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Tietê e Congonhas disputam classe A

Melhorias na infra-estrutura e nos serviços levam à rodoviária público acostumado com o conforto do avião

Carla Miranda

De um lado, salas de embarque modernas e muitas vagas no novo edifício-garagem, além da promessa de acabar com a superlotação. Do outro, minishopping, câmeras de segurança 24 horas e até check-in antecipado para algumas linhas de ônibus. Com infra-estrutura e serviços semelhantes, o Aeroporto de Congonhas e o Terminal Rodoviário Tietê agora dividem a preferência de uma parcela específica de passageiros, público para o qual conforto e comodidade pesam tanto quanto o valor pago no cartão de crédito.

Descobrir a forma mais vantajosa de viajar, dizem essas pessoas, muitas vezes requer equações intrincadas. É claro que o preço da passagem tem peso dobrado, mas a decisão também depende de horário e urgência da viagem, acesso mais fácil a um ou outro terminal e da disposição do momento - andar apertado na classe econômica de um avião ou fazer o trajeto em ônibus-leito.

Moradora de Moema, a gerente de Produtos Renata Martins, de 36 anos, lista prós e contras em cada ida ao Rio. "Se tenho compromisso lá na sexta-feira à noite, pago o preço que for para ir de avião, mais o táxi até o aeroporto", conta Renata. "Quando não, muitas vezes deixo para ir de ônibus-leito. Chego ao Rio de manhã, que é mais cômodo e seguro do que chegar à noite, e posso usar o metrô para ir do trabalho até a rodoviária. Ter o metrô é algo que facilita muito."

Mesmo freqüentadores preferenciais dos Airbus e Boeings revelam fazer suas análises. O economista mineiro Ronaldo Carvalho, de 32 anos, normalmente dá vitória ao aeroporto, pela proximidade com sua casa, no Itaim-Bibi, e pela rapidez proporcionada pelo avião. Mas diz que, atualmente, se sente mais confortável no Terminal Tietê.

"Congonhas está sempre superlotado e agora, com as obras, o tumulto incomoda", diz Carvalho. "A rodoviária, por sua vez, está com infra-estrutura ótima e tem serviço e atendimento de qualidade."

É um movimento inverso ao da já antiga - e muito comentada - popularização dos aeroportos, fruto da queda no preço das passagens. O uso da rodoviária pelo público das classes A e B se acentuou depois da última reforma promovida no local, que deu ao Tietê cara e conforto de aeroporto. "Em 2003, esse índice chegava a 23%. Embora não tenhamos feito pesquisa sobre o assunto mais recentemente, nossa percepção é de que esse porcentual cresceu. Uma prova disso é a alta no faturamento dos lojistas", diz João Gustavo Haenel Filho, diretor regional da Socicam, empresa que administra o Tietê.

SHOPPING

Em alguns itens, a rodoviária até conseguiu ultrapassar Congonhas, como no número de pontos de alimentação e de lojas. No minishopping do terminal, há 74 lojas, como tabacaria, revistaria com publicações estrangeiras e filiais de redes que estão presentes nos grandes shoppings da capital.

As mudanças fizeram aumentar o período de permanência do passageiro no Tietê, segundo Haenel Filho. As pessoas costumavam chegar meia hora antes do embarque. Agora, ficam até uma hora circulando.

"Aproveito para comprar uma coisa ou outra de que preciso, como perfume, revista e até lingerie", conta Sheila Rocha, de 25 anos, que mora em Suzano e usa o terminal todos os dias. "Antes, era só bate-e-volta no ônibus."

A curitibana Anna Paula Galvão, de 28, concorda. "Está ótimo aqui. Mais parece um shopping onde você pega ônibus." Ironia das ironias, Anna Paula é comissária de bordo, assim como o namorado, Carlos Eduardo Monteiro Giorgini, de 22 anos. Na quinta-feira, os dois pegaram o ônibus das 18 horas para Vassouras, no Estado do Rio.

O restaurante e choperia Estação da Gula está entre as atrações na área da alimentação. Em boa parte por causa da decoração, onde chama a atenção um ônibus cortado ao meio.

Mas Congonhas está na briga e até o ano que vem deve ter resolvido duas das principais reclamações dos passageiros: a superlotação e as obras. Em dezembro deste ano, o "desembarque acanhado", nas palavras da diretora de Engenharia da Infraero, Eleuza Lores, dará lugar a um espaço amplo.

Também estão previstas melhorias na ala norte e no check-in e criação de uma praça de alimentação. Sem falar que o glamour da antiga fachada, da década de 1950, vai ser restituído. "As obras no terminal de passageiros acabam até julho de 2007."

Transformar em passado cenas clássicas de tumulto no saguão e passageiros lotando a ala do embarque, por sua vez, depende de remanejar os vôos, deixando em Congonhas apenas pontes aéreas para cidades como Rio, Brasília e Belo Horizonte, viagens que durem até uma hora e meia. O projeto está em estudo pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Conforto só vamos poder dar quando estivermos no patamar de 12 milhões de pessoas atendidas por ano. Em 2005, o número chegou a 17 milhões."

LIMITE

O tal remanejamento também ajudará a reduzir outro motivo de desconforto: ter de usar ônibus para chegar ao avião ou ir até a área de desembarque, por causa da falta de fingers (pontes de embarque). O número de fingers saltou de 8 para 12 recentemente, mas não há como ampliar mais essa quantidade. "Chegamos ao nosso limite físico. Só vai melhorar quando o tráfego desafogar", conta Eleuza. De acordo com ela, atualmente só metade dos vôos consegue usar as pontes de embarque. O limite é real. Cercado pela cidade, Congonhas não pode crescer além do seu 1,6 quilômetro quadrado de área.

Como aeroporto ainda é aeroporto, no entanto, só lá os passageiros podem desfrutar pequenos luxos como acessar a internet no laptop, em qualquer lugar, graças ao sistema Wi-Fi (conexão sem fio). Também dá para usar a rede de computadores na rodoviária, mas é preciso ir até uma das duas lojas que prestam o serviço.
 

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Ótimo, dessa forma não terão outra alternativa senão construir logo uma linha de metrô que chegue até Congonhas, para que esse volte ao topo, afinal lá circula muito mais $$$$$.
 

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Felipe romano
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berrubem congonhas e liberem o limmite de altura dos predios!! hehehehhehehehehe
essas concorrencias sao sempre boas pois quem sai ganhando somos nos.
 

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**16º ano**
**17º ano**
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O Tietê é mesmo um exemplo de rodoviária, e se vc não tem muita pressa e a viagem não é tão longa é até mais legal ir de ônibus e apreciar as paisagens.
 

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Rumo ao fim do mundo!
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O Tiete está muito bom mesmo, da última vez que viajei de ônibus deu até pra esquecer que so pobre huahauahuahu
 

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Q bom, geralmente as rodoviárias não são um bom exemplo, a verdade é que poucas deixam a desejar...como as de BH e Goiania(esse é um shopping terminal)
 
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