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A Barra da Tijuca consolida seu modo de ser e fica auto-suficiente

Livia de Almeida e Sofia Cerqueira*

Era uma vez um areal, com casinhas espalhadas por ruas de terra batida, tão distante de tudo que era preciso uma viagem para comprar um simples botão. O dia-a-dia, para a maior parte dos moradores, corria longe de casa. Trinta e um anos depois da entrega dos apartamentos do primeiro condomínio, Nova Ipanema, a Barra da Tijuca conquistou a maioridade e transformou-se em lugar de trabalho, moradia e diversão. "Resolvo tudo por aqui", diz a empresária Angela Tavares Araujo de Souza, que está no bairro há 25 anos e construiu uma vida praticamente contida entre o Recreio dos Bandeirantes, onde funciona sua empresa, e o Elevado do Joá. "Quando cheguei, o comércio por aqui se resumia ao Carrefour. Hoje não preciso passar pela Zona Sul nem quando vou para o aeroporto." Angela não está sozinha.

Com grandes empresas, escolas de primeira linha como a Britânica, a Suíço-Brasileira e a Santo Agostinho, opções de lazer e o comércio mais diversificado da cidade, a Grande Barra é cada vez mais uma cidade dentro da cidade. Hoje responde por 80% dos lançamentos imobiliários do Rio e arrecada 20% do IPTU de todo o município. Se a oferta de imóveis é grande, a procura também vem crescendo. Desde que empresas como Vivo, Nokia, Amil, Unimed e TIM começaram a mudar sua sede para a Barra, muitos de seus funcionários preferiram migrar a enfrentar os famosos engarrafamentos. "Antes de mudar, minha vida virou um caos", afirma Robson Szigethy, diretor de projetos da Amil, que deixou Niterói para o condomínio Mundo Novo. "Perdia três a quatro horas no trânsito, tempo em que eu poderia praticar esporte, fazer um curso ou curtir a família." Robson agora vive a cinco minutos do trabalho e tem tempo de sobra para jogar tênis nas quadras do condomínio onde mora. "Até seis anos atrás, a Barra era um grande centro de lazer e compras. Agora, virou um grande pólo gerador de empregos", diz Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra, que há três meses não cruza a Zona Sul.

Nos últimos quinze anos, a população do bairro dobrou, como reflexo da expansão imobiliária. Hoje são quase 220.000 moradores, a maioria vivendo em um de seus cinqüenta condomínios, espalhados por 165 quilômetros quadrados, área maior do que a cidade de Miami. Deverão ser 600.000 nos próximos quinze anos. Para comprar um botão não é mais preciso ir longe. Existem cinco grandes shoppings – o maior deles, o BarraShopping, comemora 25 anos – e outros 25 centros comerciais, segundo a Câmara Comunitária da Barra. Nem é preciso sair para ir ao cinema. Com 52 salas, é de longe o bairro mais bem equipado da cidade. Mas usar o carro é imprescindível. "Não tem jeito: a gente se movimenta 90% do tempo de carro. Pelo menos não há problema de estacionamento", diz o empresário Luiz Paulo Moura. A necessidade do automóvel para os deslocamentos mais corriqueiros reflete-se no índice de motorização, aferido no ano 2000 pelo Programa de Engenharia de Transportes da Coppe. São 800 carros para cada 1.000 habitantes, enquanto no resto da cidade a relação cai para 300 por 1.000. O arquiteto Afonso Kuerner, um dos pioneiros do bairro, lembra que o projeto de Lúcio Costa tinha inspiração no modernismo urbanístico. "Ele privilegiava o uso do automóvel em detrimento da vida de bairro como a gente conhecia", afirma. Denise Oliveira, esposa do ex-jogador de futebol Bebeto e ex-moradora da Tijuca, concorda. "Aqui você tem um modo de vida completamente diferente do que existe no resto da cidade. Gosto, mas sinto falta de andar pela rua." Seu filho mais velho, Roberto Newton, nascido e criado no bairro, adora. "Aqui tem tudo, praia e shopping. O que mais precisa?" Mas a irmã Sthefany prefere Ipanema e confessa uma falta de hábito típica de quem foi criada sobre rodas. "Tenho medo de atravessar a rua."

Um modo diferente de viver que atrai adeptos. "Os compradores buscam segurança, lazer, serviços opcionais e paisagismo. Eles querem se desestressar, ter acesso a academia de ginástica e spa. E aqui na Barra há mais espaço para oferecer tudo isso", diz o construtor Rogerio Zylberstajn. E, curiosamente, compras recentes têm sido efetuadas por gente que já estava no bairro. Pesquisa da administradora de imóveis Basimóvel indica que 40% dos compradores de apartamentos da Península já moram na Barra. "Nos nossos lançamentos, 75% das fichas cadastrais são preenchidas por moradores da própria Barra", conta Luiz Henrique Rimes, diretor da Gafisa. Mas também há atrativos para quem considera mudar de região. "Aqui você ainda pode comprar mais por menos", diz Alexandre Fonseca, da Basimóvel. O metro quadrado de um apartamento novo na Barra custa de 2.300 a 10.000 reais, valor de um lançamento na Avenida Sernambetiba. A arquiteta Monique Granja decidiu trocar, há dois anos, seu apartamento na Praça Eugênio Jardim, em Copacabana, por um dúplex no edifício Paradiso, um dos primeiros prédios concluídos na região conhecida como Península, vendida pelas imobiliárias como uma espécie de "Urca da Barra". "A princípio, fiquei indecisa. Mas, quando cheguei, me encantei com o entorno. Acordo com passarinhos e nessa lagoa tem até jacaré. É surreal", diz Monique, que costuma relaxar em sua varanda ao entardecer tomando uma caipivodca. Ela ganhou também um pé-direito alto suficiente para acomodar uma grande tela de Daniel Senise. "Isso nunca seria possível na Zona Sul." No bairro do automóvel, Monique é uma exceção. Não dirige. "Mas não sinto a menor falta. Uso táxis e, agora que estou perto dos meus clientes e fornecedores, gasto muito menos tempo e dinheiro em deslocamentos", garante.

Gente como Monique não se ressente sequer da falta de carioquice do bairro, um defeito que costuma ser apontado por quem vive do outro lado do túnel. Não é preciso ir longe nem para comer um daqueles sanduichões do Cervantes ou matar a saudade da pizzaria Guanabara. Os dois bares já têm filiais na Barra. O Conversa Fiada, um dos mais bem-sucedidos botecos de grife da cidade, teve sua origem no centro comercial Condado de Cascais. "Percebi que as pessoas que foram morar na Barra estavam carentes de um boteco que conservasse a essência carioca. Resolvi apostar na geração que foi criada na Zona Sul e migrou para o bairro", diz André Silva, um dos sócios do Conversa. A aposta deu certo. Hoje a rede tem sete casas na cidade. Para o ano que vem, André planeja abrir mais uma filial, desta vez no Recreio. E até um pedaço da Lapa a Barra ganhou. Há quase um ano, funciona a casa de samba Bom Sujeito, aprovada por sambistas tradicionais. Monarco, Noca da Portela e Eliane Faria estão entre as atrações da programação do mês. Beth Carvalho e Dona Ivone Lara comemoraram seus aniversários lá. César Mariano, dono da casa, conta que faltava no bairro uma opção para quem gosta de música brasileira. "Um estudo do Sebrae mostrou que 60% dos freqüentadores da Lapa vinham da Zona Sul e da Barra", afirma.

Como resultado da crescente auto-suficiência do bairro, surgiu nos condomínios uma geração que tem pouca familiaridade com o resto da cidade. Carlos Felipe de Souza, 16 anos, nascido e criado no bairro, vive no Santa Marina, um condomínio de casas na Avenida das Américas. "Não conheço nada da Zona Sul. Se me largarem lá, não sei voltar", confessa. Já ouviu falar em Avenida Presidente Vargas, mas acha que é uma das principais vias da Zona Sul. Santa Teresa? "É uma rua?" Sua irmã Karina, de 23 anos, que fez economia na Uerj, sofreu para se adaptar ao mundo com esquinas. "Eu me sentia uma estranha. Meus colegas falavam de lugares que eu não tinha a menor idéia de onde ficavam. Quando as aulas começaram, minha mãe precisou me acompanhar até a Uerj durante uma semana", lembra. A analista de sistemas Roberta Torres Homem da Fonseca, 39 anos, chegou ao bairro pequena, com os pais, e agora cria dois filhos adolescentes no mesmo condomínio onde morou, o Barramares. "Querendo ou não, eles acabam vivendo numa bolha. Por isso, já levei os meninos para andar de metrô e de ônibus na Zona Sul. Achei importante que eles conhecessem a vida normal", reconhece. A necessidade de integrar as crianças da Barra ao resto da cidade foi constatada até em sala de aula. O Colégio Centro Educacional Espaço Integrado (CEI), que funciona há catorze anos, costuma promover excursões ao Centro e a bairros da Zona Sul. "Uma das preocupações é mostrar aos alunos que o Rio não é só a Barra da Tijuca. Que existem outras realidades que eles precisam conhecer", observa Luciana Soares, diretora pedagógica da escola. Uma pesquisa realizada pelo Rio Design Barra revelou que o morador se orgulha do lugar escolhido para viver e se ressente do que considera uma implicância dos moradores de outros bairros. "Meus amigos da Zona Sul reclamam que a Barra é longe", diz a médica Patrícia Valle, que mora com o marido e dois filhos no condomínio Ocean Front, na Sernambetiba. "E eu me pergunto: longe de quê?"

*Colaborou Carlos Henrique Braz

Fonte: http://veja.abril.com.br/vejarj/151106/capa.html
 

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Como resultado da crescente auto-suficiência do bairro, surgiu nos condomínios uma geração que tem pouca familiaridade com o resto da cidade. Carlos Felipe de Souza, 16 anos, nascido e criado no bairro, vive no Santa Marina, um condomínio de casas na Avenida das Américas. "Não conheço nada da Zona Sul. Se me largarem lá, não sei voltar", confessa. Já ouviu falar em Avenida Presidente Vargas, mas acha que é uma das principais vias da Zona Sul. Santa Teresa? "É uma rua?" Sua irmã Karina, de 23 anos, que fez economia na Uerj, sofreu para se adaptar ao mundo com esquinas. "Eu me sentia uma estranha. Meus colegas falavam de lugares que eu não tinha a menor idéia de onde ficavam. Quando as aulas começaram, minha mãe precisou me acompanhar até a Uerj durante uma semana", lembra. A analista de sistemas Roberta Torres Homem da Fonseca, 39 anos, chegou ao bairro pequena, com os pais, e agora cria dois filhos adolescentes no mesmo condomínio onde morou, o Barramares. "Querendo ou não, eles acabam vivendo numa bolha. Por isso, já levei os meninos para andar de metrô e de ônibus na Zona Sul. Achei importante que eles conhecessem a vida normal", reconhece. A necessidade de integrar as crianças da Barra ao resto da cidade foi constatada até em sala de aula. O Colégio Centro Educacional Espaço Integrado (CEI), que funciona há catorze anos, costuma promover excursões ao Centro e a bairros da Zona Sul. "Uma das preocupações é mostrar aos alunos que o Rio não é só a Barra da Tijuca. Que existem outras realidades que eles precisam conhecer", observa Luciana Soares, diretora pedagógica da escola.
Isso é normal, nao só na Barra mas na cidade inteira em geral. O Rio é uma cidade geograficamente muito dividida... as grandes áreas do Rio (Zona Oeste, Zona Sul e Zona Norte) estao separadas e sao quase auto suficientes.... Sou da Zona Norte, e conheço um monte de gente da Zona Sul que nao conhece nada do resto da cidade, que nao sabe onde é a Tijuca ou Vila Isabel, que praticamente nunca foi no Centro, essas coisas... O Rio não é só Barra da Tijuca, mas também não é só Zona Sul... existe aquele "mito" de que a verdadeira alma carioca reside na Zona Sul, mas o Rio é muito maior do que isso
 

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Eu tinha uma amiga que estudava na Barra e morava em Jacarepaguá e só tinha ido ao centro uma única vez na vida!!! É impressionante. As zonas do Rio se comportam como cidades a parte. É tudo muito longe geograficamente.
Apesar disso, o centro do Rio é o único lugar que ainda une a população.
A "cidade" da Barra é onde mais vemos essa separação. Cada vez mais auto-suficiente e distante do resto da cidade. Conheci muitos jovens de condomínio....é um mundinho muito pequeno. Dá até medo.
 

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Eu tinha uma amiga que estudava na Barra e morava em Jacarepaguá e só tinha ido ao centro uma única vez na vida!!! É impressionante. As zonas do Rio se comportam como cidades a parte. É tudo muito longe geograficamente.
Apesar disso, o centro do Rio é o único lugar que ainda une a população.
A "cidade" da Barra é onde mais vemos essa separação. Cada vez mais auto-suficiente e distante do resto da cidade. Conheci muitos jovens de condomínio....é um mundinho muito pequeno. Dá até medo.
Foi em 88 que houve um projeto de emancipação da Barra?
Se a situação chegou a esse ponto, é porque a Barra já tem vida própria.

Cidades muito grandes ou muito pequenas (populacional ou geograficamente) são por natureza ingovernáveis (se muito grandes) ou inviáveis (se muito pequenas, há exceções).
 

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:)
Muito legal essa reportagem Vinicius! Valeu por colocar o link deste teu thread lá no meu novo thread de fotos garimpadas da Barra que fiz ontem. Assim ajudará o pessoal a ter uma noção melhor sobre a evolução e o modo de vida do bairro.

Acho que essas pessoas mais alienadas da Barra que nunca foram às outras partes da cidade e nem sequer sabem atravessar a rua, ou que tem medo de sair da Barra, são apenas uma pequena parcela dos moradores de lá. São apenas alguns dos moradores que vivem nos condomínios luxuosos gigantes e quase auto-suficientes que há por lá. Alguns até tem um mini-centro de compras dentro. Mas a Barra não é formada só por mega condomínios luxuosos, existem condomínios mais modestos, bem como uma gigantesca área com prédios de 3 andares e casas/residências individuais/unifamiliares, como no sub-bairro da Barra conhecido como Jardim Oceânico.

Até comentei com os foristas de POA num outro thread que queria que algo assim fosse feito no extremo sul de POA. Lá o que é mata nativa já está praticamente tudo protegido por uma reserva ecológica. Então, o que sobrou é sítio ou mato mesmo. E o lago é bem limpo lá. Não queria que simplesmente copiassem a Barra e sua arquitetura, muito menos a Estátua da Liberdade do NYCC (apesar de ter, ao contrário de muita gente, gostado bastante dela :lol:. Afinal, não é uma estátua do Bairro em si e, sim, apenas o ornamento da fachada de um shopping, nada de mais pra mídia ter dado tanto pano pra manga :eek:hno:), mas acho que há muitas semelhanças no que foi a Barra antigamente e o que ainda é o extremo sul de POA hoje. Daria perfeitamente pra dividir o extremo sul de POA em um bairro gigante dividido em sub-bairros planejados, um com torres residenciais; um com torres comerciais e centros empresariais; um com shoppings, comércio, lazer, escolas, universidades e hospitais; um com prédios baixinhos e casas unifamiliares; bem como um com uma reserva constituída de uma grande área verde. Nesse sentido que acho que a Barra é exemplo. Poderíamos aprender muito com os erros e acertos da Barra. Pena que a PMPOA não pensa assim...

Abração e parabéns para o Rio e para a Barra! Para mim há qualidade de vida sim do outro lado do túnel do Joá!:)
 

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Foi em 88 que houve um projeto de emancipação da Barra?
Se a situação chegou a esse ponto, é porque a Barra já tem vida própria.

Cidades muito grandes ou muito pequenas (populacional ou geograficamente) são por natureza ingovernáveis (se muito grandes) ou inviáveis (se muito pequenas, há exceções).
Sim, houve um plebiscito em 1988 para decidir se a Barra continuava ou não a fazer parte do Rio. Foi um fracasso, visto que esse plebiscito foi articulado por grandes empresários com interesse na região e não pela população do bairro. Foi um fiasco e ninguém nunca mais falou sobre isso.
 

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:)
Acho que essas pessoas mais alienadas da Barra que nunca foram às outras partes da cidade e nem sequer sabem atravessar a rua, ou que tem medo de sair da Barra, são apenas uma pequena parcela dos moradores de lá. São apenas alguns dos moradores que vivem nos condomínios luxuosos gigantes e quase auto-suficientes que há por lá.
Concordo totalmente. Moro num dos condomínios de prédios da Barra desde meus 6 anos de idade e, realmente, quando era pequeno, saía pouquíssimo da Barra. Mas depois de algum tempo vi que algumas coisas eu só poderia achar no Centro/Zonal Sul, como museus, parques, os melhores restaurantes, etc. Comecei a circular pela cidade toda e passei a aproveitar o melhor dos dois mundos. A qualidade de vida da Barra é inigualável, mas no quesito transportes estamos beeem mal. Os ônibus apenas dão pro gasto.

Bom, apesar de tudo isso, quando for morar sozinho preferirei a ZS. A Barra, na minha opinião, é muito família.
 

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+ Metrô == - Isolamento??

Esse isolamento geográfico das 5 grandes regiões que compõem o Grande Rio (Centro, ZN, ZS, Barra, Niterói/S. Gonçalo e Baixada) é absurdamente agravado pelo saturamento das poucas vias que ligam essas regiões.

Sem a implantação das linhas de metrô cruciais, a saber:

- Linha 3 -> S. Gonçalo - Niterói ao Centro;

- Linha 4 -> Barra ao Centro;

- Linha 6 -> Barra ao Aeroporto, via Zona Norte, integração Baixada (Supervia)

sem essas 3 linhas essenciais, o Rio vai continuar fragmentado, pois a população não tem mobilidade, como ficou bem claro na reportagem da Veja.
 

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South Miami

Hehehe, lembro-me que vários escritores sugeriram, à epoca do tal referendo, que o nome da nova cidade fosse "South Miami".. :)

De fato, a arquitetura do bairro lembra muito as cidades estadunidenses, com seu modelo que privilegia o automóvel. Brasília sofre de algo semelhante.
 

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Essa matéria é bem velhinha heheh já tinha a lido na vejinha....aliás tem uma foto da Barra linda nessa edição. A foto é essa só que maior:



Quem tiver a revista e puder scannear a foto.....
 

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^^ nossa, mas essa foto ta totalmente deturpada! A lagoa alagou quase tudo... haha.. nao, pior, nao foi alagamento, foi deslocamento.. olha onde ta a peninsula... q porra eh essa?
 

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(...) A qualidade de vida da Barra é inigualável, (...)
Pior q jah ouvi mto isso.. tem um pessoal q se muda pra lah e nao troca mais. Sempre falam q a qualidade de vida eh inigualavel... Ate o Minzuck q se mudou de SP pra Barra e falou essa msma frase...
 

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Então SEPARATISMO na Barra. Mov. a barra é minha cidade está muito forte.
 

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^^

Não está. Aliás, não existe nenhum movimento de emancipação da Barra. Somos uma cidade feliz e unida. :D
 

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^^

Não está. Aliás, não existe nenhum movimento de emancipação da Barra. Somos uma cidade feliz e unida. :D
:) Estou brincando né Vinícius, é que achei os argumentos parecidos.Se todo grande bairro fosse se separar o Brasil ia explodir de municípios.
 

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Discussion Starter · #18 ·
^^

Está certo. A sua frase ficou um pouco confusa. Pensei que você estivesse perguntando. :)
 

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Esqueci de comentar no meu post anterior que eu acho que a Barra provavelmente deve ser um fenômeno único no Brasil. Nunca ouvi falar de um bairro de uma cidade aqui no país que crescesse tão rápido e nessas proporções.. É a nossa Dubai!:lol:


Só falta o metrô mesmo..

Vi numa reportagem que a infraero queria aumentar a pista do Aeroporto de Jacarepaguá por causa do Pan, para colocar alguns vôos extras da ponte aérea, mas que o prefeito Cesár Maia não autorizou a obra. Isso ia acabar com a tranqüilidade dos moradores, mas seria uma boa para os executivos que precisam ir rápido da Barra pra SP... Embora, é claro, o Galeão continue lá bem vazio, o que não justificaria novos investimentos da Infraero... Mas come era dela mesma a iniciativa de fazer a obra...

Ah, e parabéns de novo Vinicius pela reportagem! Era uma reportagem assim com essa abordagem que eu esperava poder ver a horas sobre a Barra!:)
 

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Rumo ao fim do mundo!
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Isso é normal, nao só na Barra mas na cidade inteira em geral. O Rio é uma cidade geograficamente muito dividida... as grandes áreas do Rio (Zona Oeste, Zona Sul e Zona Norte) estao separadas e sao quase auto suficientes.... Sou da Zona Norte, e conheço um monte de gente da Zona Sul que nao conhece nada do resto da cidade, que nao sabe onde é a Tijuca ou Vila Isabel, que praticamente nunca foi no Centro, essas coisas... O Rio não é só Barra da Tijuca, mas também não é só Zona Sul... existe aquele "mito" de que a verdadeira alma carioca reside na Zona Sul, mas o Rio é muito maior do que isso
É, e em todas as cidades grandes tem isso.. aqui em sp n consideram a zl, em brasilia so consideram o plano, enfim...
 
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