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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, confirmou nesta terça-feira (3), durante um encontro sobre siderurgia no Rio de Janeiro, que a instituição planeja ter uma participação acionária no projeto de uma nova usina siderúrgica da Vale no Pará. “Oferecemos essa possibilidade para viabilizar esse empreendimento', disse ele.

Segundo Coutinho, é interessante, do ponto de vista do banco de fomento, apoiar projetos que têm 'grande poder multiplicador' em regiões de menor desenvolvimento no Brasil, como o Norte e o Nordeste. Mas ressaltou que não sabe ainda qual o percentual de participação do banco no projeto, pois isso ainda está em discussão. Ele disse também que a produção da usina poderia ser voltada tanto para o mercado interno, quanto para o externo.

De acordo com notícia divulgada pela Vale há três meses, a siderúrgica deverá ser instalada em Marabá, com plano para entrar em operação em 2011, com capacidade para produzir 3 milhões de toneladas de aço por ano e com investimento de mais de R$ 6 bilhões.

No encontro no Rio, o presidente do BNDES ressaltou hoje que gostaria de ver mais investimentos na área siderúrgica no Brasil. Ele disse que estão mapeados atualmente R$ 46 bilhões em investimentos no setor nos próximos quatro anos, valor que, na sua avaliação, está 'um pouquinho aquém' do que ele gostaria.

'A gente gostaria de ver um esforço maior. Consideramos importante que essa carteira se concretize e se amplie. Não existe desenvolvimento sem aço. Estamos confiantes que os investimentos ocorrerão', afirmou, durante o 1º Encontro Nacional da Siderurgia.

Com ou sem parceiros

No mesmo encontro, o presidente da Vale, Roger Agnelli, disse que a mineradora pretende investir na construção dessa siderúrgica paraense, com ou sem parceiros. Ele cobrou uma maior agilidade do governo na construção das eclusas de Tucuruí e do Porto de Espadarte, ambos no Pará e consideradas peças fundamentais para que o projeto saia do papel. 'É uma questão de terminar o projeto. Aí, veremos se vamos chamar algum sócio ou não. O melhor lugar para se produzir aço hoje no mundo é no Brasil', afirmou Agnelli.

Mas ele observou que começar o projeto sem parceiros não significa que no futuro a empresa não busque um sócio. 'Neste momento, não precisamos de um parceiro para desenvolver o projeto. Precisamos de um projeto que tenha viabilidade econômica, e de uma solução para a eclusa, que é questão de logística. A hora que isso tudo estiver de pé nós vamos parar para ver qual o melhor parceiro', acrescentou o presidente da Vale.

Fonte: Pará Negócios
 
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