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Ferrovia será construída no Norte de MG a partir de 2012
Descoberta de minério na região força necessidade do modal



Publicado no Jornal OTEMPO em 20/10/201010


Uma grande ferrovia começa a ser construída no Norte de Minas Gerais a partir de 2012, com custo inicial estimado de R$ 1 bilhão. "Os recursos seriam dos cofres do Estado e de organismos internacionais", informou o subsecretário do setor minero metalúrgico e política energética de Minas Gerais, Paulo Sérgio Ribeiro. A previsão é que a ferrovia ligue o norte do Estado até a Estrada de Ferro 354 (Transcontinental), em Ilhéus, na Bahia.

Ribeiro confirmou o projeto após o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, informar sobre a construção da ferrovia, em Grão Mogol, a 551 km de Belo Horizonte, durante o seminário "Oportunidades de investimentos em cidades mineradoras de Minas Gerais", promovido pela Usiminas e pela revista "Fato Relevante", ontem, em Belo Horizonte. Ele afirmou que a ferrovia vai atender a Votorantim e Miba, que estão investindo em jazidas de minério de ferro em Grão Mogol e Rio Pardo de Minas, na região.

O governo do Estado vai contratar uma empresa internacional para fazer o estudo de viabilidade econômica do projeto, que vai demorar dois anos para ficar pronto. "O estudo inclui alternativas de interconexão da ferrovia, melhor traçado, implantação e transporte ferroviário", explicou Ribeiro.

O subsecretário informou que além do minério de ferro, a ferrovia vai escoar também a produção agrícola da região, a silvicultura e rochas ornamentais. "E tem a descoberta do gás na bacia do São Francisco, que se estende até o Noroeste de Minas Gerais, com um potencial energético disponível", acrescentou.

O estudo vai mostrar ainda qual a melhor saída logística para o transporte ferroviário da produção local, incluindo as regiões Norte, Vale do Jequitinhonha, Mucuri e parte do Rio Doce.

A ferrovia, de acordo com o subsecretário Paulo Ribeiro, não terá menos do que500 km. "Serão grandes traçados, com raio de curvatura para ter velocidade média de 80 km por hora no trajeto", calculou. Por enquanto, o governo planeja fazer o estudo e depois convidar as empresas que estão se instalando na região a participarem do projeto.

O prefeito de Grão Mogol, Jeferson Augusto de Figueiredo, também confirmou a construção da estrada de ferro no município. A cidade, com apenas 15 mil habitantes, assiste à finalização da sondagem de minério de ferro das empresas para verificação do volume do minério e a qualidade. O espaço guarda reservas estimadas em 20 bilhões de toneladas de minério de ferro.

"Em uma reunião que tivemos com empresários do grupo Votorantim no Palácio da Liberdade, o governo disse que a opção melhor era a construção da estrada de ferro", lembrou. Também foi aventada a construção de um mineroduto para escoar a produção local.

Além da extração de minério de ferro, o prefeito de Grão Mogol informou que a região detém o maior maciço florestal do Estado, com mais de 300 mil hectares de eucaliptos. "Temos ainda o quartzo, que é levado para ser beneficiado em Bocaiúva e Capitão Enéas", acrescentou.

Siderúrgicas. Com a estrada de ferro, o prefeito de Grão Mogol acredita na implantação de siderúrgicas na região, para agregar valor ao minério de ferro extraído na região. "E não somente levar o valor bruto para ser industrializado em outro lugar", disse.


Link: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=153929,OTE&IdCanal=5
 

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Rômulo
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Notícia muito boa!!!

Grão Mogol fica a 150 km de Montes Claros que já tem ferrovia (FCA) com acesso as Siderúrgicas e ao porto de Tubarão via EFVM/VALE.

Mas não sairia mais barato readequar a velha Bahia-Minas de Montes Claros até Corinto do que construir 500 km de uma nova ferrovia?
 

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Discussion Starter · #4 ·
Notícia muito boa!!!

Grão Mogol fica a 150 km de Montes Claros que já tem ferrovia (FCA) com acesso as Siderúrgicas e ao porto de Tubarão via EFVM/VALE.

Mas não sairia mais barato readequar a velha Bahia-Minas de Montes Claros até Corinto do que construir 500 km de uma nova ferrovia?
Mapa ferroviário de MG (tá ruim)




Parece-me que essas jazidas ficam bem mais ao norte de MG quase fronteira da Bahia, não sou expert em ferrovias mas o mais lógico seria mesmo uma nova ferrovia ligando ao litoral baiano...Seria talvez através de PPP...isso se N empecilhos não brecarem essa tal ferrovia...

E essa ferrovia Bahia-Minas (usando seu antigo nome) ainda está em funcionamento...uma das poucas que as ditaduras militares não sucatearam ainda na década de 60/70 justamente por motivos estratégicos (única ligação ferroviária entre o Sudeste e o Nordeste) e se não me engano é explorada pela ferrovia Centro-Atlântica.
 

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ontogeny recapitulates...
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Notícia muito boa!!!

Grão Mogol fica a 150 km de Montes Claros que já tem ferrovia (FCA) com acesso as Siderúrgicas e ao porto de Tubarão via EFVM/VALE.

Mas não sairia mais barato readequar a velha Bahia-Minas de Montes Claros até Corinto do que construir 500 km de uma nova ferrovia?
^^ Talvez a ideia seja evitar as já saturadas EFVM e Ferrovia do Aço, dessa forma priorizando a conexão com a futura ferrovia Leste-Oeste.
 

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Discussion Starter · #6 ·
^^ Talvez a ideia seja evitar as já saturadas EFVM e Ferrovia do Aço, dessa forma priorizando a conexão com a futura ferrovia Leste-Oeste.
Exato! E a EFVM pertence integralmente à Vale e como voce disse já está saturadíssima transportando minério de ferro do centro de MG para o litoral do ES.
 

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on the road
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Está aí um bom exemplo de pré-projeto ferroviário: investimento público nas vias, sem qualquer ingerência em operadores de tráfego. O Estado constroi a infra-estrutura e quem quiser roda trens ali, como se fosse uma rodovia federal/estadual pedagiada.
 

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Notícia muito boa!!!

Grão Mogol fica a 150 km de Montes Claros que já tem ferrovia (FCA) com acesso as Siderúrgicas e ao porto de Tubarão via EFVM/VALE.

Mas não sairia mais barato readequar a velha Bahia-Minas de Montes Claros até Corinto do que construir 500 km de uma nova ferrovia?
A ferrovia que passa em Corinto e Montes Claros é a linha do Centro da EFCB, o que dá a atender é que essa ferrovia vai ligar alinha do centro (pouco cima de MOC até G. Valadares passando pelo Vle. do Jequitinhonha.
 

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Mapa ferroviário de MG (tá ruim)




Parece-me que essas jazidas ficam bem mais ao norte de MG quase fronteira da Bahia, não sou expert em ferrovias mas o mais lógico seria mesmo uma nova ferrovia ligando ao litoral baiano...Seria talvez através de PPP...isso se N empecilhos não brecarem essa tal ferrovia...

E essa ferrovia Bahia-Minas (usando seu antigo nome) ainda está em funcionamento...uma das poucas que as ditaduras militares não sucatearam ainda na década de 60/70 justamente por motivos estratégicos (única ligação ferroviária entre o Sudeste e o Nordeste) e se não me engano é explorada pela ferrovia Centro-Atlântica.
A Bahia-Minas seguia de Teofilo Otoni até o sul da Bahia, ela foi completamente extinta, a linha mostrada no mapa é a linha do Centro da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB) que seguia por BH passava por M. Claros onde encontrava coma a linha da EFVLB (Estrada de ferro viação do leste Brasileiro).
 

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Discussion Starter · #12 ·
Esse trecho pontilhado em azul é a tal Ferrovia do Aço que não existe ainda ( e creio que pelo menos não existirá à médio e longo prazo pois não se fala nela mais



Ah e cometi um erro dizendo que Grão Mogol fica bem ao norte de MG quase fronteira com Bahia...não fica muito ao norte não e é mais pro lado do Jequitinhonha. Quem fica mais ao norte mesmo é a cidade de Porteirinha em que tambem descobriram uma jazida de minério de ferro.
 

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Esse trecho pontilhado em azul é a tal Ferrovia do Aço que não existe ainda ( e creio que pelo menos não existirá à médio e longo prazo pois não se fala nela mais



Ah e cometi um erro dizendo que Grão Mogol fica bem ao norte de MG quase fronteira com Bahia...não fica muito ao norte não e é mais pro lado do Jequitinhonha. Quem fica mais ao norte mesmo é a cidade de Porteirinha em que tambem descobriram uma jazida de minério de ferro.
O trecho pontilhado é parte da Ferrovia do aço que não foi concluído, o trecho verde foi inaugurado em 1989 peelos excelentíssimos Sarney(presidente) e Newton Cardoso(Governador)
 

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on the road
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A EFVM opera com 70% de sua capacidade mesmo na safra de grãos
Devido às características operacionais intrínsecas do sistema ferroviário, uma utilização de 70% já é bastante elevada. É suicídio de engenharia de tráfego pensar em operar uma ferrovia de acesso aberto e uso múltiplo como aquele com mais de 80, 85% de utilização.
 

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Marquês do Seridó
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Concordo com o Suburbanist. Além do mais, é ingênuo pensar que esta ferrovia tem como caráter simplesmente dar vazão ao minério de ferro. Lembrem-se de que o Vale do Jequitinhonha é tachado como a região mais miserável do Brasil. Creio que o objetivo desta ferrovia, mais do que suprir uma necessidade não atendida pela Vitória-Minas, seria oferecer um base de desevolvimento à região. Além de consolidar novos pólos logísticos emergentes, como é o caso de Ilhéus. Esta ferrovia podia muito bem também ser utilizada para escoar a produção de grãos do crescente pólo de agronegócios que vem se instalando em Pirapora, Unaí e região... Que os secretários do Anastasia tanto propagam como "a última fronteira agrícola do país".

Mais do que saber se a Vitória-Minas ou a FCA aguentam ou não o transporte, temos de pensar nesses recursos que vem se apresentando - grãos em Pirapora, ferro em Grão Mogol ou gás natural em Três Marias - como chances para o desenvolvimento econômico local. É aí que entra o papel desta nova ferrovia.
 

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Concordo com o Suburbanist. Além do mais, é ingênuo pensar que esta ferrovia tem como caráter simplesmente dar vazão ao minério de ferro. Lembrem-se de que o Vale do Jequitinhonha é tachado como a região mais miserável do Brasil. Creio que o objetivo desta ferrovia, mais do que suprir uma necessidade não atendida pela Vitória-Minas, seria oferecer um base de desevolvimento à região. Além de consolidar novos pólos logísticos emergentes, como é o caso de Ilhéus. Esta ferrovia podia muito bem também ser utilizada para escoar a produção de grãos do crescente pólo de agronegócios que vem se instalando em Pirapora, Unaí e região... Que os secretários do Anastasia tanto propagam como "a última fronteira agrícola do país".

Mais do que saber se a Vitória-Minas ou a FCA aguentam ou não o transporte, temos de pensar nesses recursos que vem se apresentando - grãos em Pirapora, ferro em Grão Mogol ou gás natural em Três Marias - como chances para o desenvolvimento econômico local. É aí que entra o papel desta nova ferrovia.


Continuação da EFVM?


construção 2012, 2013? Quando fica pronta?
Proponho que leiam a reportagem antes de fazer comentários ou perguntas desnecessárias.
 

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Devido às características operacionais intrínsecas do sistema ferroviário, uma utilização de 70% já é bastante elevada. É suicídio de engenharia de tráfego pensar em operar uma ferrovia de acesso aberto e uso múltiplo como aquele com mais de 80, 85% de utilização.
Hahahahaha, você anda lendo a cartilha errada, deve ser da C.E.T.:lol:
 
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