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O Prof Godin
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Válega é uma freguesia portuguesa localizada no extremo sul do concelho de Ovar, distrito de Aveiro, pertencente à NUT III do Baixo Vouga e à NUT II do Centro com uma área de 26,64 km² , 6 827 habitantes (2011) e uma densidade populacional de 256,3 hab/km².

Limita a norte com as freguesias de Ovar e de São João de Ovar, a sul com as freguesias de Avanca e de Pardilhó (concelho de Estarreja), a leste com as freguesias de São Vicente de Pereira Jusã (concelho de Ovar) e São Martinho da Gândara (concelho de Oliveira de Azeméis) e a oeste com a ria de Aveiro, sendo a segunda maior freguesia do concelho de Ovar em área.

As atracções da vila incluem os seus esteiros da Ria de Aveiro, azulejos, fontes e monumentos religiosos, como a Igreja Matriz e o Santuário de Nossa Senhora de Entráguas. A tradição popular conta que, em tempo de fome e crise de valores humanos, no adro da matriz surgiu uma misteriosa aparição de uma bonita senhora, mostrando na mão uma broa doce, doce tradicional local, talvez lembrando o valor do pão material e o da Eucaristia espiritual.

Património

Igreja Paroquial de Válega
Capela da Senhora do Bom Sucesso
Cruzeiro da Virgem
Capela e Cruzeiro de São Bento
Capelas de São Gonçalo, de São João Baptista, de Nossa Senhora das Dores, de Nossa Senhora das Febres, de Nossa Senhora de Lurdes e de Nossa Senhora da Maternidade
Cruzeiros nos lugares de Espartidouras e de São João
Casa da Boa Vista
Capela e cruzeiro do Adro Velho
Casa e Capela de Nossa Senhora da Conceição
Antiga Casa da Câmara
Antigos Paços do Concelho
Monumento a Nossa Senhora do Amparo
Busto do comendador António Augusto da Silva
Marco das Terras da Feira
Museu escolar de Válega


https://pt.wikipedia.org/wiki/Válega

 

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Ha com cada perola desconhecida neste pais! :eek:
 

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pedi eu Gondin, Obrigado :eek:kay: é a igreja de Valega perto de Ovar que foi coberta de azulejos no sec. XX, impressionante quando vista num dia enssoladarado com os azulejos a brilhar :drool:
 

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mais fotos da Igreja de Santa Maria em Válega de "Dias dos Reis"! ;)








Realmente o cemitério á frente da igreja não o favorece nada! :eek:hno:
 

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Uma dúzia de anos disto..
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:eek2::eek2:
Desconhecia mas hei-de lá ir!!
 

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You may call me Lamp...
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É linda!

Igreja Paroquial de Santa Maria

IPA
Monumento

Nº IPA
PT020115070029

Designação
Igreja Paroquial de Santa Maria

Localização
Aveiro, Ovar, Válega

Acesso
EN 109 (Ovar - Aveiro), km 38, cruzamento com a EM 538, lug. da Igreja de Válega. UTM: M-535.5, P-4520.6; Fl. 163.

Protecção
Inexistente

Enquadramento
Rural, isolado, no meio de adro murado delimitado por estradas a N. e a E., pelo espaço do cemitério paroquial a O. e pela Casa Paroquial a S.

Descrição
Planta longitudinal composta por nave, capela-mor e duas sacristias colocadas aos lados da capela-mor, volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de 2 águas. Torre sineira quadrangular com cobertura em meia esfera colocada à esquerda da fachada principal. Fachada principal virada a O., com embasamento, de dois panos, sendo o da esquerda da torre sineira, delimitados por pilastras e cunhais apilastrados, revestidos com azulejos policromos figurados, empena com cornija em ângulo, pináculos sobre os cunhais e cruz no vértice. Portal de pilastras e entablamento encimado por nicho de arco pleno com pilastrazinhas e entablamento ladeado por duas janelas do coro de verga curva com pilastras, entablamento e remate com esfera; o nicho prolonga-se na vertical, originando o perfilamente do entablamento geral e completando-se já na empena com óculo moldurado que se recorta em placa rectangular encimada por cornija. Torre sineira de três registos tendo no primeiro duas frestas encimando-se, no médio, relógio circular e no superior uma ventana em cada face com pilastras e arco pleno, cimalha com entablamento, ângulos sobrepostos por pináculos e cobertura em meia esfera coroada por cruz em ferro. Fachadas laterais com embasamento, pilastras nos cunhais sobrepostos por pináculos e cimalhas apenas com cornija tendo as paredes revestidas com azulejo azul e branco. Três janelas rectangulares de esbarro sobre a linha média da nave e outras duas, de verga curva, sobre a linha média da capela-mor. Portas travessas opostas na nave, desalinhadas das janelas e rematadas por entablamento. INTERIOR: coro-alto sobre abóbada de arco em asa de cesto e guarda de madeira. Dois púlpitos opostos tendo acesso por escadas incluídas na espessura das paredes a partir das portas travessas; bacias de pedra e guardas plenas de madeira decoradas com talha. Lambril de mármore e revestimento das paredes por azulejos policromos figurados; pavimento de madeira. Tecto de caixotões de madeira. Arcos retabulares cavados na espessura das paredes nos flancos; arco triunfal e colaterais concatenados mutuamente tendo os retabulares dispostos de forma que as impostas do primeiro se continuam em forma de entablamento nos segundos; pilastras decoradas com almofadas corridas, os colaterais e os laterais completando-se superiormente de corpo rectangular que nos dos flancos envolve o vão, entablamento e frontão curvo e interrompido. Pavimento da capela-mor de mosaico, revestimento das paredes por placas de mármore e tecto de caixotões de madeira. Retábulo principal de madeira pintada, três colunas lisas por lado, envolvidas de grinaldas que também enlaçam a abertura do vão do camarim; cabeceira alta e recortada; decoração de concheados.

Descrição Complementar
No painel lateral esquerdo da fachada principal, consta a legenda: oferta de Aº Maria Augusto de Silva filho desta terra Comendador da Ordem de Benemerencia 1960.

Utilização Inicial
Cultual: igreja paroquial

Utilização Actual
Cultual: igreja paroquial

Propriedade
Privada: igreja católica

Época Construção
Séc. 18 / 20

Arquitecto | Construtor | Autor
Atelier de Jorge Colaço (azulejos capela-mor); Arq. Januário Godinho (desenho do revestimento das fachadas laterais e posterior)

Cronologia
Séc. 16, inícios - construção da pia baptismal; 1746, 2 de Junho - o relato do visitador Dr. Manuel da Costa, abade de Castelões, descreve a igreja velha como ameaçando ruir obrigando os fregueses a que façam construir uma nova no prazo de três anos findos os quais, se a obra ainda não se encontrasse concluída, seriam multados; 1746, 23 de Outubro - escritura de compra do terreno para a construção da igreja nova; 1746, 20 de Novembro - lançamento da primeira pedra; 1749 - por provisão régia foi lançado um adicional aplicado à construção; 1752, 24 de Agosto - as obras iam adiantadas mas faltava a construção da capela-mor cujo padroado pertencia ao cabido da Sé do Porto; 1779 - ainda não tinha iniciado a obra da capela-mor; 1788, 25 de Abril - foi arruinada por um incêndio; séc. 18, final - construção do retábulo principal; 1825 - por provisão régia foi lançado um novo adicional aplicado à reconstrução que se manteve até 1851; 1838/40 - construção dos dois retábulos colaterais; 1844/50 - construção dos dois retábulos dos flancos; 1848 - fundição de um dos sinos com marca de Joaquim Dias de Campos Sorrilha de Cantanhede; séc. 19, 2ª metade - construção das sanefas; 1872 - fundição de um dos sinos com marca de António Dias de Campos; 1942 - painel de azulejos figurando a Senhora do Amparo, colocado no topo externo da capela-mor; 1960 - revestimento por placas de mármore das paredes interiores da capela-mor, do sub-coro e dos lambris gerais, revestimento com azulejos policromos figurados, na fachada principal, nas paredes interiores da nave e na parte superior do arco triunfal, e colocação de vitrais nas janelas; 1975 - revestimento dos alçados laterais e posterior com azulejos da Fábrica Aleluia, Aveiro.

Tipologia
Arquitectura religiosa, barroca. Igreja paroquial de planta longitudinal composta por nave, capela-mor, duas sacristias aos lados da capela-mor e torre sineira à esquerda da fachada principal. Composição da fachada principal com pilastras, entablamento e empena de cornija; portal único com pilastras e entablamento encimado por nicho que se completa de óculo na empena e é ladeado por duas janelas do coro; coro-alto sobre abóbada, dois púlpitos opostos, dois arcos retabulares nos flancos, arco triunfal e dois outros colaterais de pilastras decoradas com almofadas corridas, entablamento e frontão curvo e interrompido; tectos de caixotões de madeira; retábulo principal de madeira pintada.

Características Particulares
Fachada principal, paredes interiores da nave e da parte superior do arco triunfal revestidos com azulejos policromos figurados. Torre sineira com cobertura em meia esfera, integrando-se na composição da fachada por meio das pilastras dos ângulos e do entablamento geral que corre na base da empena. Portas travessas opostas na nave, desalinhadas das janelas. Mármore revestindo o lambril das paredes interiores da nave e os claros das da capela-mor. Arco triunfal e colaterais concatenados mutuamente tendo os retabulares dispostos de forma que as impostas do primeiro se continuam em forma de entablamento nos segundos.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Granito, cantarias; mármore, pavimento; cerâmica, azulejo, mosaico e telhas; madeira, portas e janelas, pavimento, tectos e retábulos; ferro, gradeamentos; vidro, vitrais.

Intervenção Realizada
Fábrica da igreja: 1923/1958 - obra patrocinada por J. O. Lopes e M. J. O. Lopes que incluiu a construção do actual tecto de caixotões de madeira exótica; 1942 - painel de azulejos da Fábrica Lusitânia, Lisboa, figurando a Senhora do Amparo, colocados no topo externo da capela-mor e assinados atelier de Jorge Colaço; 1959/60 - obra patrocinada pelo comendador António Augusto da Silva que inclui o revestimento por placas de mármore das paredes interiores da capela-mor, do sub-coro e dos lambris gerais, o revestimento com azulejos policromos figurados da Fábrica Aleluia, Aveiro, na fachada principal, nas paredes interiores da nave e na parte superior do arco triunfal, e os vitrais das janelas assinados S. Cuadrado (Madrid); 1975 - revestimento dos alçados laterais e posterior com azulejos da Fábrica Aleluia, Aveiro, desenhados pelo Arq. Januário Godinho.

Observações
O padroado da igreja pertenceu até 1150 a particulares. Desde essa data e até 1288 foi do Mosteiro de São Pedro de Ferreira após o que, e até 1583, passou a pertencer ao bispo e ao cabido da Sé do Porto. Posteriormente ficou em exclusivo ao cabido que o manteve até 1833. Teria sido fundada primitivamente no lugar do Seixo Branco, onde não restam vestígios, passando em época não posterior ao séc. 15 para o lugar da Espinha no local hoje designado por Adro Velho. Em meados do séc. 18 mudaria de novo de implantação para vir a localizar-se onde se encontra actualmente.

Autor e Data
Paulo Dordio 2000
in:IHRU
 

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Ninguém deu lá um saltinho? :D
Eu dei (passado uns bons aninhos :lol:).

A verdade é que descobri este tópico e esta igreja quando estava a procurar informações e imagens sobre Ovar, é realmente singular a sua decoração. Tendo algum tempo livre decidi visitá-la na semana passada.












fachada, com fotos de alguns painéis







laterais



foto da wikipedia
 

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^^

Muito boas, as tuas fotos Ana Rita!:banana:

A igreja tem de facto uns azulejos muito particulares. Não deixam de ser interessantes, e o interior não desmerece a igreja.
 

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'tou na lua...
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Que igreja linda... aliás, é uma particularidade dessa região a arte do azulejo, então esses tons multicoloridos, a alegria...
 
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