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Futuro Centro de Artes na Avenida da Europa
Um complexo cultural que permita a criação, construção, montagem e apresentação de espectáculos, de grande envergadura, vai surgir brevemente na cidade de Viseu.

Iniciativa municipal, o futuro Centro de Artes do Espectáculo (CAE), assim se chamará o novo equipamento, será construído nas proximidades da rotunda da fonte luminosa, no acesso à Avenida da Europa. A notícia foi avançada, na última sexta-feira, pelo presidente da autarquia viseense. Fernando Ruas justifica o investimento, ainda sem precisar valores, com a necessidade de dotar a cidade de um espaço preparado para receber manifestações culturais de grande dimensão.

O complexo terá uma capacidade entre os 500 e os 600 lugares. Fernando Ruas admite que possa começar a ser construído já no próximo ano.

A construção do Centro de Artes, faz cair o projecto, há muito previsto, de um anfiteatro acoplado ao pavilhão multiusos, no recinto da Feira de S. Mateus, onde se encontra também instalada a Polícia Municipal.

A escolha da avenida da Europa para a concretização do projecto tem a ver, em primeiro plano, com a existência de espaços amplos para a implantação do edifício, com áreas envolventes ajardinadas, e com áreas livres para estacionamentos.

Fernando Ruas esclarece que o novo equipamento irá aumentar a resposta cultural na cidade. E funcionará como complemento da oferta já existente no Teatro Viriato.

"Queremos que o Centro Regional de Artes do Espectáculo das Beiras, a funcionar no Viriato, dure por muitos e bons anos. Têm feito um trabalho excelente. Mas precisamos de um espaço de maiores dimensões", justificou.

Jornal Notícias
 

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Mr.FGC
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CCV

O nome, de original não tem nada, cae da Figueira, cae de Portalegre etc... é só pesquisar pela net, ficaria melhor "Centro Cultural Visabeira":lol:. Agora a sério, porque não "Centro Cultural de Viseu, CCV"

Sempre defendi a existência de um centro cultural de dimensão relevante que abrigasse as Artes e Espectáculos variados. O que desde já me preocupa é o seguinte:

1- Pretendem erigir uma obra arquitéctónica que marque a cidade (pela positiva!) ou vão erguer quatro paredes em estilo neo moderno? (Tipo (barracão) pavilhão multiusos?):bash:

2- Querem um Centro ou um arremedo de centro? Pois porque com um máximo de 600 lugares parece-me um pequeno auditório. Nem sequer poderá servir um concerto do Toy quanto mais de um Tony Carreira, isto para não fugir dos gostos mainstream dos cultores Viseenses..:wallbash:.

3- Querem um auditório ou seguir a norma de um pequeno e um grande auditório no mesmo edifício? Defendo que para Viseu, se queremos crescer e atrair, o auditório maior (ou único)terá de ter pelo menos o dobro do previsto ou seja cerca de 900 a 1200 lugares sentados e mais duas ou três centenas em pé. (O grande auditório do cae da Figueira tem 832 lugares e o pequeno 200 lugares.) Não custa muito mais, basta pensar um pouco...
Só assim será possível trazer à região espectáculos e eventos como o quebra nozes de tchaikovsky e concertos com artistas de algum renome. (Não estou a ver o tony Carreira nesse espaço exíguo que estão a prever e já nem falo de outros artistas e bandas, nacionais ou estrangeiros!)

4 - Qual o arquitecto que vão contratar. É que se querem embarcar num outro mercado ou pavilhão multiusos, desenho eu o edifício...gratuitamente.
Melhor entregar a obra aos alunos de arquitectura da Católica de Viseu, que acho, não fariam um trabalho que os envergonhasse ou desmerecesse a cidade. Não se esqueçam, (Viseu cemitério de Arquitectos!). Já é tempo de termos um edifício que ponha Viseu no mapa da arquitectura e nos orgulhe e esta é uma excelente oportunidade.

5 - Se não há dinheiro, não se faça a obra, é melhor aguardar mais uns anos, do que desbaratar dinheiro numa obra que não servirá, nem a cultura nem os anseios e necessidades das gentes Beirãs. Peçam um conselho à Visabeira, olhem para o palácio do gelo. Ou julgam que as pessoas de fora vêm ao PG só pelas lojas?

Em conclusão, tal centro poderá servir toda a Beira e não só a cidade de Viseu, numa região já altamente deficitária no que concerne a eventos culturais e praticamente desprovida de manifestações culturais com interesse que ultrapasse as fronteiras do distrito.
Falo quer em termos de espectáculos que atraiam pessoas de fora quer em termos de pólo de chamada para espectáculos de dimensão nacional ou Ibéricos. Viseu não existe no mapa cultural.
E não se fale de interesses, de população, acessos e outras desculpas mais ou menos convenientes, existem por aí autênticos desertos de Norte a Sul do País que são oásis culturais.
A região, a economia da mesma e suas gentes só têm a ganhar se se pensar num projecto realista e com ambição, não queremos mais um mamarracho que não servirá para praticamente nada, a não ser mascarar o défice cultural que grassa na região e relevar para efeitos estatísticos.
 

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Altarrão
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Por outro lado, se um auditório com 600 lugares não atrairá o Tony Carreira, eu sugiro que ponham só 300! Não quero cá Tonis em Viseu. :D
 

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Mr.FGC
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^^Só mencionei o Toni por ser o tipo de música oficial pelas nossas bandas:bash:, e é pena..., há lugar para os Tonis e também para outros gostos. Uma boa banda para integrar o cartaz da inauguração seria por exemplo os Pearl Jam.:cheers:
Num auditório com mil 1200 lugares já caberiam os Pearl Jam e vendiam-se os bilhetes todos!:rock:
 

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^^Só mencionei o Toni por ser o tipo de música oficial pelas nossas bandas:bash:, e é pena..., há lugar para os Tonis e também para outros gostos. Uma boa banda para integrar o cartaz da inauguração seria por exemplo os Pearl Jam.:cheers:
Num auditório com mil 1200 lugares já caberiam os Pearl Jam e vendiam-se os bilhetes todos!:rock:
É claro que pearl jam em qq lugar enchia n é? Até num auditório qq no topo da serra da estrela. O problema vinha depois, haver espectaculos regulares de essa dimensão. Uma obra dessas tem q ser bem pensada. Na Guarda fizeram o TMG que tá espectacular www.tmg.com.pt/, tem o grande auditório com 600 e tal lugares, o pequeno com 200 e várias outras salas anexas, como café concerto e salas de exposições.
 

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Altarrão
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Já era meio caminho andado para no verão termos cá um Festival em condições. Mesmo que não fosse ao ar livre.

De resto, um pequeno à-parte: esta semana ouvi na rádio alguma propaganda a um festival, creio que era "Super Bock em Stock" onde aquilo basicamente está repartido por vários auditórios de Lisboa (todos na mesma avenida salvo erro?) e há concertos ao mesmo tempo em todas as salas e cada um é que escolhe o roteiro consoante os gostos. Para exemplo, o Zé Pedro dos Xutos falou do seu roteiro preferido.
Acho uma boa iniciativa, que obviamente não teria cabimento em Viseu, claro está.
 

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Centro Cultural de Viseu também não é original uma vez que esse já existe há muitos anos com sede no Auditório Mirita Casimiro, Rua Francisco Alexandre Lobo 53, 3500-071 VISEU. Prestou importantes serviços culturais durante muito anos. Nos últimos, tem andado pelas ruas da amargura porque as entidades oficiais lhe cortaram o financiamento, mas agora está a tentar reerguer-se. O director é o Sr. Luís Filipe do INATEL.
 

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Mr.FGC
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:shifty:"Na Guarda fizeram o TMG que tá espectacular www.tmg.com.pt/, tem o grande auditório com 600 e tal lugares, o pequeno com 200 e várias outras salas anexas, como café concerto e salas de exposições."^^

Este é sem dúvida um bom exemplo, Parabéns. Embora ainda não conheça...:eek:hno:

É por isto e pelas razões expostas pelos foristas que é preciso pensar algo maior. O palácio do gelo pôs Viseu no roteiro comercial (apesar de Viseu já antes ser considerada uma cidade comercial) agora um equipamento concebido à escala da região e não apenas de Viseu cidade, faria todo o sentido.
Podemos aproveitar o potencial das 500.000 pessoas que o PG também serve. Se houver bons espectáculos, 1% dessas pessoas mais algumas de outras paragens seriam suficientes para esgotar espectáculos.
É óbvio que não falo de espectáculos residentes, para isso não há subsídio que aguente, agora espectáculos únicos ou de poucos dias, acho perfeitamente viável em termos estritamente económicos!
Mas não se esqueçam que o casal com os filhotes, que vem de longe ver os espectáculos, provavelmente irão dar um salto ao Palácio do Gelo, irão comer nos restaurantes indo visitar o Grão Vasco e irão repousar os ossos num dos Hóteis de Viseu! Agora podem traduzir isso em números e atrevam-se a dizer-me que 1200 lugares sentados com espaço para mais duas ou três centenas em pé é utopia...

Urge colocar Viseu no mapa cultural! e não é com quatro paredes e 600 lugares que iremos conseguir. É preciso visão, corajem e arrojo. Comparem o Palácio do Gelo ao complexo da Soíma e já sabem do que falo e já agora vejam qual é mais conhecido e qual deles tem mais afluência, acho que não há dúvidas...VOCÊS SABEM DO QUE ESTOU A FALAR:shifty:
 

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Mr.FGC
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..and last but not the least!

O meus mais profundos agradecimentos e a minha reconhecida vénia a quem muitas vezes com muito sacrifício tenta fazer cultura na região!:master:
 

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Conjunto habitacional, Viseu

O desafio contemporâneo relativo ao crescimento urbano das cidades de média dimensão coloca-se, no essencial, na estratégia de formalização das suas áreas de expansão urbana. A transição da cidade consolidada, habitualmente configurada pelos chamados centros históricos, núcleos de lenta evolução morfológica, para áreas de charneira que incorporam já estruturas rurais ou suburbanas, de evolução rápida e descontínua, tornou-se o tema central do crescimento regrado das estruturas urbanas onde se enquadra a cidade de Viseu.

A construção de um troço de cidade, a qualquer escala, do bairro ao lote urbano, deve implicar uma proposta morfológica capaz de garantir uma clarificação da estrutura urbana. Este processo deve também compreender e potenciar a orografia de modo a não convocar clivagens desnecessárias entre construção e paisagem, numa perspectiva de relação sustentável com o território. Este processo deve proceder ainda a uma atribuição de significado à estrutura urbana, aferindo escalas e disciplinando as ocupações funcionais reforçando a relação com o espaço público.

Parque Público como Sistema Agregador

O Parque Público é o grande sistema agregador das partes de cidade, cuja complexidade de cadastros e pré-existências torna difícil a sua plena integração num único sistema formal. A coerência de desenho deste Parque, que se acredita poder estender aos lotes, é fundamental para reforçar a coerência tipológica da implantação de todo o conjunto. A matéria e, por consequência a qualidade de um futuro projecto de paisagem, constitui um sistema plenamente agregador e de fácil concretização e sobretudo um garante de qualidade de ambiente urbano.

Localização: Repeses, Viseu

Projecto: 2003 em curso

Arquitectura: José Gomes Mota

Equipa: José Gomes Mota, Joana Vilhena, Tânia Oliveira, Daniela Rodrigues
 
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