entendermos o que a Doutrina Espírita tem a dizer sobre o assunto, começamos a perceber a profundidade da reflexão que deve ser adotada por cada um de nós em nosso dia-a-dia e o papel a ser assumido de observadores da Sociedade, em substituição à postura usual de críticos e questionadores.
Começamos, assim, a conhecer o caminho para aplicação dinâmica e prática em nosso dia-a-dia da Doutrina que abraçamos, pela análise do mundo e sua transformação, percebendo a profundidade de conceitos como fatalidade, resgate coletivo, regeneração do planeta, além de favorecer o entendimento de ensinamentos de Jesus relacionados àquilo que alguns chamam de sinais dos tempos.

Fatalidade como causa?
Fatalidade, destino, azar são palavras sempre lembradas em situações como essa. Mas que conceitos estão por trás dessas palavras? Em “O Livro dos Espíritos”, as questões de 851 a 867 tratam de fatalidade, e, entre outras informações, destaca-se o fato de que “a fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao se encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra” (LE 851).
Mais à frente (LE 853), está dito que “fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar-vos”. A questão seguinte (LE 853a) melhor explica esse ponto, frisando que quando é chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada “te livrará” e frequentemente o Espírito também sabe o gênero de morte por que partirás daqui, “pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência”. Não esquecer, jamais, que “somente os acontecimentos importantes e capazes de influir na tua evolução moral são previstos por Deus, porque são úteis à tua purificação e à tua instrução” (LE 859a).
Como vemos, a fatalidade só existe como algo temporário frente à nossa condição de imortais com a finalidade de realinhamento de rumo. No entanto, essa situação não é engessada. Graças à Lei de Ação e Reação e ao Livre-Arbítrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como também permitir outros que não estavam previstos (LE 860).
Fatalidade, destino, azar são palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma que a sorte daqueles que escapam desse tipo de situação – e em acidentes como esse do dia 17 de julho de 2007, sempre há os relatos daqueles que desejavam pegar o avião e não conseguiram; daqueles que estavam à porta do prédio atingido pela aeronave e não sofreram nada além do susto; e tantos outros.
Então, para a Doutrina Espírita, como se explicam casos como esse? A resposta está no resgate coletivo, conceito que envolve a correção de rumo de um grupo de Espíritos que em alguma outra encarnação cometeu atos semelhantes – e muitas vezes em conjunto – de descumprimento da lei divina e que, portanto, para individualmente terem a consciência tranqüilizada, precisam sanar o débito. Toda a problemática, nesse caso, está no trabalho dos mentores na reunião desses Espíritos de modo a que juntos possam se reajustar frente à Lei Divina.

Impulsionar o progresso: a meta
O resgate de nossas ações contrárias à Lei Divina, ao Bem e ao Amor pode ocorrer de várias formas, inclusive coletivamente. O objetivo, segundo LE 737, é “fazê-lo avançar mais depressa” e as calamidades “são freqüentemente necessárias para fazerem com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos”. Além disso (LE 740), “são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo”.
E assim, entendemos o sentimento de solidariedade que essas calamidades despertam, auxiliando todos a desenvolver o amor. O importante para os mais diretamente envolvidos, para que tenham o progresso devido, como está dito em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 14, item 9, é “não falir pela murmuração”, pois “as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”.
Nesta frase selecionada no ESE está uma informação de cabal importância: indício de aperfeiçoamento do espírito. E qual seria o objetivo prático de tudo isso e como esses fatos atuam em nosso progresso, com que finalidade?
A resposta está na Lei do Progresso, que determina ao homem o progresso incessante, sem retrocesso, no campo intelectual e moral; cada um há seu tempo, seguindo seu ritmo próprio, sendo que “se um povo não avança bastante rápido, Deus lhe provoca, de tempo em tempos, um abalo físico ou moral que o transforma” (LE 783).
Como vemos, o progresso se faz, sempre, e quando estamos atravancando-o, Deus, em sua infinita bondade e justiça, lança mão de instrumentos que nos impulsionem à frente. O objetivo é nos levar a cumprir a escala evolutiva, saindo de nossa condição de Espíritos imperfeitos moralmente para a de espíritos regenerados, até atingirmos a condição de Espíritos puros.
Essa transposição de imperfeito moralmente para regenerado marca a atual fase de transição que vivenciamos, plena de flagelos destruidores, de calamidades, de acidentes com grande número de mortos.
Nos evangelhos segundo Mateus, Marcos e João, há várias referências aos sinais precursores de uma transformação no estado moral do Planeta, caracterizada pelo anúncio de calamidades diversas que atingirão a humanidade e dizimarão grande número de pessoas, para que, na seqüência, ocorra o reinado do bem, sejam instituídas a paz e a fraternidade universal, confirmando a predição de que após os dias de aflição virão os dias de alegria.
O que é anunciado nessas passagens evangélicas não é o fim do mundo de forma absoluta e real, mas o fim deste mundo que conhecemos, em que o mal aparentemente se sobrepõem ao bem, e, como afirma Allan Kardec em “A Gênese”, capítulo 17, item 58, “o fim do velho mundo, do mundo governado pela incredulidade, pela cupidez e por todas as más paixões a que o Cristo alude”.
Para que esse novo mundo se instale (GE capítulo 18), é fundamental que a população seja preparada para habitá-lo. Para tanto, teremos, todos nós, de equacionar alguns problemas de nosso passado, construindo nosso progresso moral. Não há transformação sem crise, e catástrofes e cataclismos são crises que agitam a humanidade, despertando-a para a solidariedade, a fraternidade, o bem.
Temos, então, de ver a humanidade como “um ser coletivo no qual se operam as mesmas revoluções morais que em cada ser individual” (GE, capítulo 18 item 12).
Nesse contexto, a fraternidade será a pedra angular da nova ordem social, com o progresso moral, secundado pelo progresso da inteligência assegurando a felicidade dos homens sobre a Terra.
Para que possamos habitar esse novo mundo, não temos de nos renovar integralmente. Segundo Kardec (GE capítulo 18 item 33), “basta uma modificação nas disposições morais”, e, para isso, temos de equacionar débitos do passado e nos conscientizarmos de nossa condição de espíritos imortais perfectíveis, em fase de desenvolvimento de nossas potencialidades.
Como forma de acelerar esse processo de modificação da disposição moral, a presente fase é marcada pela multiplicidade das causas de destruição, até como forma de estimular em nós o desenvolvimento de nossas potencialidades no bem, pois “o mal de hoje há de ser o bem de amanhã. Somente a educação do Espírito poderá libertá-lo do mal, dando-lhe condições de alçar os mais altos vôos no plano infinito da vida. O importante em tudo isso é mantermos a serenidade, olharmos para a frente, divisarmos o futuro, pois “a marcha do Espírito é sempre crescente e ascendente. É preciso descobrir quanto bem se é capaz de fazer agora para que o próprio crescimento não se detenha” (Portásio).
Em todo ser humano, como ressalta o Espírito Clelie Duplantier, em “Obras Póstumas”, “há três caracteres: o do indivíduo ou do ente em si mesmo, o do membro da família e o do cidadão. Sob cada uma dessas três fases, pode ele ser criminoso ou virtuoso; isto é, pode ser virtuoso como pai de família e criminoso como cidadão, e vice-versa”.
Além disso, pode-se admitir como regra geral que todos os que se ligam numa existência por empenhos comuns, já viveram juntos, trabalhando para o mesmo fim e se encontrarão no futuro, até expiarem o passado ou cumprirem a missão que aceitaram.

O papel de cada um
Essas calamidades – se olharmos para elas sob o ponto de vista espiritual, fundamentando nossa reflexão nos princípios da Doutrina Espírita – têm, portanto, objetivos saneadores que, conforme Joanna de Ângelis, removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera e significam a realização da justiça integral, pois a Justiça Divina, para nosso re-equilíbrio, recorre a métodos purificadores e liberativos, de que não nos podemos furtar.
Assim, tocados pelas dores gerais, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade e estaremos construindo a coletividade harmônica, sempre lembrando a advertência de Hammed: “a função da dor é ampliar horizontes para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Como o golpe ao objeto pode ser modificado, repensa e muda também tuas ações, diminuindo intensidades e freqüências e recriando novos roteiros em sua existência”. Desse modo, estaremos utilizando nossos problemas como ferramenta evolutiva, não nos perdendo em murmurações, mas utilizando nosso livre-arbítrio como patrimônio.
O progresso de todos os seres da criação é o objetivo de tudo que acontece. Tenhamos a consciência desperta e procuremos entender o mundo à nossa volta, cientes de que a solidariedade é o verdadeiro laço social, não só para o presente, mas, como está em “Obras Póstumas”, “estende-se ao passado e ao futuro, pois que os mesmos indivíduos se encontram e se encontrarão para juntos seguirem as vias do progresso, prestando mútuo concurso. Eis o que faz compreender o Espiritismo pela eqüitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres”.
E mais: Graças ao Espiritismo, compreende-se hoje a justiça das provações desde que as consideremos uma amortização de débitos do passado. As faltas coletivas devem ser expiadas coletivamente pelos que juntos as praticaram, e os mentores estão sempre trabalhando, ajudando a todos nós, reunindo-nos em grupos de forma a favorecer a correção de rumo, amparando-nos e nos fortalecendo para darmos conta daquilo a que nos propomos, além de nos equilibrarem para podermos auxiliar o outro com nossos pensamentos positivos, nossos melhores sentimentos e vibrações.
 

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Discussion Starter #6
O que é expiação? a.k.a resgate

"A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que são consequentes à uma falta, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal." [CI-cap VIII]

Em [O Consolador-qst 246] Emmanuel afirma:

"A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime."

V - Características da expiação
Sempre dolorosa

Sempre ligada a uma falta


O que é Prova (Provação)?

Ainda em [O Consolador-qst 246] Emmanuel continua:

"A prova é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual."
______________________________________…

As provas são uma série de situações apresentadas ao Espírito encarnado objetivando o seu crescimento. Através do esforço próprio, das lutas e do sacrifício ele vai burilando a sua personalidade, desenvolvendo a sua inteligência e se iluminando espiritualmente.

"Não se deve crer que todo sofrimento por que se passa neste mundo seja necessariamente o indício de uma determinada falta: trata-se, freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento." [ESE-cap V it 9]

Lembra Kardec que nem toda prova é uma expiação, mas em toda expiação há uma prova, porque diante do sofrimento expiatório, o homem ver-se-á convidado a desenvolver (lutar) pelos valores de resignação.


VI - Características da prova

Não está vinculada a uma falta

Não é sempre dolorosa, embora possa ser

Representa sempre luta para crescimento pessoal
______________________________________…

O que é Missão?

"Um Espírito querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto ou mais recompensado, se sair vitorioso."[ESE-cap V it 9]

Pelo exposto, podemos entender a missão como sendo uma tarefa específica que objetiva o bem da criatura.

Lembra ainda Kardec que:

"Todo homem, sobre a Terra, tem uma pequena ou grande missão" e que "as missões dos Espíritos tem sempre o bem por objeto. Há tantos gêneros de missões quanto as espécies de interesses a resguardar."

Informa que a importância das missões está em relação com a capacidade e a elevação do Espírito, e que cada um tem sua missão neste mundo, porque cada um pode ser útil em algum sentido.

Kardec [CI] emprega ainda a expressão reparação para designar aquela condição onde o indivíduo reencarna com o propósito de fazer o bem a quem ontem fez o mal.

Pode-se considerar a reparação como uma variante da missão.


VII - Características da missão

Tarefa específica

Pressupõe certa condição evolutiva prévia

Objetiva o melhoramento de algo ou alguém


Bibliografia
O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
A Gênese - Allan Kardec
O Consolador - Emmanuel/Chico Xavier
 

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Discussion Starter #7
EXPIAÇÃO E RESGATE

Temos visto que o ARREPENDIMENTO das faltas cometidas, quando sincero, vindo com o desejo de melhorar-se, desperta no coração do sofredor esperanças novas, amenizando-lhe as dores e preparando-o para a reabilitação futura. Somente porém a reparação é que anulará o efeito do mal, destruindo-lhe a causa pela raiz.

Resgatamos nossas faltas através do processo que se chama EXPIAÇÃO. Seria como resgatar dívidas contraídas no sistema contábil das Leis Divinas. Comecemos por anotar que uma expiação é sempre proporcional à gravidade da falta e segundo as circunstâncias, isto é, varia segundo a natureza e o gravame da falta. Por isso, uma falta pode proporcionar expiações diferentes segundo as circunstâncias atenuantes sofrimentos conseqüentes a uma dada falta e até que os traços ou agravantes nas quais tenha sido cometida. Consiste ela nos da mesma hajam desaparecido. É importante ainda considerar que as expiações são solidárias, muitas vezes, mas isso não suprime a responsabilidade simultânea dos faltosos, cada um isoladamente, individualmente.

Privações voluntárias escolhidas em nome de uma pretendida expiação nada valem por si, a menos que se processem pelo trabalho intensivo no Bem, verdadeiro e sincero. Por outro lado, o objetivo divino não é o sofrimento, este é a condição que tem finalidade reparadora. De forma que, se determinado Espírito perseverar em pensamentos desajustados, a sua expiação será mais longa e mais penosa, porque ele assim a torna. Cumpre-se o processo expiatório quer na vida corpórea, pelos sofrimentos físicos e morais que se lhe impõem; quer na Erraticidade, pelos sofrimentos morais decorrentes da verificação dos erros e da própria inferioridade, quebrantando muitas vezes o orgulho e o amor-próprio. De toda sorte, porém, a expiação é sempre temporária, remissível, misericordiosa, desde que visa ao crescimento dos valores do Espírito e por isso mesmo educativa em última instância. As expiações, não há dúvida, levam ao resgate das dívidas. São um grande alívio por isso mesmo à consciência devedora. Constituem a porta da esperança que jamais se fecha ao devedor.

RESGATE, como vimos, é quitação, pagamento encerrado. Podemos pagar uma dívida tão logo a tenhamos contraído, ou pelo menos a breve prazo; e dessa forma nos eximimos de maiores ônus; ou mais tarde. E não valerão expedientes, como privações de gozos fúteis, uma vez que o mal provocado continue exercendo seus efeitos. Em "Missionários da Luz" (André Luiz - F. C. Xavier) há uma advertência preciosa: "As provas de resgate legítimo inclinam a alma a situações periclitantes e difíceis na recapitulação das experiências; todavia, não obrigam a novas quedas espirituais quando dispomos da verdadeira vontade no trabalho de elevação." Um processo portanto de grande responsabilidade.

O resgate ZERA a dívida. Mas só a REPARAÇÃO começa a contar pontos positivos a nosso favor. Deixar de fazer o mal é importante; muitos há que se contentam em eximir-se da prática do mal, de atos condenáveis. Mas o mal não é reparado senão com o bem. E a omissão no bem constitui um mal em si mesmo. Conforme "O Céu e o Inferno", de Allan Kardec, Cap Vll, "a reparação se realiza fazendo-se o que se deixou de fazer, cumprindo-se deveres negligenciados ou desprezados, missões em que se haja falido; sendo humilde quando se foi orgulhoso, bondoso quando se foi duro, caridoso quando se foi egoísta, benevolente quando se foi maldoso, trabalhador quando se foi preguiçoso, útil quando se foi inútil, temperante quando se foi dissoluto, exemplar quando se deu maus exemplos."

Não reparamos nossos erros com privações pueris nem com doações post.mortem. A reparação consiste em praticar o bem para aquele a quem se fez o mal, dando-lhe tanto bem quanto mal se havia feito. Restituir em morte os bens que se usufruiu indevidamente em vida não repara o mal. Fala-se muito ainda nas VICISSITUDES DA VIDA. Não constituem punição de nossas faltas, por bem dizer. Quando muito serão parte das provas escolhidas.

Muitas pessoas que têm hoje uma vida correta podem ser atingidas pelas exigências relacionadas a uma outra vida, por infração da Lei, embora capitalizassem atenuantes. Serão muitas vezes formas de advertências preciosas para não reincidirmos em erro.

Fato é que só retornamos ao caminho dos deveres impulsionados por algo que exercita a alma através de provas e testemunhos, pelo trabalho incessante e obstinado no bem ou pelo aguilhão do sofrimento, em suas diferentes intensidades. E por isso mesmo esses sofrimentos não haveria porque eternizarem-se. Isso não reabilitaria ninguém. E a reabilitação é o que deseja a Lei Divina. Dir-se-ia, como algum poeta, que o sofrimento é eterno... enquanto dure.

Quanto à REABI LITAÇÃO, é preciosa a referência constante da questão 978 de "O L. dos Espíritos": "A recordação das faltas que a alma tenha praticado quando ainda imperfeita não perturba a sua felicidade, depois que se depurou?" R.: "-Não, porque ela resgatou as suas faltas e saiu vitoriosa das provas por que passou para esse fim. "Reabilitamo-nos - e o termo é bem claro . esquecendo o mal recebido, esquecendo-o de todo. E assim estaremos esquecendo os próprios males praticados, por entrarmos a essa altura numa outra faixa de pensamentos e de trabalhos. Sim, de trabalho, até porque teríamos que prestar contas de nossa inatividade, por si mesma incompatível com a felicidade do Espírito.
 

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Embaixador de Castelo.
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Sou frequentador de palestras espíritas e mesmo acreditando em muitas coisas ainda tenho perguntas sobre a doutrina que não me convencem as respostas, mas mesmo assim acredito na evolução do espírito através de provas.
Para mim é mais pragmático do que simplesmente tudo tão perfeito do nascimento à morte, terminar pra nada através da morte, para ir pro "zinferno" ou pro céu como crêem alguns!
A explicação de quanto mais elevado espiritualmente, mais etéreo, para mim tem um sentido, aliás só a reencarnação para explicar muitas coisas, sendo uma delas a evolução do espírito, etapa por etapa, assim como um aluno galga várias etapas na sua formação.

Já prevejo os mesmo de sempre que não acreditam e não aceitam que outros acreditem vir aqui questionar contra!
 

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L. Maraba Derzhi Gaz
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Então, eu gostaria de saber como começou esse ciclo de vidas, reencarnaçoes, qual seria o fim ou o objetivo divino para se conseguir a paz eterna, se libertar de reencarnaçoes, existem planos ou nives superiores?
 

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Estou lendo um fórum espirita em que uma pessoa diz que não existe resgaste e sim desencarnes coletivos. Que desencarnes fazem com que se processe mais rapidamente o progresso daqueles povos. Mas nada sei, ainda.
 

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là je me vais
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Teve alguem no theread do incêncio que disse que tanto esse quanto o do Andraus e do Joelma foram resgates de grandes ''acontecimentos'' mundiais. É coincidência acontecer todos aqui no Brasil ou pode ter o resgate da mesmo acontecimento em várias partes do mundo em várias épocas?
 

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Discussion Starter #15
Então, eu gostaria de saber como começou esse ciclo de vidas, reencarnaçoes, qual seria o fim ou o objetivo divino para se conseguir a paz eterna, se libertar de reencarnaçoes, existem planos ou nives superiores?
É muito amplo para se explicar aqui, muito vasto. Recomendo ler O Livro dos Espíritos, primeira publicação de Kardec, é uma leitura fácil de perguntas e respostas. Vai te esclarecer muitas coisas , senão tudo mas a maioria das dúvidas. outras só são esclarecidas com o resto do pentateuco de Kardec.
 

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Discussion Starter #18
Teve alguem no theread do incêncio que disse que tanto esse quanto o do Andraus e do Joelma foram resgates de grandes ''acontecimentos'' mundiais. É coincidência acontecer todos aqui no Brasil ou pode ter o resgate da mesmo acontecimento em várias partes do mundo em várias épocas?
Em todo o mundo sim. Tsumani, 11 de setembro, 11 de março/Madri, Katrina, e outros acontecimentos em diversos países.
 

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Discussion Starter #20
Tenho uma leve impressão que este acontecido de Santa Maria tem a ver com a Alemanha nazista na 2ª guerra. Se parar pra pensar esse acontecimento na boate vai de encontro a uma câmara de gás (pessoas presas morrendo por asfixia). Com certeza tem algo muito a ver., a similaridade é muito grande. Pode ter sido um resgate daquela época.
 
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