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GRANDE RIO CAMPEÃ 2013!
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20/05/2007 - Joranal Opção (GO)


Lula na inauguração do trecho da Norte-Sul ao lado do governador de TO

Durante o regime militar, o pernambucano Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, gravou uma música que tinha os seguintes versos: “Pra frente, pra frente, meu Goiás. O Prodoeste chegou em seu Planalto. Se dormias, acorda agora, que chegou a hora de falar mais alto”. A canção, que era pura publicidade de um programa governamental voltado para o Centro-Oeste, acabou sendo apropriada pelos locutores esportivos como hino improvisado do Goiás Esporte Clube. Esse fato, que pertence à crônica esportiva, serve, também, para ilustrar a história do Brasil. Ele mostra que a União, como certas mães em relação aos filhos, prefere alguns Estados em detrimento de outros. É claro que essa preferência não parte da própria União (uma instituição guiada por leis), mas do presidente da República — um ser humano sujeito às circunstâncias políticas. Para o Estado do Tocantins, parece ter chegado a vez de ser o preferido.

Na tarde de sexta-feira, 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez sua terceira viagem ao Tocantins. Ao lado do governador Marcelo Miranda, do PMDB, o presidente garantiu que até 2010, quando termina seu mandato, vai concluir a Ferrovia Norte-Sul no Estado. E a prova de que não se trata de simples promessa é que Lula fez essa declaração depois de inaugurar o trecho da ferrovia entre Aguiarnópolis e Araguaína, onde foi entregue um Pátio Multimodal. Até o final deste ano, outro trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre Araguaína e Guaraí, também será entregue, com a estimativa de gerar 7 mil empregos diretos e indiretos. A obra — idealizada no século XIX, por grandes engenheiros da corte de Dom Pedro II, como o negro André Rebouças — foi iniciada no governo do presidente José Sarney, em 1987. Mas encontrou fortes resistências do Sul e Sudeste, que denunciaram a obra como uma nova Transamazônica, que ligaria o nada a lugar nenhum.

Hoje, a realidade é completamente distinta e a Ferrovia Norte-Sul encontra muito menos opositores do que a polêmica transposição do Rio São Francisco. O desenvolvimento do agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, sobretudo com a explosão da cultura de soja, invalidou o antigo discurso de que a ferrovia não teria viabilidade econômica. E a perspectiva de produzir bionergia no cerrado torna a Norte-Sul ainda mais promissora. O Tocantins, que integra essa nova fronteira agrícola, será um dos Estados mais beneficiados pela conclusão da Ferrovia Norte-Sul. Mas seu impacto não deve se limitar aos Estados do Centro-Oeste. A Norte-Sul tende a ser a ferrovia da integração nacional, cumprindo, sobretudo economicamente, um papel que a Belém-Brasília cumpriu mais socialmente. Enquanto a Belém-Brasília transportava paus-de-arara, povoando as grandes metrópoles, a Norte-Sul vai transportar riqueza, integrando competitivamente o Centro-Oeste aos principais mercados do pais e do mundo.

Monopólio político— Na primeira metade do século passado, a Revolução de 30 rompeu com a histórica política do café-com-leite, que mantinha o monopólio político do país em poder dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Vindo do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas pacificou o Nordeste, então tomado por cangaceiros, e abriu o Centro-Oeste para o país, com a famosa Marcha para o Oeste, que inaugurou dezenas de cidades no sertão. O custo dessa interiorização do país foi a Guerra Constitucionalista com São Paulo, que se ressentia de não ser mais o centro do poder, com os barões do café. Os militares — quase tão ditadores quanto Getúlio Vargas — também saíram das grandes metrópoles (muito resistentes às ditaduras) em busca do interior do Brasil. Há estudos que mostram que os governos militares investiram muito na agricultura goiana. E a consolidação de Brasília como capital do país — dando novo impulso de desenvolvimento a Goiás — também foi obra deles. Sempre foi assim: os Estados pequenos sobrevivem nas brechas dessas brigas dos grandes.

Agora, chegou a vez do Tocantins. Lula, que volta e meia se compara a Vargas, está fazendo a sua própria Marcha para o Oeste, com a Ferrovia Norte-Sul. Como Vargas, ele também faz guerra a São Paulo, governada pelo seu principal adversário, o tucano José Serra. E se aproxima dos governos de Estados menores, como Goiás e Tocantins, dando e recebendo apoio. Mas ao contrário do exército de Vargas, que bombardeou a capital paulista, destruindo casas e matando pessoas, a guerra de Lula é muito mais sutil. Seu exército de militantes estudantis, liderado por alunos e professores do PT, limita-se a sitiar a USP, sem ter nenhum motivo para isso, a não ser desgastar Serra, que acabará tendo que mandar a polícia entrar no campus para cumprir ordem judicial. Com o isso, o PT de Lula já terá imagens mais do que suficientes para a campanha eleitoral de 2010, caso José Serra decida ser candidato a presidente da República.

Recentemente, um parlamentar dos Democratas disse que seu partido corre o risco de ficar completamente sem discurso, caso o biodiesel dê certo, como tudo indica que vai dar. O presidente Lula, segundo ele, será o grande catalizador dessa revolução no campo e vai se redimir diante dos produtores rurais. Para o Tocantins essa perspectiva não poderia ser mais promissora. Alem de inaugurar o trecho da Ferrovia Norte-Sul, o presidente Lula e o governador Marcelo Miranda inauguraram, também, uma usina da Brasil Biodiesel, em Porto Nacional. Provavelmente, não se trata apenas da inauguração de uma ferrovia e de uma usina, mas da consolidação do novo tempo que o governador Marcelo Miranda abriu para o Tocantins ao dar início ao processo de modernização do Estado. O governador está conseguindo capitalizar essa abertura que o presidente Lula demonstra em relação aos Estados menores. O que é bom não só para o Tocantins, mas o próprio país que pode mudar, definitivamente, o eixo de seu desenvolvimento social e econômico.

Fonte: Revista Ferroviária

Materiazinha chata de ler... O autor disvirtua completamente o assunto. Mas a notícia é muito boa.
 

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GRANDE RIO CAMPEÃ 2013!
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Lula inaugura trecho da Ferrovia Norte-Sul em Araguaína
18 Mai 2007 - Jorge Gouveia - Leituras: 626

Luciano Ribeiro


Ferrovia Norte-Sul vai fomentar o desenvolvimento do Tocantins e do país


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador Marcelo Miranda (PMDB) inauguram, nesta sexta-feira, 18, o trecho da Ferrovia Norte-Sul entre Aguiarnópolis e Araguaína onde o pátio já está concluído e em plenas condições de funcionamento, ligando o município ao Porto de Itaqui (MA) e de onde os produtos do norte tocantinense já podem ser exportados para todo o mundo.

Para que isso aconteça, a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A está realizando uma concorrência pública para permitir o uso de áreas de sua propriedade para formação e exploração comercial do Pátio de Integração Multimodal da Ferrovia Norte-Sul, nos municípios de Araguaína e de Aguiarnópolis.

O trecho concluído soma um total de 205 km e no pátio multimodal existem dez lotes para ciclos de grãos e combustíveis. “Muitas empresas estão nos procurando, por isso estamos preparando a licitação para que elas se instalem neste pátio”, afirma o diretor da Valec, empresa construtora da ferrovia, Ulisses Assad, acrescentando que é possível também a chegada da ferrovia a Palmas até 2008, o que depende da liberação dos recursos. Segundo o diretor, até Guaraí a chegada da ferrovia, em 2008, está garantida.

O Pátio de Araguaína fica a cerca de 20 km da cidade, próximo à TO-222, que dá acesso ao município de Filadélfia. Permitirá o escoamento de toda a região Norte do Tocantins. Mais de R$ 200 milhões estão sendo liberados para a continuidade das obras e, segundo os engenheiros, são gastos cerca de R$ 1 milhão por cada quilômetro construído - valor que é compensado pelo baixo custo de manutenção posterior e também pelo baixo preço para transportar produtos que a ferrovia proporciona.

Além das inaugurações em Araguaína, o presidente Lula deve visitar a indústria de biocombustíveis Brasil Ecodiesel em Porto Nacional, cuja capacidade de produção é de 360 metros cúbicos/dia de óleo, utilizando a mamona como matéria-prima. Com investimento de R$ 20 milhões, a empresa vai absorver toda a produção de mamona produzida na região e no Estado. Possivelmente, ao visitar o município, Lula deve prestigiar a entrega de 300 casas do programa “Habitação para todos nós”, uma parceria dos governos federal, estadual e municipais.

Fonte: SECOM - Secretaria de Comunicação de Tocantins

Mesma notícia, mas com mais informações.
 

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ontogeny recapitulates...
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Boa notícia

Ideologias políticas à parte, o avanço da Ferrovia Norte-Sul é ótimo para o Brasil todo, em especial para:

- Centro-Oeste e Tocantins, que vão dinamizar as exportações;

- São Paulo, que vai dar uma "desafogada" em suas estradas e portos, uma vez que a soja, milho, álcool, biodiesel, etc, vão agora para o norte, rumo ao porto de São Luís ou de Belém!
 

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^ Não tem sentido atravessar o território todo via trem a partir de são paulo só pra embarcar no porto de belém ou de são luis, ficaria mais caro do que se fosse embarcado em santos.
 

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ontogeny recapitulates...
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^ Não tem sentido atravessar o território todo via trem a partir de são paulo só pra embarcar no porto de belém ou de são luis, ficaria mais caro do que se fosse embarcado em santos.
Não a partir de São Paulo: trata-se da própria produção do Centro-Oeste, que atualmente é majoritariamente escoada via território paulista!
 
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