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Nos últimos meses, cheguei à conclusão de que dirigir na cidade de São Paulo não é tão ruim assim. Não vou aqui fazer comparativos com o trânsito de cidades estrangeiras, como o de Moscou (Rússia) ou o de Xangai (China), que tive a oportunidade de apreciar "in loco". O comparativo está muito mais perto, ainda na Grande São Paulo.

Moro em São Bernardo do Campo e minha empresa ficava em Diadema, ambas na Grande São Paulo. Há alguns meses a empresa mudou para um novo prédio em São Paulo.

Nos meses antecedentes à mudança, ao ver no noticiário a situação do trânsito nas principais vias paulistanas, eu imaginava como a minha vida iria se tornar ainda mais árdua ao ter que enfrentar aquele trânsito todos os dias.



Mas, para minha surpresa, o efeito foi contrário: mesmo tendo a distância de minha casa ao trabalho dobrado, o tempo que perco dirigindo reduziu 20%, e o nível de stress também diminuiu muito. Agora, posso dizer que o trânsito no ABC paulista está pior que o trânsito em São Paulo.

Sim, dirigir em Diadema é uma prova de paciência. Em muitas das ruas e avenidas estreitas da cidade, se o motorista tiver o infortúnio de estar atrás de um caminhão pipa, ele estará condenado a segui-lo por vários quarteirões, pois a ultrapassagem é impossível.

Em muitos lugares não há como tentar um caminho alternativo, simplesmente porque os quarteirões não seguem nenhum tipo de lógica e o motorista poderá se embrenhar em lugares totalmente estranhos e sem saída caso tente cortar caminho.

Quanto a São Bernardo, lembra muito a Berlim (Alemanha) da década de 80, pois poderia ser dividida em "São Bernardo do Campo Ocidental" e "São Bernardo do Campo Oriental". A diferença é que a circulação não é impedida por um muro, mas pela via Anchieta.

Atravessar de um lado a outro da cidade pode ser uma tarefa angustiante, sabem aqueles que têm que dirigir pelas avenidas de São Bernardo do Campo como João Firmino, Lucas Nogueira Garcez, José Odorizzi etc.

Além das avenidas estreitas, temos que enfrentar semáforos mal sincronizados e que ficam abertos por poucas frações de segundos. E quanto aos acessos à rodovia dos Imigrantes?

Muitas cidades do interior possuem acessos melhores às estradas do que a Estrada Samuel Aizemberg, por exemplo, que é um dos principais caminhos para pegar a rodovia dos Imigrantes a partir de São Bernardo do Campo.

Felizmente, há algumas ações para melhorar esta situação, como a conclusão das obras na avenida Lions, no bairro Rudge Ramos, que melhorou muito a vida de quem se desloca entre Santo André e Diadema, e a conclusão do viaduto Moisés Cheid sobre a rodovia Anchieta, que durante algumas décadas ligou o nada a lugar nenhum.

Espero que a exemplo destas obras outras melhorias sejam feitas, caso contrário, o ABC paulista estará condenado a travar, como já aconteceu em algumas ocasiões.

Há cada vez mais empreendimentos imobiliários na região, o que significa mais gente e mais carros nas ruas. Então, a infraestrutura da cidade tem que acompanhar esta evolução, antes que eu tenha que me mudar para São Paulo para fugir do trânsito caótico.

http://www1.folha.uol.com.br/painel...do-que-o-do-abc-paulista-reflete-leitor.shtml
 

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Claro. Inclusive isso vem acontecendo em outras capitais.

Os grandes investimentos viários são feitos visando a capital. As cidades em volta, além de não receberem grandes investimentos, sendo consideradas apenas um local de passagem, ainda padecem de outro problema: suas próprias prefeituras se acomodam! Elas não investem nada no sistema viário, ficam se pendurando nas obras do Governo Federal ou Estadual.

Aí, o que acontece? O trânsito das grandes capitais vai se modernizando e ampliando sua capacidade, e nas cidades em volta, vemos um sistema viário estreito, antigo, ultrapassado, tirando o que foi construído por um governo que não foi o daquele município, e sim, de uma esfera maior.
 
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