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Tráfico muda tráfego

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Ações da PM deram origem às ameaças

Por ordem do tráfico, motoristas de ônibus da viação Via Sul tiveram de mudar o itinerário da linha 476A (Terminal Santo Amaro-Ipiranga). Até o início deste ano, os coletivos com destino ao Ipiranga, Zona Sul, seguiam pela Rua Joaquim Nabuco e, para chegar à Avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada), faziam a conversão na Rua Palmares. No número 150 da Palmares, no entanto, funciona um dos "drive-thru" de drogas denunciados pelo JT na edição de segunda-feira.

As ameaças aos motoristas e cobradores da linha 476A começaram na primeira semana de fevereiro, após uma série de operações da Polícia Militar. De acordo com funcionários da Via Sul, policiais fardados utilizaram o coletivo pelo menos quatro vezes para flagrar a ação de traficantes na boca-de-fumo da Rua Palmares. A estratégia, uma espécie de "Cavalo de Tróia", teria surgido para despistar os criminosos, que conseguiam fugir ao ver a chegada das viaturas.

"Os policiais viajavam agachados e, assim que o motorista parava no ponto, eles desciam para fazer as prisões", relata Jorge Luiz, diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo. Ainda segundo o diretor, as ações da PM ocorriam sempre no horário de pico da tarde, quando os ônibus costumam estar lotados. "Havia risco de tiroteio e uma bala perdida poderia atingir tanto um funcionário quanto um passageiro", queixa-se o diretor.

Não demorou para que os traficantes da Rua Palmares reagissem. No início de março, com o fim das blitze, criminosos começaram a atirar pedras contra os ônibus da linha 476A. Como os coletivos continuavam passando em frente à "biqueira" (ponto-de-venda de drogas), os criminosos resolveram deixar clara sua insatisfação. Armados com revólveres, ameaçaram motoristas e cobradores: "Se vocês estão trazendo polícia aqui, vamos pegar pesado!"

Segundo o diretor do sindicato, pelo menos 20 funcionários relataram à viação as intimidações feitas pelos traficantes. Dois deles, um motorista e um cobrador que acabaram sendo reconhecidos por criminosos numa das ações da PM e foram ameaçados de morte, tiveram de ser remanejados para outras linhas. Diante disso, outros empregados da Via Sul se recusaram a trabalhar na linha 476A.

A solução encontrada foi mudar o itinerário. A partir do dia 11 de fevereiro, os motoristas começaram a fazer a conversão na Rua Professor Miguel Maurício da Rocha, uma paralela à Palmares. A alteração, porém, não surtiu efeito. As ameaças continuaram e foi preciso criar um terceiro caminho, dessa vez passando pela Rua Tibiriçá (uma via estritamente residencial, repleta de casas de alto padrão).

Anteontem à noite, o JT pegou o ônibus para conferir o novo itinerário da linha 476A. Enquanto passava pela catraca, a reportagem questionou o cobrador sobre a mudança: "A gente estava incomodando os traficantes da Palmares", respondeu o funcionário.

Como o ponto de ônibus da Rua Palmares deixou de ser atendido, convencionou-se entre motoristas e passageiros que o poste de iluminação em frente ao número 1.622 da Rua Joaquim Nabuco, esquina com a Rua Tibiriçá, seria a nova parada. Por enquanto, o ponto é informal, já que não há identificação da SPTrans, a empresa que administra o transporte coletivo na Capital.
 

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Quando eu vi essa noticia hoje pela manhã achei que fosse am alguma biboca do Grajaú, capão Redondo, por aí, qual não foi minha supresa ao ler que a favela é num dos bairros mais caros de SP, o Brooklin, absurdo!!

E mais absurdo é obedecerem as ordens dos traficantes, ao invés da polpícia invadir o local e passar fogo nesses FDP.
 
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