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bye Iguaçu, hi Tietê
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Discussion Starter #1
Esta notícia já era aguardada - há tempos o governo estadual havia indicado que deixaria estudos prontos para uma rede de trens regionais - e agora há indicação dos primeiros passos práticos.

Não me recordo de haver um thread específico para esta discussão, embora o assunto seja recorrente. Se alguém souber indicar, podemos fundir as discussões.

(grifos meus)

Estado terá mais trens de passageiros
Alteração na legislação permite ampliar malha ferroviária para além da região metropolitana e primeiras linhas podem operar em 2014

Renato Machado, Bruno Ribeiro - O Estadao de S.Paulo

O governo do Estado planeja expandir a malha ferroviária para trens de passageiros, ultrapassando os limites da região metropolitana e chegando a cidades como Sorocaba, São José dos Campos e a região da Baixada Santista. O passo inicial foi um decreto do governador José Serra que aumentou a competência da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que agora pode organizar políticas de transporte em todo o Estado.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos já deu início aos estudos de algumas linhas, na tentativa de concluí-los até o fim do ano para incluir no próximo Plano Plurianual de ações. Dependendo do andamento dos trâmites, as primeiras linhas podem sair do papel até 2014.

As novas linhas serão integradas à rede da Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos (CPTM). Os projetos prioritários são as ligações entre São Paulo e Sorocaba, entre a capital paulista e a Baixada Santista e também com Campinas. "Existe uma grande demanda nessas regiões, tanto que muitas pessoas utilizam ônibus fretados para vir trabalhar na capital. Nosso projeto é transferi-los para os trilhos", diz o secretário José Luiz Portella, que afirma já haver negociações.

Alta velocidade. Há também o projeto para a inclusão de uma linha até São José dos Campos. No entanto, o governo paulista aguarda posição federal, uma vez que uma linha "paradora" também está contemplada no projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV), entre Rio e Campinas.

A ligação com Sorocaba é a mais fácil de ser concluída, uma vez que já existe uma linha desativada e em boas condições fazendo o trajeto entre as duas cidades. O ramal para Campinas será feito em grande parte por meio da linha da CPTM até Jundiaí, sendo necessário um ramal complementar até a outra cidade.

"A ligação com Santos será feita até a Estação Samaritá e depois a linha será integrada ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da região", diz Portella.

A retomada dos trens regionais é elogiada por muitos especialistas, principalmente entre os críticos do movimento "rodoviarista". "Para um País que está entre as principais economias do mundo, é importante ter alternativas aéreas, em rodovias e ferrovias", diz o presidente da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), Aílton Brasiliense. Ele acrescenta que haverá um estímulo à substituição pelos trilhos. "Acabariam os congestionamentos nas estradas."

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Transporte coletivo!
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Uma palavra: aleluia!
 

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Pqp! Até que enfim alguém pensou nisso!!

Bananinhas para eles!! :banana::carrot::pepper::cucumber::banana2:
 

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Rolling Stock
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Grande notícia!!

Uma das melhores que já ouvimos. Claro que, entre a notícia inicial e a conclusão da coisa há uma distância muuuuito grande (muitas vezes nem completada), mas já é um começo.
 

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"A ligação com Santos será feita até a Estação Samaritá e depois a linha será integrada ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da região", diz Portella.

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Portellinha viajou... de Samaritá para SP tem de subir pela Mairinque-Santos, o que significa que para chegar à capital teriam de refazer toda a via de Evangelista até o Grajaú, ou dar uma baita volta pela área da Portofer até a outra margem em Cubatão para subir na já saturada cremalheira da MRS.

Sem entrar no mérito da looooooonga duração dessas viagens em aclive e suas pequenas chances de competir tanto com fretados porta-a-porta como com os ônibus de linha.

Qualquer alternativa realmente competitiva implica em gigantescos investimentos em infra-estrutura.

Tudo no plano das boas intenções por enquanto.
 

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Subway and train Forever!
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Com certeza, e ao invés de trens antigos, lentos, teremos linhas novas, com trens modernos e rapidos. Ai sim, quem usa fretado e ônibus rodoviário para vir a SP, migrará para os trilhos. Esse é o caminho, uma tendência.....

Agora vamos ver se sai....pelo menos a area de atuação da STM sendo ampliada já ajuda bastante na criação dessas linhas.

Não é ter linhas para todo o país, e sim interligando regiões densamente povoadas aqui, e o TAV fazendo a ligação principal e de maior distancia....

Portellinha viajou... de Samaritá para SP tem de subir pela Mairinque-Santos, o que significa que para chegar à capital teriam de refazer toda a via de Evangelista até o Grajaú, ou dar uma baita volta pela área da Portofer até a outra margem em Cubatão para subir na já saturada cremalheira da MRS.

Sem entrar no mérito da looooooonga duração dessas viagens em aclive e suas pequenas chances de competir tanto com fretados porta-a-porta como com os ônibus de linha.

Qualquer alternativa realmente competitiva implica em gigantescos investimentos em infra-estrutura.

Tudo no plano das boas intenções por enquanto.
Provavelmente poderemos ter trechos novos, aproveitando só parte de uma estrutura existente....
 

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Brasil-Belindia é aqui
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Portellinha viajou... de Samaritá para SP tem de subir pela Mairinque-Santos, o que significa que para chegar à capital teriam de refazer toda a via de Evangelista até o Grajaú, ou dar uma baita volta pela área da Portofer até a outra margem em Cubatão para subir na já saturada cremalheira da MRS.

Sem entrar no mérito da looooooonga duração dessas viagens em aclive e suas pequenas chances de competir tanto com fretados como com os ônibus porta-a-porta.

Qualquer alternativa realmente competitiva implica em gigantescos investimentos em infra-estrutura.

Tudo no plano das boas intenções por enquanto.
Essa obra não é tão complexa. Além disso a via já foi eletrificada no passado (o trecho entre Evangelista de Souza e Samaritá possui rampa máxima de 2,03%), sendo que poderia ser reeletirficada. Os trens precisariam sair de uma estação da linha 9 com integração com o metrô (Pinheiros ou Santo Amaro) e parar em alguma estação em São Vicente e outra em Santos.
 

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^^Fora isso, no comentário dele....

É só não lembrar de tempos antigos, onde tínhamos trens lentos fazendo o máximo de esforço para subir uma rampa. É só olhar um exemplo, o trem dos Alpes suíços, que sobe rampas com alta inclinação em uma velocidade considerada.

(vou procurar o material, eu vi no Discovery channel)
 

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Essa obra não é tão complexa. Além disso a via já foi eletrificada no passado (o trecho entre Evangelista de Souza e Samaritá possui rampa máxima de 2,03%), sendo que poderia ser reeletirficada. Os trens precisariam sair de uma estação da linha 9 com integração com o metrô (Pinheiros ou Santo Amaro) e parar em alguma estação em São Vicente e outra em Santos.
Verdade, eu queria saber como vão fazer para tornar a duração total da viagem competitiva com as alternativas rodoviárias de modo que a ferrrovia seja uma opção viável para a demanda pendular manhã/tarde. Ir até o centro de Santos ajudaria. Automotrizes diesel-elétricas que vençam a rampa da serra mantendo velocidades "sensacionais" para o trecho ---digamos, 70 km/h-- e só parando na Marginal Pinheiros, já seriam promissoras. Mesmo assim, hoje temos 65km entre Samaritá e Evangelista, então só para fazer esse trecho levaria uma hora. Com mais meia hora pelo menos para chegar até alguma estação da Baixa Marginal Pinheiros compartilhando via, teríamos algo como 1h30 de viagem total, no mínimo, de estação a estação. Já dá uma coceirinha criativa em nossos engenheiros... inviável não é.
 

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Coisa mais linda...não vejo a hora de poder ir para Campinas e Santos de trem...

Melhor ainda se forem trens no estilo do Expresso Jundiaí...
 

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bye Iguaçu, hi Tietê
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Discussion Starter #13
Versão JT da notícia retira Campinas do rol de cidades atendidas, por conta do TAV.
A meu ver, lamentável, já que uma linha regional com paradas em cidades intermediárias - Valinhos, Jundiaí, Franco da Rocha, entre outras - teria características diferentes e complementares ao TAV. Mas que concorreriam, é fato.

Talvez o TAV apenas torne a linha CPS menos prioritária, favorecendo não só Sorocaba e Baixada, mas outras cidades do interior - a partir de CPS - como Piracicaba, Limeira, Araraquara... mas já estou entrando nas especulações pessoais.

Se em 2014 CPS e SJC estiverem conectadas a SP pelo TAV, e Sorocaba e Baixada por trens regionais, já será muito bom...

CPTM pode assumir ferrovia para o interior

Governador autorizou que empresa estude trajetos para outras cidades do Estado

Bruno Ribeiro e Renato Machado

O Governo do Estado estuda criar linhas de trens de passageiros ligando a Grande São Paulo a cidades como Sorocaba, São José dos Campos e à Baixada Santista. As rotas utilizariam vias de trem já existentes, que seriam revitalizadas e interligadas ao sistema de trens urbanos da Região Metropolitana de São Paulo.

Para isso, o governador José Serra (PSDB) assinou anteontem um decreto que muda as atribuições da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e dá poderes à pasta para gerenciar projetos fora das três regiões metropolitanas do Estado (além da capital, Campinas e a Baixada Santista). Com isso, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) pôde iniciar esses estudos.

As pesquisas que comprovariam a viabilidade econômica desses novos projetos estão em andamento. Ainda não há dados sobre números de passageiros transportados ou custos de obras, que devem ser fechados até o fim deste ano. Técnicos da secretaria dizem acreditar que, após a conclusão das pesquisas, a operação das possíveis linhas demore quatro anos.

O secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, disse um dos objetivos do projeto é retirar parte do trânsito de ônibus fretados que vêm dessas regiões. Técnicos da CPTM chegaram a cogitar uma ligação com Campinas, mas a ideia foi colocada de lado por causa do projeto do trem-bala que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, e que passará pela cidade do interior.

Para que os trens comecem a funcionar, também é preciso acordo do Estado com as companhias que têm concessão das linhas ferroviárias - algumas delas usadas no transporte de carga.
 

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Subway and train Forever!
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Verdade, eu queria saber como vão fazer para tornar a duração total da viagem competitiva com as alternativas rodoviárias de modo que a ferrrovia seja uma opção viável para a demanda pendular manhã/tarde. Ir até o centro de Santos ajudaria. Automotrizes diesel-elétricas que vençam a rampa da serra mantendo velocidades "sensacionais" para o trecho ---digamos, 70 km/h-- e só parando na Marginal Pinheiros, já seriam promissoras. Mesmo assim, hoje temos 65km entre Samaritá e Evangelista, então só para fazer esse trecho levaria uma hora. Com mais meia hora pelo menos para chegar até alguma estação da Baixa Marginal Pinheiros compartilhando via, teríamos algo como 1h30 de viagem total, no mínimo, de estação a estação. Já dá uma coceirinha criativa em nossos engenheiros... inviável não é.
A maior vantagem é poder fugir do caos que é a marginal tietê nos horarios de pico. Já cansei de ficar 1, 2 horas preso na marginal para poder sair da cidade, para só depois conseguir acessar as rodovias que levam ao litoral norte....
 

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Land of the 1st flight
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Ainda não li esse tópico inteiro, mas quando li o primeiro post confesso que tive arrepios. Finalmente isso está sendo levado em consideração e não ficaremos restritos ao amor platônico por outros países/lugares com ligações ferroviárias em todos os cantos de todos os jeitos.

Somente uma coisa: espero que o caso de SJC não sofra do mal EAxTAV e no final não acabe saindo nada...
 

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Comunista
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Muito Interessante! Porém a publicação dessa notícia, nesse momento, gera algumas questões.

Tal qual o TAV enterrou o EA, é capaz que se enterre o TAV com estes projetos, visto que Campinas - São Paulo representa aproximadamente 8% da receita e São José dos Campos 5,1%?
São Paulo - Campinas terá só expresso ou terá também serviços paradores em Valinhos, Vinhedo? Sem o serviço parador se justifica ter um TAV e um trem regional para Campinas? Não é melhor só anunciar estudos de trens para Sorocaba e Santos ao menos até o fim do leilão do TAV?
Qual é o custo de implementar trens de alto desempenho (até 160 km/h) e um outro a até 100km/h?
Demandará muitos recursos, investimentos a fundo perdido do GESP?
Uma estação em Samaritá consegue ser competitivo em relação aos fretados na Baixada Santista?
Se forem trens de alto desempenho, o tempo será muito maior (no trecho Campinas - SP) ou parecido com o TAV? E a tarifa conseguirá ser menor que os ônibus rodoviários ou competirá com os mesmos preços do TAV?


Enfim, eu sou a favor que haja os trens regionais sim, inclusive com sobreposição de trechos com o TAV. É o mais correto e inclusive torço para que os regionais sejam mais baratos que os ônibus rodoviários e que o TAV consiga ser rápido o suficiente para não perder toda a demanda para os regionais.
Eu só tenho medo que esses projetos, principalmente o de Campinas venha a enterrar o TAV. Só posso esperar que não seja mais um uso político para destruir o projeto de outro governo. Mas de resto, como já disse, sou a favor sim mesmo em trechos do TAV, e prefiro que sejam trens bons, mas que se economize, priorizando trens com boa aceleração e frenagem, mas que não necessariamente tenha a velocidade limite tão alta já que isso possibilita a conexão com outras cidades, como Valinhos, Vinhedo, Jacareí, etc. e permite tarifas mais baixas, o que é mais importante, encaixando-se muito bem com o TAV ao realizar serviços distintos.
Enfim, resta esperar mais informações.
 

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on the road
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^^Fora isso, no comentário dele....

É só não lembrar de tempos antigos, onde tínhamos trens lentos fazendo o máximo de esforço para subir uma rampa. É só olhar um exemplo, o trem dos Alpes suíços, que sobe rampas com alta inclinação em uma velocidade considerada.

(vou procurar o material, eu vi no Discovery channel)
Vc precisaria eletrificar a via em 15000V AC, para ser viável tal tipo de transporte, imagino.

Seja como for, acho que o secretário deu uma "viajada" na questão dos fretados. A maior conveniência do fretado dessa cidades como Campinas, Sorocaba e Santos é pegar a pessoa na porta de casa de deixá-la muito próximo do seu local de trabalho.

Para um trem ser competitivo, ele teria não apenas de ser tão rápido quando o tráfego nas rodovias, mas ser mais rápido considerando-se o deslocamento da casa da pessoa até uma estação na cidade de origem + viagem de trem até SP + uso de metrô/CPTM dentro de SP.

Esse último aspecto esbarra em uma séria questão de (falta de) conforto, principalmente em horários de picos. Desculpem-me os entusiastas, mas acho improvável que pessoas de cargo de nível médio que até topam um fretado desses mais modernos com a/c e tudo o mais troquem-nos em massa por uma viagem que inclua 40min de aperto máximo em 6-9 pax/m² no metrô.

Para haver uma grande vantagem em termos de trânsito, seria necessário que tal sistema incluísse linhas rápidas até as regiões de maior demanda de destino em SP, não apenas até o limite dos ramais da CPTM. Com a "operação em padrão de metrô" de várias linhas da CPTM, acho complicado acharem "paths" que permitam aos trens acessarem Barra Funda, por exemplo, sem paradas intermediárias (permitindo que todos viagem sentados).

Por fim, o deslocamento da casa das pessoas até as estações nas cidades de origem tbem deve ser considerado.

Não acho o projeto intrinsecamente ruim, o objetivo é nobre, mas tal como sugerido, seria o mesmo que decidir construir uma "nova descida rodoviária para o litoral" em pista de 4 faixas e começá-la da estradinha que termina em Parelheiros. Por melhor que seja, encontrará um gargalo gigantesco ao chegar em SP.
 

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Land of the 1st flight
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SP-Santos via trilhos precisa ser melhor (conforto, velocidade, economia, meio ambiente) que SP-Santos via carro e via fretado. Com a ligação BS-SP via trem regional parece que aquele projeto de VLT+elevador vai para o brejo for good. Porém, os que "conhecem o caminho" e tem conhecimento de causa podem dizer se há demanda para estações intermediárias, lembrando que trens regionais não param em todas as estações. Isso é mera especulação, pois ônibus podem trazer/levar as pessoas desses locais intermediários para essas "grandes estações".

Se algum trem regional SP-Campinas matar o TAV não vejo nenhum problema, afinal foi o governo federal quem começou essa briga, mesmo o governo estadual tendo deixado o Expresso Bandeirante meio de lado (espero que esse projeto seja a retomada dele). O que importa é ter a ligação entre as duas RMs e um trem regional é muito mais fácil de sair.

Sobre Sorocaba, que bom que não será difícil ativar esse trecho.

A STM não poderia aproveitar os estudos da ADTrem? Há linhas que coincidem, como a para Sorocana.
 

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Nem td que reluz é trilho
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A maior vantagem é poder fugir do caos que é a marginal tietê nos horarios de pico. Já cansei de ficar 1, 2 horas preso na marginal para poder sair da cidade, para só depois conseguir acessar as rodovias que levam ao litoral norte....
E quem é que vindo da Baixada Santista fica preso na Marginal Tietê? :bash:

Talvez na Bandeirantes, na 23, dependendo do destino em São Paulo... mas não estou sabendo de um movimento expressivo de fretados do litoral em direção a Zona Norte =Z
 

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Land of the 1st flight
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Vc precisaria eletrificar a via em 15000V AC, para ser viável tal tipo de transporte, imagino.

Seja como for, acho que o secretário deu uma "viajada" na questão dos fretados. A maior conveniência do fretado dessa cidades como Campinas, Sorocaba e Santos é pegar a pessoa na porta de casa de deixá-la muito próximo do seu local de trabalho.

Para um trem ser competitivo, ele teria não apenas de ser tão rápido quando o tráfego nas rodovias, mas ser mais rápido considerando-se o deslocamento da casa da pessoa até uma estação na cidade de origem + viagem de trem até SP + uso de metrô/CPTM dentro de SP.

Esse último aspecto esbarra em uma séria questão de (falta de) conforto, principalmente em horários de picos. Desculpem-me os entusiastas, mas acho improvável que pessoas de cargo de nível médio que até topam um fretado desses mais modernos com a/c e tudo o mais troquem-nos em massa por uma viagem que inclua 40min de aperto máximo em 6-9 pax/m² no metrô.

Para haver uma grande vantagem em termos de trânsito, seria necessário que tal sistema incluísse linhas rápidas até as regiões de maior demanda de destino em SP, não apenas até o limite dos ramais da CPTM. Com a "operação em padrão de metrô" de várias linhas da CPTM, acho complicado acharem "paths" que permitam aos trens acessarem Barra Funda, por exemplo, sem paradas intermediárias (permitindo que todos viagem sentados).

Por fim, o deslocamento da casa das pessoas até as estações nas cidades de origem tbem deve ser considerado.

Não acho o projeto intrinsecamente ruim, o objetivo é nobre, mas tal como sugerido, seria o mesmo que decidir construir uma "nova descida rodoviária para o litoral" em pista de 4 faixas e começá-la da estradinha que termina em Parelheiros. Por melhor que seja, encontrará um gargalo gigantesco ao chegar em SP.
Não acho que por exemplo em uma ligação SP-Santos os trens sairão de Paranapiacaba ou Grajaú, mas também concordo que chegarem em Luz ou mesmo Barra Funda por exemplo será cada mais inviável, devido ao gargalo que você falou. Para isso penso em duas alternativas: 1) fazer os trens chegarem em outras estações importantes com conexões com a malha (exemplo: Santo Amaro ou Pinheiros, Santo André ou Mauá, Lapa ou Água Branca, etc.), afinal não podemos ficar sempre dependentes de Brás, Luz e Barra Funda. 2) construir novas estruturas subterrâneas em Luz, Barra Funda e Brás (ou contar com Nova Luz, Estação Central ou whatever), para abrigar esses serviços, como em Munique, onde o U-Bahn e o S-Bahn se sobrepoem em várias estações, além de outras vias para os RB e RE.
 
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