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Urbanismo
10 soluções para 10 chagas urbanas
ITAMAR MELO* JORNAL ZERO HORA 17/06/2007



Existem problemas que atravessam tantas gerações sem encontrar solução que começam a parecer parte inseparável da paisagem. As cidades brasileiras estão repletas de exemplos. Pichações, sujeira nos espaços públicos, meninos de rua ou desrespeito às faixas de segurança atacam os centros urbanos de norte a sul do país como se fossem uma doença incurável. O que fazer para solucionar problemas que parecem não ter solução? Zero Hora selecionou 10 chagas urbanas e propôs a especialistas o desafio de responder a essa pergunta. Também foi atrás de exemplos de quem obteve êxito ao se defrontar com algumas das situações que mais enervam os brasileiros. O resultado está nas páginas a seguir.

Fila dupla

O problema

Além de ser proibido, o estacionamento em fila dupla eleva o risco de acidentes e gera congestionamento. Calcula-se que um carro parado na pista reduza a capacidade de fluxo na via em 2 mil veículos por hora. O fenômeno tem hora e local marcados para ocorrer: os horários de entrada e saída de estabelecimentos de ensino, quando as escolas são sitiadas por automóveis.

Uma proposta

Os pais param os veículos em fila dupla nas escolas porque há escassez de vagas para estacionamento. Mauri Panitz, professor de engenharia de trânsito da Fundação Irmão José Otão, defende que as prefeituras formulem planos diretores de trânsito com políticas para estacionamento.

Segundo Panitz, o plano deve prever a criação de vagas em edifícios-garagem e no subsolo. Também deve haver estímulo para edificações que tiverem mais vagas do que as que necessitam e para escolas com estacionamento.

Uma boa experiência

O motorista da Capital pode considerar o trecho da Avenida Ipiranga junto à PUCRS um dos mais congestionados, mas se tiver boa memória reconhecerá que a situação já foi pior. Até a metade da década de 90, havia um único acesso para o estacionamento da universidade, e os veículos aguardavam o momento de entrar formando filas na via.

Como o número de vagas era restrito, parte dos estudantes manobrava para estacionar sobre o canteiro central. Havia ainda filas duplas para largar ou apanhar alunos.

A universidade arejou o tráfego investindo em estacionamento (foto abaixo) e em medidas de engenharia de trânsito. As 900 vagas oferecidas cresceram para cerca de 4,3 mil. Foi construída uma passarela e criada uma área de embarque e desembarque. A universidade também doou um terreno para a abertura de uma rua, o que facilitou os acessos.

Centro degradado

O problema

A população de Porto Alegre cresceu 26% a partir de 1980, mas houve um bairro onde ela declinou: o Centro. A região com maior densidade de edificações na cidade perdeu 15 mil habitantes. Antes um elegante cartão de visitas dos gaúchos, o Centro virou uma zona degradada, de prédios vazios e ruas cheias, tomadas pelo comércio informal, pelos mendigos e pela criminalidade. A situação não é uma peculiaridade local. A degradação das áreas centrais foi uma epidemia que atingiu as principais cidades brasileiras.

Uma proposta

A conversão de prédios degradados em moradias para a população de baixa renda vem sendo apresentada como uma das melhores alternativas para a recuperação das áreas centrais. Especialistas como o arquiteto Renato Cymbalista, coordenador da área de urbanismo do Instituto Pólis, defendem que trazer novos moradores pode fazer áreas despovoadas renascerem.

- Hoje, o grande desafio das cidades é encontrar um lugar para os pobres. Ele estão nas periferias, onde falta estrutura. Em paralelo, temos áreas centrais que se esvaziaram e nas quais há a melhor infra-estrutura - observa.

Para a idéia funcionar, são necessários programas governamentais de financiamento habitacional.

Uma boa experiência

A recuperação de imóveis degradados em moradia para pessoas de baixa renda é uma realidade desde o final de 2000 na áreas centrais de capitais como Porto Alegre, João Pessoa, Natal, Recife, São Luís, Belém e Rio de Janeiro. Nessas cidades, a Caixa Econômica Federal implantou o Programa de Arrendamento Residencial, pelo qual imóveis são reformados e repassados a famílias com renda de até seis salários mínimos.

Na Capital, já foram recuperados cinco prédios, nos quais vivem hoje 309 famílias. Os imóveis, muitas vezes comerciais, são comprados pela Caixa e adaptados para moradia.

Desmanches

O problema

Investigações apontam que uma parte considerável do roubo e do furto de carros é alimentada pela existência de uma indústria criminosa de ferros-velhos. Em um dos esquemas, os desmanches adquirem legalmente carros acidentados e depois encomendam o roubo de veículos de um mesmo modelo, para vender suas peças como se elas fossem do carro comprado legalmente.

Uma proposta

O deputado federal Paulo Pimenta, da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, propõe a proibição do comércio de autopeças usadas no país como forma de evitar que desmanches continuem a fomentar o furto e o roubo de veículos.

- O desmanche como revendedor de peças não existe em lugar nenhum do mundo - diz Pimenta.

A proposta já foi apresentada por Pimenta à Subcomissão do Aumento do Roubo e Furto de Veículos, mas não obteve aprovação. Agora, voltou a ser discutida no Congresso. Se adotada, evitaria que desmanches encomendassem o furto de veículos para revender as peças como se fossem de carros acidentados adquiridos legalmente. Outra proposta é a de ampliar o número de autopeças com identificação de fábrica.

Uma boa experiência

No Paraná, uma lei para disciplinar o comércio de autopeças usadas inibiu o roubo de veículos. Em vigor desde 2004, a legislação determina que os carros permaneçam em sua forma original nos desmanches e que as peças sejam removidas apenas no momento da venda. A cada componente retirado, o automóvel e a peça devem ser fotografados. As fotos e as notas fiscais referentes a cada transação ficam arquivadas na pasta correspondente ao veículo.

O sistema facilita a fiscalização e dificulta o comércio de peças de veículos furtados como se elas fossem de um carro comprado legalmente. O delegado de polícia e ex-deputado estadual Mário Sérgio Bradock, autor da lei, diz que os roubos de veículo caíram pela metade no Paraná.

Lixo nas ruas

O problema

Habituado à sujeira nas ruas, o brasileiro passou a considerar o lixo uma realidade inevitável. É preciso alguém de fora para colocar o dedo na ferida. Uma pesquisa entre turistas revelou que a falta de limpeza era considerada pelos visitantes um dos pontos fracos de Porto Alegre.

Uma proposta

Elisabeth Grimberg, coordenadora da área de ambiente urbano do Instituto Pólis, com sede em São Paulo, diz que os municípios deveriam criar sistemas de reaproveitamento de detritos. Ela propõe políticas para a separação do lixo e para a integração de catadores.

Uma boa experiência

Iniciativa da prefeitura de Rio Grande, cerca de mil contêineres de polipropileno, cada um com capacidade para mil litros, estão espalhados pelo Centro e por dois bairros, em uma ação que aprimorou o sistema de coleta de lixo. Os recipientes servem como grandes lixeiras.

Cambistas

O problema

No mês passado, dias antes da final da Liga dos Campeões da Europa entre Milan e Liverpool, os ingressos para a partida, com valor nominal de R$ 380, eram oferecidos a R$ 7 mil pelos cambistas. O episódio mostrou que o problema atinge até os eventos mais bem organizados. No Brasil, está disseminado e lesa o bolso de fãs de futebol, de música e de Carnaval.

Uma proposta

Ainda não há exemplo de quem tenha conseguido eliminar por completo a ação de cambistas. A solução definitiva - personalizar os ingressos e montar um sistema de identificação na porta do estádio - é considerada inexeqüível.

Mas há medidas que podem reduzir, e muito, o problema. A estratégia consiste em multiplicar ações que tornem fácil a vida do comprador e difícil a dos cambistas. Os bilhetes devem ser vendidos de diferentes formas e em muitos pontos, com antecedência, para facilitar o acesso do espectador e reduzir a venda e as filas na hora do espetáculo. Também se deve limitar o número de ingressos por CPF, controlar se um mesmo cartão de crédito está sendo usado mais de uma vez e observar se não há concentração de encomendas em um mesmo endereço.

Uma boa experiência

Uma receita está sendo testada na venda dos bilhetes para os próximos Jogos Pan-americanos, no Rio. Com 10 anos de experiência no ramo, a empresa Ticketronic Tecnologias e Sistemas conseguiu reduzir o número de ingressos que chegam às mãos dos cambistas.

O total de ingressos que podem ser adquiridos por CPF está limitado a seis. Para o caso de uma mesma pessoa tentar comprar com CPFs diferentes, existe controle dos cartões de crédito usados e dos endereços de entrega. Com o fim de que os ingressos sejam obtidos por quem realmente quer ver os jogos, foram criados, com antecedência, 20 pontos de venda, em todas as regiões da cidade. A aquisição também pode ser feita na Internet.

Desrespeito à faixa de pedestres

O problema

O Código de Trânsito Brasileiro é inequívoco: consiste em infração gravíssima o motorista não ceder a preferência ao pedestre que estiver na faixa de segurança. Mas qual é o brasileiro que se arrisca a tentar a travessia na faixa se houver algum carro em movimento por perto? Basta prestar atenção ao que ocorre nas vias do país para entender o porquê da cautela. Para os condutores, é como se as faixas não estivessem ali.

Uma proposta

Mauri Panitz, professor de engenharia de trânsito da Fundação Irmão José Otão, é contra culpar a falta de educação do motorista pelo desrespeito às faixas de pedestres. Para ele, o problema é a sinalização insuficiente.

- A sinalização é precária. Muitas vezes, o motorista não enxerga a faixa. Por isso, não basta pintá-la. A sinalização deve ser ostensiva. É necessário colocar placas aéreas e laterais e avisos no pavimento - diz.

Para que o condutor reduza a velocidade, Panitz defende a adoção de técnicas de efeito psicológico, como a instalação nas calçadas de obstáculos visuais - árvores e folhagens, por exemplo - que cortam a visão em profundidade do motorista.

Uma boa experiência

Motoristas que desrespeitam os pedestres nas faixas de segurança não são problema em Ijuí, no noroeste do Estado. O exemplo dado pelos mais velhos, aliado à orientação dos jovens em casa e na escola, faz com que os carros que circulam pela cidade parem ao primeiro passo das pessoas sobre as listras brancas no asfalto (foto abaixo).

O motorista de ônibus Paulo Felden, 35 anos, orgulha-se do respeito aos pedestres que caracteriza Ijuí e pretende repassar o exemplo à filha, Eduarda, de um mês e meio. Para ele, a orientação dos pais e das escolas é fundamental:

- Já trabalhei um tempo em uma cidade vizinha e lá ninguém parava na faixa. Aqui, está tão enraizado no dia-a-dia que até quem é de fora acaba se obrigando a respeitar. Minha filha vai aprender desde cedo.

Crianças nas sinaleiras

O problema

Na disputa pelos trocados do motorista que se desenrola nos principais cruzamentos do país, as crianças costumam ter o trunfo da compaixão que despertam. É esse o motor que leva para baixo das sinaleiras crianças que deveriam estar na escola. Às vezes exploradas como pedintes pelos próprios pais, elas trocam por algumas moedas a chance de um futuro melhor.

Uma proposta

O doutor em Ciências Sociais Cezar Honorato, presidente do Observatório Urbano do Estado do Rio de Janeiro, considera colocar crianças a pedir esmola na rua como uma das formas mais perversas de exploração. Para ele, a solução passa por penalizar os responsáveis.

Para pressionar os pais, Honorato propõe que a presença de crianças nas ruas leve ao cancelamento de benefícios de programas sociais. Para essa idéia funcionar, ele defende a integração dos bancos de dados dos diferentes programas, acompanhada por ações de fiscalização.

Uma boa experiência

Integrar ações isoladas em uma única rede de atendimento foi a receita adotada para reduzir o drama das crianças de rua na Região Metropolitana de João Pessoa (PB). No programa, órgãos públicos e entidades privadas de 14 municípios agem em sintonia para garantir que as crianças tenham o atendimento necessário para permanecer na escola (na foto acima, crianças em uma dessas iniciativas).

- Criamos um banco com as informações de cada uma das 600 crianças atendidas. Partimos do pressuposto de que não basta só levá-las à escola - diz Ana Maria Azevedo, coordenadora em Pernambuco, Paraíba e Alagoas do escritório do Unicef, que participa da rede.

Pichações

O problema

Nos próximos dias, a restauradora Alice Prati fará pela sétima vez em menos de dois anos a limpeza de pichações no Monumento a Bento Gonçalves, em Porto Alegre. Cada uma dessas higienizações custa pelo menos R$ 4,5 mil. Como a estátua da Avenida João Pessoa, milhares de outros monumentos, viadutos, pontes, prédios públicos, muros e estabelecimentos privados de todo o país são alvo freqüente das depredações por pichadores.

Uma proposta

Integrante da Frente contra as Pichações do Ministério Público Estadual, Alice Prati percorre escolas para dar palestras e atua na recuperação de monumentos pichados, mas está convencida de que não é isso que vai solucionar o problema de maneira definitiva. Ela defende leis severas para dar conta do desafio:

- O pichador precisa ser fichado e encaminhado para a Fase (Fundação de Atendimento Sócio-Educativo). Se for adulto, deve ser preso.

Uma boa experiência

Em seis anos, a prefeitura de São José dos Campos (SP) encaminhou à delegacia de polícia cerca de mil adolescentes pichadores apanhados em flagrante. Quatrocentos deles já cumpriram pena, trabalhando na limpeza de muros, prédios e monumentos pichados.

O programa, implantado em 2001, direcionou uma parte da guarda municipal para atuar exclusivamente no combate às pichações. Os agentes, à paisana, permanecem de tocaia em pontos visados e fazem plantão diante da residência de pichadores já cadastrados.

O programa reduziu em 80% as pichações no município.

Camelôs

O problema

Que tal ocupar o melhor ponto comercial da cidade, não pagar nada por ele e ainda por cima ficar livre de impostos? Foi essa combinação irresistível de fatores, fermentada pela falta de rigor do poder público, que abarrotou de camelôs ilegais as ruas do país. Na esteira da informalidade vieram o declínio do comércio que paga imposto e gera emprego e a degradação das áreas centrais.

Uma proposta

A transferência de camelôs para shoppings populares é apontada por especialistas como a saída mais viável. Ao oferecer espaços comerciais baratos aos ambulantes, o poder público conseguiria inseri-los no mercado legalizado e recuperaria áreas degradadas pela sua presença. Mas ficar nisso não é suficiente. A medida deve ser seguida de aperto na fiscalização, para evitar o reaparecimento de camelôs.

Fernando Cabral, secretário da Coordenação de Gestão Regional Centro-Sul de Belo Horizonte, prega ainda a adoção de uma política rigorosa nos portos e nas fronteiras, para barrar a entrada dos produtos ilegais que alimentam o comércio de rua.

Uma boa experiência

Belo Horizonte (MG) ostenta um dos projetos mais exitosos de combate ao comércio informal. Até 2003, havia 2,4 mil camelôs nas ruas. Eles foram transferidos para shoppings populares (foto acima), e as ruas voltaram a respirar, com reflorescimento do comércio formal e queda na criminalidade. Os shoppings são administrados por empresários, e os antigos camelôs locam estandes.

Conforme Fernando Cabral, secretário da Coordenação de Gestão Regional Centro-Sul de Belo Horizonte, a iniciativa só salvou a cidade do comércio informal porque passou a existir maior fiscalização:

- Eliminar os camelôs é trabalhoso, mas tem solução.

Furto de fios de cobre

O problema

O furto dos fios de cobre da rede elétrica é um crime que vem causando transtorno a milhares de gaúchos. Em maio, ao chegar à casa da praia, o aposentado Antonio Salvador de Souza, 59 anos, encontrou pela quinta vez desde o ano passado a energia cortada por causa dos furtos. Apenas em 2006, a CEEE registrou perdas de R$ 3,7 milhões em decorrência desses casos.

Além de deixar usuários sem energia, o crime prejudica toda a sociedade - o custo da reposição incide no cálculo da tarifa.

Uma proposta

O ideal seria que os cabos fossem subterrâneos, mas essa solução é tão cara que inviabilizaria o sistema elétrico brasileiro. A melhor alternativa é buscar uma solução mais em conta: substituir os fios de cobre, com alta cotação no mercado, por cabos de material mais barato, que não são atrativos para os bandidos.

O presidente da CEEE, Delson Luiz Martini, defende também a adoção de leis determinando que o cobre só possa ser vendido com certificação de origem e indicação de lote de produção.

Uma boa experiência

A substituição do cobre por outros materiais foi a estratégia da CEEE para combater o furto de fios. No ano passado, a companhia teve um prejuízo de R$ 3,7 milhões. O principal alvo é o Litoral Norte, onde as redes são extensas, para atender à demanda do verão, mas há poucos moradores no resto do ano. Foram 100 toneladas de fios furtados, uma perda de R$ 2,6 milhões para a companhia. Até o fim deste ano, a distribuidora terá trocado por fios feitos com outros materiais, como o alumínio, 10% da rede da região.

*Colaboraram Pietro Rubin e Rodrigo Santos

( [email protected] )
 

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Ubique patria memor
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As soluções e experiências estão boas, mas acho que estão longe de tocar nas "chagas urbanas" principais: fios à mostra, urbanismo porco, violência urbana, poluição, trânsito caotico (fora os estacionamentos), entre outros.
 

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Mto interessante essa reportagem! O melhor eh "uma boa experiencia", constatando q tudo tem solucao e muitas delas sao simples...

Aqui no Rio estacionamento eh um problema serio... O pessoal eh assustadoramente mau educado, parando em fila dupla pra todo lado, e nao para buscar o filho na escola apenas, mas pra ficar um tempao lah estacionado. Carro emcima da calcada, mtas vezes desnecessario, enfim, uma zona...
 

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Nos EUA eh proibido pedir dinheiro no semafaro, nao eh?? Po, pq assim fica facil... O problema eh q eh uma medida mto radical, violenta, elitista... O msmo q proibir mendingo de pedir dinheiro...
 

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Pé Vermelho
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neosoux

Nos EUA eh proibido pedir dinheiro no semafaro, nao eh?? Po, pq assim fica facil... O problema eh q eh uma medida mto radical, violenta, elitista... O msmo q proibir mendingo de pedir dinheiro...
eu vi rescentemente sobre isso, mas como lá o federalismo funciona eu não sei se a lei se aplica em todo o EUA. Eu li sobre isso em Nova Iorque. Sinceramente, sou favorável a proibição, principalmente nos sinais, não nas ruas. Resumidamente, o capitalismo levou séculos para ser consolidado, é praticamente irreversível, e jamais se fará justiça social para todos. O ideal é que se reduza ao máximo as desigualdades p/ dar um pouco de legitimidade para esses tipos de lei. AGORA COMO VAMOS FAZER ISSO NUM PAÍS DE MISERÁVEIS COMO BR?
Aqui há pedintes nos sinais, nas ruas, uma lástima geral!

P.S. sem contar tb que a preguiça é milenar, e o que tem de nego que não quer trabalha não é pouco não, isso tb é inegável...
 

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Exortum est in tenebris
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Muito interessante mesmo. Apesar da primeira solução não me parecer solução nem de perto - quem vai querer parar, pagar, gastar um tempo danado só pra pegar o moleque na escola?

A que eu achei mais interessante foi a proibição do comércio de peças usadas de carro. De fato, isso precisa sair urgente.

Outra espetacular é essa:

Para pressionar os pais, Honorato propõe que a presença de crianças nas ruas leve ao cancelamento de benefícios de programas sociais. Para essa idéia funcionar, ele defende a integração dos bancos de dados dos diferentes programas, acompanhada por ações de fiscalização.
Genial!! Porque ninguém pensou nisso antes? Adorei mesmo!

Integrante da Frente contra as Pichações do Ministério Público Estadual, Alice Prati percorre escolas para dar palestras e atua na recuperação de monumentos pichados, mas está convencida de que não é isso que vai solucionar o problema de maneira definitiva. Ela defende leis severas para dar conta do desafio:

- O pichador precisa ser fichado e encaminhado para a Fase (Fundação de Atendimento Sócio-Educativo). Se for adulto, deve ser preso.
Quanto a essa dos pichadores só não gostei dessa baboseira de "socio-educativo", mas a pena também é genial, de botar os bandidos para limpar a sujeira que fizeram. Tem um vigia na Cidade Universitária daqui que faz isso hehehe, acho show.
 

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Nos EUA eh proibido pedir dinheiro no semafaro, nao eh?? Po, pq assim fica facil... O problema eh q eh uma medida mto radical, violenta, elitista... O msmo q proibir mendingo de pedir dinheiro...
Mas no Brasil é proibido mendigo pedir dinheiro, seja em semáforos ou nas ruas! A atual legislação não pune a mendicância praticada por necessidade, mas considera delito mendigar por ociosidade ou cobiça, usando ameaças ou atitude vexatória, ou em companhia de pessoa menor de idade. Mesmo nesses casos, a justiça tem tido cautela em aplicar punições, já que as taxas de miséria e desemprego no Brasil são altas.

Ou seja, a lei existe e eu acho que está certo em proibir. Agora fazer cumprir é outra história né!
 

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Quase todos os problemas têm haver com o subdesenvolvimento do país.
E quase todas as soluções são meros paliativos.
Precisamos de políticas públicas sérias para levar desenvolvimento a sociedade.

Não vai resolver proibir vender peças usadas, porque roubo já é crime e nem por isso ele deixa de existir.
Ao passo que numa sociedade mais eqüinânime dificilmente isso vai acontecer.

Quem vai sentir a necessidade de comprar uma peça mais barata (de origem duvidosa) se carros e peças "originais" forem acessíveis?!
 

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^^ Ao inves de ficar esperando pelo desenvolvimento q pode sair, ou nao, e caso saia, sera a longo prazo, acho totalmente valida essas medidas criativas e inteligentes para amenizar a desordem publica do dia-a-dia q diminui a nossa qualidade de vida... Enquanto o desenvolvimento nao vem, ha maneiras de se amenizar a situacao, q sao nao soh sao validas, como fundamentais...
 

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Mas no Brasil é proibido mendigo pedir dinheiro, seja em semáforos ou nas ruas! A atual legislação não pune a mendicância praticada por necessidade, mas considera delito mendigar por ociosidade ou cobiça, usando ameaças ou atitude vexatória, ou em companhia de pessoa menor de idade. Mesmo nesses casos, a justiça tem tido cautela em aplicar punições, já que as taxas de miséria e desemprego no Brasil são altas.

Ou seja, a lei existe e eu acho que está certo em proibir. Agora fazer cumprir é outra história né!
Hmm, nao sabia disso...
 

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eu vi rescentemente sobre isso, mas como lá o federalismo funciona eu não sei se a lei se aplica em todo o EUA. Eu li sobre isso em Nova Iorque. Sinceramente, sou favorável a proibição, principalmente nos sinais, não nas ruas. Resumidamente, o capitalismo levou séculos para ser consolidado, é praticamente irreversível, e jamais se fará justiça social para todos. O ideal é que se reduza ao máximo as desigualdades p/ dar um pouco de legitimidade para esses tipos de lei. AGORA COMO VAMOS FAZER ISSO NUM PAÍS DE MISERÁVEIS COMO BR?
Aqui há pedintes nos sinais, nas ruas, uma lástima geral!

P.S. sem contar tb que a preguiça é milenar, e o que tem de nego que não quer trabalha não é pouco não, isso tb é inegável...
Tb tinha visto sobre NY! Agora, proporcionalmente, a taxa de pobres dos EUA nao eh tao mais baixa do q a brasileira... E se lah, com uma taxa de pobreza tao elevada, isso eh possivel, aqui, tb pode ser possivel. Logico q com uma grande melhora da estrutura represora, requsito em q os EUA sao mto bons.
Los Angeles foi um dos lugares q mais vi mendigos... Se for mendigos "ativos" entao... Fiquei dois dias lah, e vi varios mexendo no lixo enqto a gente comia em St Monica, uma adolescente e uma crianca pediram dinheiro pra gente. Num semafaro tinha um homeless com um cartaz escrito q ele tinha varios filhos e tal... Dai ele surtou e comecou a bater desesperado no vidro dos caros pedindo dinheiro e quase chorando, foi uma das cenas mais fortes q vi... a noite, enqto jantavamos no terraco, um mendingo bebado ficava atasanando o pessoal na calcada e cantando desafinadamente...
Enfim, brasileiro tem complexo de inferioridade msmo...
 

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^^ Ao inves de ficar esperando pelo desenvolvimento q pode sair, ou nao, e caso saia, sera a longo prazo, acho totalmente valida essas medidas criativas e inteligentes para amenizar a desordem publica do dia-a-dia q diminui a nossa qualidade de vida... Enquanto o desenvolvimento nao vem, ha maneiras de se amenizar a situacao, q sao nao soh sao validas, como fundamentais...
Se você estivesse com uma úlcera e sem atendimento médico público ou privado iria ficar tomando analgésico indefinidamente no intuito de amenizar a dor, ou o quanto antes entraria com uma ação ou faria algo eficaz para tratá-la??
 

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^^
hahha, q comparacao exdruxula... MAs vamos lah... Se o tratamento fosse incerto e soh resolveria a looongo prazo(como eh o caso concreto), eu tomaria o analgesico enqto fazia o tratamento! Essa eh a questao.. AS DUAS COISAS PODEM SER FEITAS JUNTAS!!! Nao entendo isso... Jah q o desenvolvimento sera a longo prazo, as medidas paliativas sao mto uteis para agora... E tomar essas medidas nao significa q vc abandonou o resto!!
 

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Mas nós somos hipocondríacos, na maioria dos casos, as pessoas entopem-se de remédios, ao invés de, mudar os hábitos.
A princípio não sou contra as medidas emergenciais, o problema é que todos logo se sentem aliviados e não continuam a tomar medidas que de fato solucionem os problemas.

Nada do que foi proposto é novidade, quantas vezes já não ví tirarem mendigos de Fortaleza, prenderem pichadores, colocaram cestas de lixo, refazerem calçadas... Em pouco tempo, volta tudo ou pior do que era.

Nada de remedinhos precisamos de educação. Morrer, já estamos feito moscas.
 

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^^ Nada do q foi proposto eh novidade?????? como assim???? Tanto eh novidade, q foi instituido em poucos lugares e soh recentemente se comprovou a eficacia dessas medidas. O q tb prova q "medidas paliativas" eficientes como as apresentadas nao sao muito usadas, portanto essa iniciativas deveriam crescer...
 

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Sendo honesto, somente a proposta da lei do comércio de auto-peças é inédita para mim.

No mais todas as medidas em algum tempo e em algum lugar do país já foram adotadas.

Algumas como a do bilhete nominal, ao contrário da reportagem, são viáveis sim! Aqui em Fortaleza, implantaram o sistema no Castelão, o problema é com a operacionalização, as torcidas organizadas não fazem questão, e muito menos o governo do estado. De qualquer maneira, é uma forma de combater os cambistas e as depredações.
 
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